segunda-feira, outubro 22, 2012

Presente envenenado

Vários jogadores do Porto tiveram, contra o Santa Eulália, não uma oportunidade, mas um presente envenenado. Nestes jogos em que o adversário é claramente inferior, jogadores sem provas dadas, como Kelvin e Iturbe, têm pouco a ganhar e muito a perder. Isto é, se tiverem um bom desempenho, não fizeram mais do que as suas obrigações (o que só aconteceu porque do outro lado estava uma equipa extremamente fraca) e terão o prémio de jogarem uns minutinhos daqui a um mês ou a novo presente envenenado no próximo jogo da Taça, se o adversário for de um escalão inferior. Se jogarem mal, é a prova provada de que não têm valor para serem titulares.

Angry Pereira reclamou não se sabe bem de quê (se quer muito mais qualidade, que não jogue apenas com três semi-titulares), mas, na verdade, bem pode festejar (em privado, que tem mais pinta) o golinho de Danilo. Porque se a coisa tivesse corrido mal, o que não esteve assim tão longe de acontecer, não eram só os aniversariantes que iam para a fogueira.

littbarski

7 comentários:

G. disse...

Já o disse noutro blog Portista e volto a dizê-lo aqui: gostei da primeira parte do Kelvin.

Joao disse...

Não percebo é a apatia destes jogadores quando jogam contra equipas menores. Este ano já vimos isto acontecer contra o Gil Vicente, Rio Ave, Sporting (que não é uma equipa pequena mas jogou pessimamente no dragão...) e agora Santa Eulália.

Para já foi no jogo mais difícil da época (contra o PSG) que o Porto apresentou o seu melhor futebol e arrancou uma excelente vitória...

Kelvin, Iturbe e Kléber têm de jogar é na equipa b. A eles o que lhes falta é mesmo jogar futebol!

Costa disse...

Ok, deixa ver se percebi...

As oportunidades aos 'mini-messis', 'portugueses da formação' e 'brasileiros de cabelo mal-cortado' deveriam ser dadas na Champions League ao lado de 8 colegas titulares, é isso ?!

Claro que a culpa não pode morrer solteira e o 'Pereirinha' tem as costa largas suficientemente para ser o culpado do não-empenhamento (embora eu ache que só jogam aquilo) das vedetas do Twitter.

O VPereira apenas te provou o porquê desses gajos não 'calçarem':
(Ainda) não servem... Isto se alguma vierem a servir.

Mas foi pena termos passado, não foi ?!

miguel_canada disse...

Sinceramente acho que se de facto o Iturbe e o Kelvin ainda nao estao preparados para a equipa do Porto entao deveriam ser emprestados imediatamente porque sem jogar nao irao certamente evoluir coisa nenhuma.

littbarski disse...

Costa, entre o 80 de serem titulares num jogo da Liga dos Campeões e o 8 de não jogarem, não existe nada? Do onze titular, cinco jogadores (Fabiano, Quiño, Rolando, Abdoulaye e Kelvin) tinham 0 minutos de utilização, em 9 jogos. Iturbe tinha 27 e Castro 44 (11+33). Kléber tinha 66 (32+12+15+7). Os outros três (Danilo, Mangala e Atsu) partilham a titularidade com Miguel Lopes, Alex Sandro/Otamendi e Varela. Ou seja, o Porto jogou sem um único titular absoluto. Era deste onze que Vítor Pereira esperava muito mais qualidade? Ganhámos, o que já não é nada mau. Não faltam exemplos desta «gestão inteligente», com completo menosprezo pela equipa mais fraca, que acabaram com a eliminação da mais forte.

Miguel, o problema é que sem jogarem ficamos sem saber se, de facto, estão ou não minimamente preparados para a equipa principal. É uma pescadinha de rabo na boca: não jogam porque não estão preparados e não estão preparados porque não jogam.

Grilo Falante disse...

Mas é por não jogarem mais que demonstram uma falta de vontade e de qualidade confrangedora? Estavam a jogar contra uma equipa de amadores, que treina num campo pelado de futebol de sete!!! Está tudo maluco? Os mini-messis e quejandos tinham que ter entrado em campo e ganho o jogo facilmente. Qual falta de jogo qual quê. É pura falta de vontade, mania de se acharem estrelas sem nada terem provado, arrogância de quem se acha superior e nada faz para o demonstrar. Por mim iam todos rodar para a terceira divisão.

Grilo Falante disse...

Quando escrevi "jogado mais" e "falta de jogo" refiro-me, obviamente, a minutos acumulados.