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quarta-feira, agosto 05, 2009

Timisoara é já ali

O Shakhtar Donetsk acaba de abandonar o caminho para a Champions League, eliminado por uma - temível? - equipa romena, à qual até o Careca marcou um (grande) golo.

Uma equipa à medida do actual Sporting, sem dúvida.


(vídeo gentilmente desviado daqui)

A narração minimalista do grande Gabriel Alves, a classe de Gomes, o calcanhar de Oceano -- depois do regresso a Alkmaar, um regresso à noite do Timisoara, com o sorteio de sexta-feira no horizonte.

kovacevic

quinta-feira, março 12, 2009

PSG 0 x 0 Braga

1. O jogo Mais um passo na afirmação do Braga europeu. Todos os grandes clubes portugueses já tremeram esta época perante clubes e nomes grandes (e outros menos grandes). O Braga não. Já passou pelo Giusepe Meazza (perdendo injustamente por 1x0) e hoje, perante mais de 40 000 no Parque dos Príncipes, apenas passou por dificuldades no início da segunda parte. Não foi uma exibição do outro mundo, como muitas que o Braga já apresentou esta época, mas foi uma exibição competente, com oportunidades de golo flagrantes criadas (ai Renteria, Renteria...), contra nomes como Giuly, Rothen, Makelele ou Kezman. Muito bom resultado conseguido através de uma exibição consistente e segura. Uma excelente notícia foi o regresso de Rodriguez (dois centrais a jogar a central é um estranho luxo para o Braga dos últimos tempos, algo de que pouca gente se lembra, infelizmente). Eu acredito que o Braga pode passar.

2. O narrador da SIC Minuto 41, o senhor diz que a primeira parte não deve ter mais do que 2, 3 minutos de descontos. Reconsidera. Reage como se a ideia não tivesse sido dele. Não, face ao que se passou na primeira parte, não pode passar de um, dois minutos. Aos 45 minutos e 5 segundos o árbitro apita para o intervalo. Depois deixa passar em claro a assobiadela monstruosa com que Kezman foi brindado quando entrou em campo - e a sua resposta a pedir desculpa e a beijar o emblema do PSG. O narrador acrescentou a seguinte informação extremamente pertinente: "Kezman é o grande goleador deste PSG". De facto, os seis golos marcados por Kezman esta época são uma marca extraordinária. Principalmente se nos esquecermos que Giuly tem 7 golos, Sessegnon tem 8, Luyiundula tem 14 e Hoarau tem 20. Face a isto, aquilo de chamar Rothen a Hoarau a olhar para um plano enorme do jogador, em câmera lenta, é apenas um pormenor cromático insignificante.

Volta Gabi, estás perdoado.

ps - A jornada 16 da TLX já está disponível na barra lateral. E o jogo é no sábado de madrugada!...

master kodro

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Jardim de Rodin # 4 - O remate com a mão que tinha mais ao pé

Há momentos difíceis de compreender em futebol. Vukcevic acabara de aplicar um excelente remate ao qual Nuno respondeu com uma não menos excelente defesa. Defendeu para onde deu. Deu para Postiga, completamente isolado, com o guarda-redes a tentar levantar-se do chão. Parece óbvio, não é? Lembrei-me do Gabriel Alves. Nuno Herlander Santos do Espírito Santo, 35 anos de idade, subjugado pela conjuntura que o limita a um quarto dos seus 188 cms de altura, numa luta inglória contra a gravidade, tenta elevar os seus 88 quilogramas para evitar que Hélder Manuel Marques Postiga, ponta-de-lança internacional português, 26 anos, 33 centímetros de perímetro de coxa, concretize o inevitável encontro marcado com o seu destino, o golo.

Mas o pior veio depois. Não sabemos o que se passou pela cabeça de Hélder Postiga nos momentos seguintes. É verdade que a bola não estava rente à relva, mas não há nada que explique a estranha dança que o avançado resolveu empreender. A bola estava ao alcance do seu pé esquerdo - Postiga flectiu essa perna. A perna direita, que devia apoiar o movimento, foi lançada para trás. Só se pode imaginar o que terá passado pela cabeça do homem. Terá pensado em algo que Paulo Bento tenha dito? "Futebol, pé, andebol, mão" ou seria "Andebol, pé, futebol, mão"? Na dúvida, passou à ideia seguinte. Será que, como eu, também Hélder Postiga se lembrou de Gabriel Alves e baralhou um conceito, transformando "Rematou com o pé que tinha mais à mão" em "Rematou com a mão que tinha mais ao pé"? Nunca saberemos. A única certeza que tenho é que Hélder Postiga, face à situação adversa que se lhe deparou, escolheu a melhor opção. Tenho a certeza disso e os livros não me deixam mentir.

master kodro