Deixo alguns dados estatísticos que, mais tarde ou mais cedo, nos vão levar de volta aos tempos em que a selecção nacional era uma banalidade e que não estão a ajudar os clubes (SAD) a melhorar o seu desempenho financeiro:
- Nas primeiras 15 jornadas da liga, o Benfica tem 2% do tempo de utilização possível (14.850 minutos) ocupado por jogadores portugueses.
- Nas primeiras 15 jornadas da liga, Benfica e Porto têm, em conjunto, 13 minutos de tempo ocupado por jogadores portugueses sub-23 (13 minutos de Nélson Oliveira).
- Nas primeiras 15 jornadas da liga, Benfica e Porto têm, em conjunto, 26,48% do tempo disponível ocupado por jogadores estrangeiros sub-23.
Portanto, um quarto do tempo de utilização dos dois maiores candidatos ao título dos últimos anos, são ocupados por jogadores que têm custado 5 a 10 (ou 20) milhões de euros por transacção. Estranhamente (ou não), apesar das mega-vendas, os passivos não baixam, porque essas são uma excepção.
Havia outra excepção, que era o Sporting. Mas desde que Paulo Bento se queixou que não conseguia ganhar com miúdos portugueses, foi pelo mesmo caminho, com o problema adicional de ir com alguns anos de atraso.
O muro é já ali à frente.
master kodro
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sexta-feira, janeiro 20, 2012
terça-feira, junho 30, 2009
A pior decisão possível
Deixar que o título seja decidido na Secretaria. Isto é o absurdo em que o futebol português se tornou. Havia inúmeros meios de resolver o problema. A FPF poderia prolongar extraordinariamente os contratos dos jogadores por mais alguns dias, a fim de encontrar uma solução (como ontem me sugeria o Kovacevic ao telefone). Os minutos que faltavam poderiam ser disputados em Alvalade (preferencialmente), em Alcochete (eventualmente à porta fechada) ou num campo neutro. Hoje, amanhã, no sábado.
Que se jogasse, pois, que se desse oportunidade a estes miúdos para perceberem que os títulos se podem e devem ganhar no campo, independentemente dos malucos que, lá fora, tudo fazem para o impedir. Ao enviarem essa decisão para os morosos e sinuosos caminhos das alegações jurídicas, os dirigentes do futebol português preferiram alinhar com os objectivos daqueles energúmenos. Numa situação revoltante, mais um motivo para ter nojo.
katanec
Que se jogasse, pois, que se desse oportunidade a estes miúdos para perceberem que os títulos se podem e devem ganhar no campo, independentemente dos malucos que, lá fora, tudo fazem para o impedir. Ao enviarem essa decisão para os morosos e sinuosos caminhos das alegações jurídicas, os dirigentes do futebol português preferiram alinhar com os objectivos daqueles energúmenos. Numa situação revoltante, mais um motivo para ter nojo.
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segunda-feira, abril 27, 2009
Como se faz um campeão
O FC Porto é a melhor equipa portuguesa e a sua hegemonia nacional tem muito a ver com o futebol que pratica em campo. Mas ninguém pode negar que os portistas perceberam os enormes benefícios associados à sua presença tentacular no futebol português - nomeadamente pelas relações privilegiadas com o poder, com os órgãos do sistema e mesmo com os restantes clubes. A política de contratações e empréstimos é disso um notável exemplo: o FC Porto age dentro da legalidade, mas nos limites da mesma, exercendo uma enorme influência na organização dos adversários. O que se passou num passado recente (as curiosas lesões de Nuno Coelho e Tengarrinha) e os bizarros acontecimentos deste Domingo (que o "Público" imortalizou nesta formidável peça) não são "teorias da conspiração", mas simples constatações do óbvio: o Porto ganha pelo que faz nos relvados, mas também pelo que faz fora deles.
katanec
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segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Quando ser expulso é melhor do que ver amarelo
Fucile era um dos três jogadores do Porto em risco para a próxima jornada (recepção ao Benfica). O cartão amarelo que viu na segunda parte (por mão) impedia-o de participar nesse jogo. Porém, no último minuto, com Jesualdo a gritar no banco "calma, calma!", Fucile seguiu as ordens, retardou o lançamento lateral e viu o segundo amarelo e respectivo vermelho. Com este desfecho, Fucile pode agora cumprir o castigo na Taça da Liga (por ter sido expulso) e enfrentar o Benfica.
Este episódio é um excelente retrato do futebol português: um misto de regulamentos estapafúrdios, chico-espertice e pequenas trafulhices.
katanec
Este episódio é um excelente retrato do futebol português: um misto de regulamentos estapafúrdios, chico-espertice e pequenas trafulhices.
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