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sexta-feira, junho 11, 2010

Jogo #1: África do Sul 1 x México 1

Para começo, não esteve nada mal. Jogo com ritmo, segunda parte emotiva e um golaço de Tshabalala (que tem futebol para clubes europeus). Pareceu-me o México globalmente mais capaz, com um meio-campo bem organizado e um tridente atacante inspirado (belo jogo de Giovani dos Santos). Mas sem um finalizador nato e com uma defesa permeável (tanto espaço nas costas!), revela-se uma formação algo frágil. Ainda deu para buscar o empate, mas vai ter muitas dificuldades para se apurar.

A África do Sul respondeu apenas em contra-ataque, mas fê-lo com competência q.b., e esteve bem próxima de ganhar a partida (bola no poste no último minuto). Beneficiou de uma excelente actuação do seu guarda-redes e do movimento inspirado de Tshabalala para disfarçar alguns problemas evidentes: defesa medonha, meio-campo apenas esforçado, entrosamento duvidoso. Mas surpreendeu-me pela positiva.

Notas adicionais: o som das vuvuzelas chateia, mas não é tão mau como cheguei a imaginar. A transmissão televisiva foi cheia de mariquices (uns slow-motions que não serviam para nada), mas falhou no que mais importa: não mostrou a repetição do golo da África do Sul (para evitar polémica?), que me pareceu derivar de manifesto fora-de-jogo.

katanec

quarta-feira, abril 01, 2009

Portugal 2 x 0 África do Sul

Entrada a todo o gás, com a pressão e a fome de golos a empurrar os sul-africanos para a defesa. Um golo - Bruno Alves, num canto - e oito cantos em quinze minutos. O resto do jogo foi mais calmo, mas esteve sempre controlado. Nani esteve muito bem na primeira parte. Dos estreantes, Nélson mostrou movimentos iniciais explosivos, com base nas suas magníficas capacidades atléticas, que raramente tiveram sequência pois, num segundo momento, o lateral pareceu destinado ao disparate (através de cruzamentos ou arrancadas estéreis). Gonçalo Brandão não aparenta ser o lateral que se pretende (situação potenciada pelas exibições de qualidade de Duda), mas tem que se apostar em alguém (e testar) pois não podemos ficar presos à adaptação de Paulo Ferreira (30 anos, pouca competição e lesões, agora). Edinho batalhou, teve momentos interessantes (embora quase todos inócuos) e fez por merecer o golo que ninguém lhe quer dar, mas que ele diz seu.

master kodro