segunda-feira, abril 15, 2013

O regresso à arbitragem no 442

Nas minhas condições, obviamente, que estão sempre relacionadas com as regras e respectivas interpretações, com os ângulos completamente desfocados dos interessados que, na esmagadora maioria (sim, muito provavelmente estou a  falar de ti que estás a ler neste momento), são completamente incapazes de distinguir regras, de interpretações, de posições, de repetições ou de direitos divinos ao benefício. Nunca do ponto de vista de terem sido acções propositadas e previamente planeadas, por mais que pareça que o foram, com o intuito de prejudicar este ou aquele clube, de preferência o meu, que é o mais roubado de todo o mundo e de todos os tempos e é perseguido, desde que foi fundado, por ladrões nacionias e internacionais cuja única razão de existirem é prejudicá-lo.

O lance, entre Ba e Mossoró, é o penalty assinalado por João Capela na final da Taça da Liga, que tem merecido críticas por parte de pessoas ligadas ao Porto.

Primeiro que tudo, pouca gente se importa com o que o árbitro viu, sem repetições. E o que o árbitro viu foi simples: um defesa a não tocar na bola; um avançado em corrida e em posse; duas pernas a tocarem-se, é natural que lhe parecesse ver uma rasteira. É óbvio que marcou penalty. Foi exactamente isto que se passou? Não. Ba não rasteirou ou pontapeou Mossoró, nem o empurrou com qualquer parte do corpo. Cravou um pé no chão, colocando uma perna no caminho natural de Mossoró (em direcção à bola). Como Mossoró está a jogar futebol e não está numa corrida de 110 obstáculos, não tem nada que saltar por cima de uma perna, mesmo que esta esteja parada, porque essa não tocou na bola. Se tivesse tocado, teria ganho o direito a estar ali.

Já o segundo amarelo é indiscutível: só se pode discutir se Ba não devia ter ido para a rua directamente quando levou o amarelo. Aí, discordando do(s) amarelo(s), tenho que conceder que o árbitro manteve o critério, independentemente das cores, porque na primeira parte houve dois lances para vermelho directo de jogadores do Braga que também não o viram.

Outro assunto colateral que se pode discutir é como é que um candidato ao título joga com o vencedor do Prémio Mamadu Bobó da época passada - com 4 expulsões - a titular numa final de uma competição... Mas isso é assunto para os adeptos do Porto e o seu treinador.

16 comentários:

Grilo Falante disse...

Infelizmente concordo com tudo MK.

André disse...

A titularidade dele tem a ver com a questão de uma das alíneas do regulamento relacionada com os jogadores formados localmente.

TaKuara disse...

Ou jogava ele, ou Atsu ou CAstro.
Se em relação ao ultimo isso significaria tirar da equipa Fernando ou Lucho, mexendo no triunvirato do meio-campo, a dúvida estaria entre Defour e o ganês.

Atsu que nos últimos 24 jogos só foi titular em 6.
Não me parece que seja das cartas mais altas do baralho de Vitor Pereira...

TaKuara disse...

Em relação ao penalty, para mim não o é, mas percebo que é extremamente difícil para o árbitro não o marcar, devido ao que já foi escrito.
Saviola, James, Mossoró são especialistas neste tipo de lances.

Castigar este tipo de jogador, por provocarem estes lances, seria a única maneira de os evitar no futuro, mas para isso teriam de haver maneiras tecnológicas para tratar todos os clubes de igual forma, o que é algo que não existe.

Mas também, não são estas discussões que fazem do futebol o maior espectáculo do Mundo?

Abraço

Jorge disse...

Nao revi o lance mas na altura pareceu-me penalty indiscutivel. Se o Mossoro tropeca na perna do Ba ou se o Ba rasteira o Mossoro e uma questao semantica que nao interessa para este lance.
Sendo portista, se as imagens provassem que houve mergulho, ficaria chateado e acharia que o Mossoro deveria ser severamente punido.
Quanto ao segundo cartao amarelo nao concordo contigo. O Mossoro ficaria sem angulo e a falta nao e propositada, nao vejo razao para cartao. De acordo com as regras falta na area e penalty, nao e penalty e cartao.
Acho em geral que os arbitros so devem apitar quando teem quase a certeza que o devem fazer (certeza absoluta nao e possivel), em lances decisivos como este que decidem um jogo ainda deveriam ter mais cuidado. E por isso que o segundo cartao demora mais a sair, implica uma mudanca radical do jogo, e se houver erro e uma mudanca injusta que nao e possivel rectificar.
No lance do primeiro amarelo foi uma cartuxada das antigas, mas apesar de vistosa raramente deixam mossa. Vermelho directo seria exagero.

littbarski disse...

«Atsu que nos últimos 24 jogos só foi titular em 6.
Não me parece que seja das cartas mais altas do baralho de Vitor Pereira...»

Essa também não cola. O Atsu, apesar de ter estado na CAN, tem mais jogos e mais minutos nas pernas (na equipa principal) do que o Abdoulaye. Portanto, pela questão da rodagem não vamos lá.

Para mim, o Abdoulaye jogou por opção do treinador. Ponto. E não acho que seja uma opção assim tão criticável. A defesa falhou e o treinador mudou-a. Tenho muito mais dificuldade em engolir o Defour a extremo, com Atsu no banco.

Carlos disse...

É mal assinalado.
Foi logo a minha opinião após as repetições do lance.
É um lance de difícil analise para o árbitro pelo que enquadro num erro e não num 'roubo'.

Pode-se criticar a enfase dada ao erro do árbitro já que a exibição foi uma lástima mas havia que referir o erro.
Não se podia deixar passar algo que teve influencia directa no resultado
http://i.imgur.com/4tqaTvK.gif

Carlos disse...

a titularidade do Abdoulaye não terá a ver com uma exigência do regulamento desta competição ?

TaKuara disse...

Lit

Depois do jogo acabar é fácil falar. Abdoulaye falhou, foi impetuoso, teve pouco discernimento nos dois lances que se discute. Teve azar porque a equipa, com o seu futebol, não conseguiu compensar essas falhas (que já aconteceram esta época com MAngala, Otamendi, MAicon).
Acho (opinião pessoal) que a entrada de Atsu no 11 em detrimento de Defour, alteraria bem mais o estilo de jogo que Vítor Pereira quis implementar este ano no FCP, e apesar do ganês ser um jogador mais perigoso em termos ofensivos, o FCP estaria (ainda) mais longe do golo porque se afastaria do modelo e estilo de jogo que foi pensado para esta época.

Abraço

miguel.ca disse...

"Ricardo Pereira, ou Ricardito, é um nome que, até ao início de 2012, era de certa forma desconhecido para os adeptos de futebol portugueses em geral. Esta sexta-feira, com a confirmação da sua transferência para o FC Porto, Ricardão deixa o diminutivo Ricardito para trás e dá mais um passo rumo à afirmação no futebol português onde terá a companhia do colega de formação, Tiago Rodrigues."

MK, queres dar uma opinião sobre este jogador já que és o especialista em VSC?
A minha base de dados em relação ao Ricardito é nula!

littbarski disse...

TaKuara,

Mas qual modelo de jogo? O da posse de bola inconsequente? Aquilo que se verificou, no jogo anterior, contra o mesmo Braga, foi que com Atsu (e Kelvin) o Porto foi mais perigoso em termos ofensivos e esteve mais perto do golo. Tão perto, que deu a volta ao resultado.

Mas se queres que te diga, para mim, o principal problema nem é este. Eu já vi o Porto golear com Atsu, sem Atsu, com Defour ou Izmailov no lado esquerdo do ataque. O problema é que o todo deixou de funcionar. Apagou-se, de repente, sem aviso nem explicação. Não é novidade. A época passada aconteceu várias vezes. É uma característica do Porto de Vítor Pereira.

Mas há sempre quem prefira outras explicações. Ainda recentemente se dizia que o problema era a ausência de Moutinho. Agora há Moutinho e o Porto perde na mesma. Tem de se procurar outra explicação.

miguel.ca disse...

"Tem de se procurar outra explicação."
Congelamento ideológico do Vítor Pereira. Não encontrou soluções para reverter determinadas situações, abaixamentos de forma e ate alguma apreensão moral da equipa.
Cada vez que a maquina emperrou lubrificou-se com o óleo errado.

TaKuara disse...

Lit, estava a ler o teu comentário, e estava-me a lembrar do que MST tinha escrito hoje na sua coluna na a'Bola.

Apesar de escrever muitas patetices (hoje foram mais algumas), por vezes acerta em alguns aspectos.
Disse que Vitor Pereira tem um adjunto ao seu lado (que ele não sabe quem é) sempre de auriculares postos pronto para lhe dizer "Estamos bem, já estamos nos 70% de posse de bola" e com um caderno tem a táctica anotada, para garantir que os jogadores não saem dos seus lugares, no seu 4-3-3.
O Porto tem no seu 11 alguns jogadores que são excelentes para este modelo: Alex Sandro, Mangala, Moutinho, Jackson, Fernando.
Rápidos a pensar e a executar.
O problema é que para este modelo, todos os outros jogadores, por muito bons que sejam, por muitos milhões que tenham custado, jogam (a meu ver) em sub-rendimento.

O 4-3-3 é extremamente perigoso, mas quando se joga em velocidade, como JJ apontou há uns tempos.
Quando os laterais se envolvem sistematicamente nas acções ofensivas, e os extremos estão em constantes movimentos quer interiores, quer exteriores. Quando não há velocidade, é o sistema mais fácil de parar.
Ao ver os jogos do Porto, sei que os desequilíbrios são sempre os mesmos:

1- Alex Sandro tenta fintar o lateral contrário, e depois de passar por ele, tenta fazer uma tabela que raramente resulta em algo, porque centros para a área são praticamente inexistentes.

2- Lucho encosta-se a uma lateral, ou coloca-se entre um o lateral e o central para confundir marcações, e tenta fazer alguma coisa a partir daí.

3- James faz o que Hulk fazia o ano passado (ir da direita para o meio) mas como tem metade da velocidade e potência de remate do brasileiro, tem de esperar que haja uma entrada de um companheiro nas costas da defesa para lhe colocar a bola.

4- Bolas paradas para Mangala.

E é este o futebol do Porto, estereotipado, com poucos ou nenhuns rasgos de criatividade, sem um remate fora-da-área, com Moutinho e Fernando sempre com medo de entrar na área para não provocarem desequilíbrios defensivos, etc
E mesmo assim, com isto tudo, consegue vir ao de cima a qualidade de um jogador fenomenal chamado Jackson Martinez.

Fico a pensar do que seria do colombiano com uma verdadeira equipa atrás de si (ou com outro treinador qualquer a colocar-lhe um outro avançado ao lado). Ou do que seria este Porto sem o colombiano.

Abraço

Carlos disse...

off topic
MK,
qual a tua opinião em relação ao Tiago e ao Ricardo?.
obg

master kodro disse...

O Ricardo tem 19 anos e é indiscutível... Pode ser tudo, é um extremo rapidíssimo. Para o Vitor Pereira é um gajo a encostar :)

O Tiago é um Hugo Viana em potência (com emnos 10 anos de carreira, claro, temos que ser prudentes), homem das bolas paradas e do passe milimétrico. É capaz de lhe faltar poder, força, mas tem um pezinho de veludo. Estes putos com o Baldé e o Paulo Oliveira puseram-nos na Europa com salários em atraso e cortes brutais de orçamento, vendas a meio da época de titulares, etc...

Não há nada de melhor para dizer sobre a sua maturidade do que fizeram em Guimarães este ano, lançados às feras com pouquíssima rede. Numa estrutura sólida, têm tudo para vingar.

condor disse...

Castigar este tipo de jogador, por provocarem estes lances, seria a única maneira de os evitar no futuro, mas para isso teriam de haver maneiras tecnológicas para tratar todos os clubes de igual forma, o que é algo que não existe.
Ou então a falta ser cavada contra o glorigozo e a comunicação social vermelha fazer um cagaçal do caralho!
Vide Lizandro Lopez castigado por segundo a comunicação social avençada ter simulado uma falta dentro da área vermelha!
O pior é que o homem não simulou coisa nenhuma aquilo é penalty e mais nada!
Mas como os vermelhos ganhavam aquele penalty veio tirar o rebuçado da boca!Uma afronta ao clube do regime portanto merecedora de castigo!
Vai lamber sabão mais o tratamento igual para todos!