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sexta-feira, janeiro 18, 2013

Desafio Bayern

Guardiola lá se decidiu pelo Bayern, onde todos esperamos que volte a nascer a maravilha que deixou em Barcelona. Escolheu maravilhosamente bem, como é óbvio, para o que pretende - o  Bayern ganhou 5 dos últimos 10 títulos alemães, 10 dos últimos 20, nos últimos 10 anos só falhou os oitavos da Champions - que ganhou em 2011 - uma vez (chegando às meias da Liga Europa), estando presente em duas finais da maior competição de clubes europeia.

Garante também outra questão essencial, que se observa analisando o actual plantel (que vai ser campeão):

Neuer, 23 anos (2.º ano no BM)
Riedmuller, 25 (5.º no BM)
Badstuber, 23 (7.º no BM)
Contento, 22 (5.º no BM)
Lahm, 29 (10.º no BM)
Boateng, 24 (2.º no BM)
Van Buyten, 34 (7.º no BM)
Tymoschuk, 33 (4.º no BM)
Luiz Gustavo, 25 (3.º no BM)
Ribery, 29 (6.º no BM)
Robben, 28 (4.º no BM)
Alaba, 20 (5.º no BM)
Schweinsteiger, 28 (12.º no BM)
Kroos, 23 (3.º no BM)
Gomez, 27 (4.º no BM)
Muller, 23 (6.º no BM)
Pizarro, 34 (7.º no BM)

Identidade, estabilidade, segurança e, dizem, 240 milhões para garantir reforços... Os que não são da casa chegam cedo; sejam alemães ou não fazem lá carreira. Tudo o que Guardiola precisa. Menos Xavi, Iniesta e Messi (ou treinar Busquets desde que este iniciou a carreira sénior). Aguardemos com ansiedade (e esperança).

domingo, junho 10, 2012

Alemanha 1 x 0 Portugal

Confesso que tenho alguma dificuldade em compreender frases como "fomos muito melhores do que a Alemanha" ou "jogar como nunca e perder como sempre não nos agrada". Gostava mais que os seus autores se esforçassem para perceber como é que isolados se deixam antecipar ou como é que a selecção passa 45 minutos a ver jogar, sem, por exemplo, ter garantido o apoio ao lateral esquerdo já que se assumiu, mais uma vez, que o extremo não está lá para defender, respectivamente. Para se ser muito melhor ou jogar como nunca, não basta ter a primeira oportunidade (enorme, claro) nos descontos da primeira parte. Outro erro estratégico que não beneficia ninguém é juntar Gomez e sorte na mesma frase, para nos queixarmos da nossa finalização de seguida.

Claro que o adversário se chama Alemanha, que tem um valor extraordinário, e que é importante manter o discurso positivo, não só porque o ponto esteve ao nosso alcance, como porque os próximos adversários (os próximos três, espero, pelo menos) não são deste calibre. Mas convém fazer o trabalho de casa, porque Muller esteve péssimo nos cruzamentos, mas Robben pode não estar. Bom, primeiro temos que ganhar à Dinamarca, que tem tido mais "sorte" do que nós nos últimos 4 jogos oficiais em que nos defrontámos.

ps - não vi o Holanda 0 x 1 Dinamarca, mas parece que foi milagre. Foi?

master kodro


sexta-feira, junho 18, 2010

Mais Mundial

Alemanha Com dois calões como parceiros, o katanec não pode escrever sobre todos os jogos como é óbvio. Se bem me lembro, escapou o jogo em que os alemães produziram a melhor exibição do Mundial até ao momento, alicerçada em exibições fantásticas de Lahm, Muller e Podolski, um lateral e dois extremos, no desenho de Low. Nestes tempos perigosos em que há quem defenda que só há um caminho para o bom futebol e para o sucesso (baseado em posse de bola infinita e passes e decisões certos), é sempre bom verificar que a diversidade existe e está bem viva. Com "apenas" 55% de posse de bola, vimos um espectacular Muller, que foi extremo, acertou 3 dos 10 cruzamentos que fez, falhou 23 dos 59 passes que tentou ou um fantástico Podolski que só acertou 23 dos 42 passes a que se propôs. E porquê? Porque isto é gente que ataca com os olhos postos na baliza, a jogar para a frente. É outra forma, mais uma, de abordar o jogo - são muitas e são muitas as que resultam. Vamos ver como funciona hoje perante uma desesperada Sérvia.

Chile A outro nível, mas com uma exibição muito agradável, os chilenos também fizeram uma boa partida não narrada no 442. Toda a equipa empenhada em tarefas defensivas e ofensivas e algumas exibições muito interessantes como a de Isla ou a de um gajo que eu nunca tinha visto, nem nunca ouvi falar chamado Matias. Só tenho dúvidas que tenha valorizado tanto como Fábio Coentrão.

A loucura Há poucas semanas li uma entrevista de um jornalista de Record a Nuno Gomes. A certa altura o senhor atira qualquer coisa (não me lembro das palavras concretas) como 'Não acha que Carlos Queiroz devia fazer o mesmo que Scolari fez em 2004, baseando a convocatória no Porto de Mourinho?'. O jornalista estava diante do 5.º avançado (1.º português) mais utilizado do campeão nacional (com mais 20 minutos do que Keirrison), uma equipa cujo onze titular tinha dois portugueses (mais dois utilizados com frequência, um como suplente de dois adversários do Mundial, outro de um jogador que também joga a gasóleo). Comparava-se, de alguma forma, nove portugueses titulares (quatro ainda lá andam na selecção) na equipa que ganhou a Champions League, com dois que chegaram aos quartos-de-final da Liga Europa. Fosse Mourinho do género de reclamar paternidades...

NBA Chegou ao fim esta madrugada, com a vitória dos Lakers na negra. Faz-me confusão que o MVP da final, Kobe Bryant, faça 6 em 24 de lançamentos de campo no jogo decisivo, mas quem, à equipa que já tinha, junta Ron Artest pode tudo. Nunca mais chega Outubro?

master kodro