1. Triunfo importante na Bielorrúsia, pela forma como quebra um ciclo tremido, garante o primeiro lugar no grupo (evitando alguns adversários indesejáveis nos 16-avos-de-final) e permite descansar no duelo com o AEK, quatro dias antes do confronto com o FC Porto. Destaque para uma segunda parte bem jogada, com boas triangulações e um controlo muito razoável do jogo. Em termos individuais, Filipe Menezes confirmou credenciais, tal como Coentrão, cada vez mais uma excelente alternativa na ala esquerda. Saviola atravessa igualmente um grande momento, como Javi Garcia, tacticamente notável.
2. Sexta-feira temos sorteio para o Mundial 2010, isto apesar de, como todos sabemos, Portugal ter sido eliminado da prova em Março. Brincadeiras à parte, percebe-se que a distribuição dos potes pode levar a alinhamentos muito desagradáveis: uma combinação Espanha-Costa do Marfim-México seria dramática; um conjunto África do Sul-Paraguai-Nova Zelândia, um tridente apetitoso. Algumas notas:
Pote 1: percebo o desejo de encontrar a África do Sul, mas recordo o péssimo registo de Portugal com os anfitriões das provas (derrotas com Inglaterra, França, Coreia, Alemanha e Suíça). Em todo o caso, a diferença entre os africanos e as restantes sete selecções é tão grande que se torna difícil torcer por outra opção. Espanha e Itália, os que mais temo.
Pote 2: provavelmente o mais desequilibrado - e por isso também talvez o mais importante. Três equipas complicadas (México, Austrália e EUA), cinco muito acessíveis. A chave para um apuramento tranquilo pode passar por aqui.
Pote 3: devido a condicionantes geográficas, climáticas e institucionais, as equipas africanas são particularmente fortes nesta edição, pelo que sinceramente dispensaria qualquer uma delas. Costa do Marfim, a pior de todas; Argélia, a menos má. Os sul-americanos parecem-me acessíveis, apesar da qualidade de alguns valores individuais no Uruguai, Paraguai e Chile.
P.S. Por mera curiosidade, a bolsa de apostas apresenta Brasil e Espanha como principais favoritos, seguidos de Inglaterra, Argentina e Alemanha. Portugal é considerado o 9º candidato ao título, com odds 17.0. Nada mau...
katanec
5 comentários:
Para mim estas são as equipas mais acessiveis:
Pote 1 - África do Sul/Holanda
Pote 2 - Honduras/Nova Zelandia
Pote 3 - Argelia/Uruguai
No pote 1, claramente Africa do Sul (apesar do factor casa, mas não acredito muito nisso, neste caso) e Inglaterra (pelo historial recente contra eles, era engraçado enviá-los para casa logo na fase de grupos).
No pote 2, sem duvida a Nova Zelandia e Honduras (ou Argelia, se tivessemos o anfitriões no pote 1).
No pote 3 a Argelia e quanto a mim o Chile, que acho mais acessivel que todos os outros.
No pote 4, o escrete B parece-me ser a equipa mais acessivel de todas. ;)
Ah e sobre o jogo do Benfica.
A primeira parte foi um bocado fraca, principalmente pela acção dos 2 primeiros que mencionaste e do C.Peixoto, com decisões erradas e precipitações em grande parte das intervenções que tiveram.
Felizmente a coisa recompôs-se na segunda, e depois da entrada do Aimar aquilo encarrilou definitivamente, com melhor circulação e posse de bola, coisa que tinha faltado em quase toda a primeira parte.
Não concordo quando dizes que o Paraguai é o adversário mais acessível daquele pote. A qualificação deles foi brilhante.
Pote 1: prefiro África do Sul, Argentina ou Holanda; dispenso o Brasil, Itália e Inglaterra (acho que a Espanha vai ser uma desilusão).
Pote 2: prefiro Nova Zelândia, Honduras ou Coreia do Norte; dispenso México, EUA e Austrália
Pote 3: prefiro Argélia ou Chile; dispenso Costa do Marfim, Camarões e talvez Gana.
Vinha dizer o mesmo que o jnf relativamente ao Paraguai. Em termos tácticos e colectivos é a melhor selecção sul-americana. E tem uma frente de ataque rápida e móvel, que pode causar dificuldades.
Do pote 1 não escolho ninguém. A África do Sul é apelativa futebolisticamente, mas não me recordo de Mundiais em que o anfitrião ficasse pela primeira fase e não sei que poderia acontecer se tivéssemos que disputar com eles um jogo decisivo, à imagem do que aconteceu com a Coreia do Sul. A Argentina aparenta ser uma selecção em crise, mas Mundial é Mundial e as individualiddes superam-se.
Pote 2: Nova Zelândia.
Pote 3: Argélia.
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