quarta-feira, agosto 20, 2008

Os "profissionais"

Muito simplesmente porque estou farto de ler barbaridades, aqui ficam algumas histórias de vida de atletas portugueses que estão nos 50 melhores do mundo, ou nos 40 melhores do mundo, ou nos 30, ou nos 20 melhores do mundo e que para tal recebem uma merda de uma bolsa entre os 100 e os 200 contos por mês. Para serem os melhores de Portugal naquilo que fazem e para estarem entre os 20-30-40-50 melhores do mundo numa das coisas que fazem, porque alguns ainda têm que trabalhar. Prefiro fazer este post a chamar nomes merecidos a uma série de pessoas, que não fazem ideia nenhuma do que é o desporto, e muito menos em Portugal. Estes são só dois exemplos e não são a excepção, são a regra:

1. Marco Fortes, aqui: "Não estava à espera. Foi um lançamento normal. Diria que a 70% das minhas capacidades. Por isso estranhei os aplausos e depois o resultado", confidenciou ao DN sport o jovem sportinguista. Marco Fortes terminou em segundo lugar na compe- titiva reunião espanhola, tornando-se também no primeiro português a superar a mítica barreira dos 20 metros , acrescentando 57 centímetros ao seu próprio recorde nacional (19,51) fixado a 27 de Fevereiro em Espinho.Um feito impar, que apanhou os especialistas de surpresa, realizado por um atleta que continua a treinar em part-time. Uma longa "travessia do deserto", afastou-o dos resultados que prometia em júnior, quando conquistou a medalha de bronze nos Europeus em 2001. "Cheguei a passar períodos em que treinei sozinho. Em 2005 e 2006, tive a possibilidade de ser orientado pelo técnico cubano Gustavo Ventura. Devo-lhe boa parte da minha recuperação mas, infelizmente, ele teve que regressar ao seu país", recorda. Mas o lançador apressa-se a recordar que teve a felicidade de reencontrar o seu actual técnico, o ucraniano Vladimir Zinchenko, antigo campeão do lançamento do disco radicado em Portugal. "É uma sorte ter a sua ajuda. Mas não esperava para já esta marca. Tanto mais que Zinchenko não é técnico profissional e só me pode treinar depois do seu trabalho , o que na prática resulta só poder orientar-me à hora de almoço ou ao fim do dia", atira, como que justificando o retardar na evolução. "É a alta competição à portuguesa. Mas sou um felizardo por poder contar com o seu saber, a sua ajuda. Agora só penso no dia-a-dia. Amanhã não sei o que me espera."

2. Pedro Dias, aqui: "Para vir a Pequim2008 tive de gastar muito dinheiro do meu bolso, para ter material adequado para competir. Investi no sonho de uma vida. Mas para futuro é complicado se não surgirem os apoios necessários e, se não houver motivação - que não tenho neste momento -, poderá acontecer situação de eu abandonar”, disse. O atleta do Sport Algés e Dafundo questiona o futuro: “Infelizmente sou amador. Tenho 26 anos, praticamente pago para fazer judo e é complicado. Estou a estudar devagarinho, em Gestão e Administração, e é preciso pensar no futuro. Recebo bolsa do COP agora, mas porque estou na elite do judo. Para continuar a receber essa bolsa é preciso manter-me no topo, caso contrário...”. “Aos 26 uma pessoa começa a pensar em casar, ter família e uma casa. E é complicado. Precisava de um patrocinador que permita ter ajuda básica para estabilizar”, acrescentou. Pedro Dias diz que “não é fácil treinar todos os dias duas vezes, estudar e dar aulas a crianças para ganhar alguns tostões”. “No final do mês estar a juntar os trocos todos a ver se tenho dinheiro para pagar as minhas contas é muito complicado”, lamentou. Segundo o atleta, a situação de Telma Monteiro, que representa o Benfica, é totalmente diferente: “Vive num mundo completamente à parte em que tem todas as condições e mais algumas para atingir o estrelato”. "

3. O valor das famosas bolsas olímpicas (página 13) é o seguinte: 1250 euros mensais para medalhados; 1000 euros para finalistas; 750 euros para semi-finalistas e 500 euros para qualificados. É com um apoio de pouco mais de 200 contos por mês do Estado que os atletas se preparam para ganhar uma medalha olímpica. Os melhores, os melhores...

Tenham vergonha na cara antes de atirar pedras e pedir profissionalismo, caralho!

master kodro

36 comentários:

Pedro disse...

Em q é q este post altera as declarações deles?

Passam a ter razão e a deverem apenas competir à tarde por causa disto? Deixam de se assustar com 90 mil espectadores se receberem mais dinheiro? As africanas deixam de ser tão boas se as bolsas foram superiores? Se receberem mais dinheiro mensalmente já têm feitio para os Jogos Olimpicos???

Ninguem lhes criticou os resultados. Pelo menos eu não lhes critico os fracos resultados. Nem a eles nem aos mais conhecidos. Não digo nada sobre a Telma, sobre o Francis ou sobre a Naíde. Agora critico e criticarei as declarações espatafurdias q alguns fizeram. E foram essas declarações q originaram este "bruá" todo.....não a ausencia de resultados.

master kodro disse...

Este post é só para quem percebe português, pedro. Desculpa aí.

nelson_oliveira16 disse...

Mk, depois diz-me o valor das bolsas de atletas quénianos, se fizeres o favor.

Filipe disse...

Pedro, a questão é que é preciso ter alguma compreensão para atletas que por razões várias não podem fazer só do desporto a vida deles. É normal que sejam mais afectados pelo nervosismo e que não saibam lidar com a imprensa.

Nos objectivos pomposos do comité olímpico só contava o grupo pequeno de atletas com potencial de medalhas. Falava-se em quatro medalhas e não sei quantos atletas nos doze melhores. Dava impressão que sessenta e tal atletas iam lá só fazer número. Ora são esses, que aparentemente não contavam para os objectivos, e que em condições normais seriam ignorados, que estão a ser responsabilizados pelo insucesso.

Em condições normais a maioria destes atletas teria direito a duas ou três linhas em jornais desportivos e poucos fixariam os seus nomes. Alguém sabe os nomes dos nossos atletas masculinos no triatlo?

O comité olímpico reconhece que falhou por causa das Naides, Telmas e Obikwelus, falhanços que não têm nada de extraordinário, e nós não pomos esses atletas em causa. Estamos a mandar toda a frustração para cima de dezenas de atletas amadores só porque alguns tiveram umas frases infelizes.

LionHeart (o autêntico) disse...

MK,

Partilho o teu grito de revolta. A maioria critica sem saber o que significa alta competição em Portugal. Exceptuando o caso de uma elite (como o são Telma, Vanessa, Naide e Obikwelu), a esmagadora maioria destes atletas sofre muito só para poder competir.

Veja-se o caso de Gustavo Lima: treina às suas custas. Se não fosse outro velejador na mesma classe, treinaria a maior parte das vezes sozinho. Ficou a (um) ponto da medalha de bronze.

O Arseny Lavrentiev (lê-se Laurentiev senhores jornalistas), que disputará na próxima madrugada a prova de natação de águas abertas, aproveita a piscina do Algés e Dafundo para treinar sozinho ao fim das tardes.

Custa ler todas estas barbaridades só por causa das declarações menos felizes (é certo, não há que negar) de Marco Fortes.

O mais irónico de tudo isto é que a Naide continua a ser a detentora da melhor marca do ano. A maioria dos países orgulhar-se-ia de ter uma atleta como ela. Em Portugal passou a ser uma besta, justificando até um comentário tão infeliz como lamentável do próprio Secretário de Estado do Desporto.

E o que dizer do 1 Milhão de Euros retirado aos famosos 15M apenas para custear a ida da comitiva a Pequim? E o que dizer de várias figuras pardas que foram a Pequim só para passear retirando essa possibilidade a alguns treinadores?

Quantos Portugueses já fizeram algo digno de registo na vida para agora terem moral para criticar os seus atletas, num país onde durante 4 anos ninguém quis saber deles para nada?

Filipe disse...

Nelson, se as bolsas lhes dessem um nível de conforto que eles não conseguissem obter num trabalho normal ainda vá que não vá. Assim não exijo mais deles do que exijo dos deputados. Muito mais bem pagos, muitos mais, e que dizem disparates muito maiores.

Os 1250 euros não chegariam para alimentar o Phelps durante uma semana. O guardian tinha um artigo sobre o que o gajo come e aquilo é impressionante, cerca de 5 a 6 vezes mais que um gajo normal.

Filipe disse...

MK, mudando de assunto, admira-me não teres referido isto:

"De salientar ainda que o jogo de apresentação dos dragões (ante o Celtic Glasgow) foi menos visto (14.ª posição, com audiência de 5,4%) do que o V. Guimarães-PSG (13.º lugar, com 5,7%), referente ao Troféu Cidade de Guimarães."

Sei bem que eram jogos de preparação, mas não deixa de ser interessante face à política de transmissões da nossa televisão.

Diogo Gonçalves disse...

Eu entendo a posição daqueles que defendem estes atletas, mas será que Carlos Lopes tinha mais apoios que Arnaldo Antunes? Será que Rosa Mota tinha mais apoios que Jessica Augusto? Será que Fernanda Ribeiro tinha mais apoios que Vânia Silva? Será que Sérgio Paulinho tinha mais apoios que Marco Fortes? Será que Nuno Delgado tinha mais apoios do que a (super patrocinada) Telma Monteiro? Será que Joaquim Fiúza em 52, tinha mais apoios que o choroso Gustavo Lima teve em 2000, 2004 e 2008? Será que José Mouzinho (24), António Borges (24), Hélder de Souza (24) José Beltrão (36), Domingos de Sousa (36), Luís Mena e Silva (36 e 48) tiveram mais apoios que Miguel Ralão Duarte que não só não conseguiu controlar a sua égua, como ainda eliminou toda a equipa? Será que a falta de condições (que efectivamente existe num estado assustador) impediu os excelentes de conquistarem medalhas? A resposta é não! Enquanto uns conquistam medalhas, outros arranjam desculpas que só nos podem envergonhar! Um azar acontece a qualquer um, e por isso não podemos criticar atletas como Naide Gomes ou como Emanuel Silva que deram tudo o que tinham, e independentemente de não terem obtido os resultados que queriam admitiram os seus erros, aceitaram o facto de que os outros tinham estado melhor (como a Vanessa fez, quando abraçou a australiana que ganhou) e pediram – não deram – desculpa. É absolutamente inadmissível que um atleta que diz estar nos JO por mérito próprio não tenha capacidade de perder sem se queixar dos árbitros (T. Monteiro), de perder com fair-play (como o judoca que nos seu último combate provocou, empurrou, puxou e chegou a sentar-se na cabeça do adversário com o combate parado) de competir de manhã (Marco Fortes), de competir num estádio cheio (Arnaldo Antunes), ou, pura e simplesmente de competir (Vânia Silva).

Que apoios têm os paralímpicos que nos enchem de medalhas? Será que estes não têm de "quase pagar" para praticar as suas modalidades?

E quantos portugueses não têm de viver com muito menos de 100 contos por mês?

E quantos portugueses não têm de ter pelos menos dois empregos para pagar as contas?

E quantos portugueses são os melhores das suas áreas e têm de emigrar para poderem ser reconhecidos ou até para pura e simplesmente poderem praticar as suas actividades?

Que apoios terão países como Etiópia, Geórgia, Cuba, Zimbabwé, Indonésia, Mongólia, Bahrain, Panamá, Uzebequistão, Argélia ou Quiriguistão todos eles com mais medalhas conquistadas nestes olímpicos do que nós?

Ninguém lhes está a pedir medalhas, diplomas ou resultados – pede-se apenas que dêem o seu máximo que sejam profissionais e tenham orgulho em representar Portugal. A diferença não está nos resultados, está na atitude. Se é para ir “pela experiência”, “para participar” ou porque “estar entre os melhores é sempre bom” não vale a pena irem. Porque para isso, nem que tenham recebido apenas 500€, serão sempre 500€ mal investidos…

Pensem nesta frase:
“Achei muito estranho que os atletas pudessem estar dois/três meses antes dos Jogos Olímpicos envolvidos em jantares, recepções e campanhas publicitárias. Tudo isto desgasta e tira muitas horas de trabalho à preparação” – João Carvalho, treinador de João Neto

Menphis disse...

A cultura desportiva em Portugal é um mistério difícil de compreender. E a paixão desportiva, então, é um enigma ainda mais indecifrável.

Expliquem-me, por favor, qual é a diferença entre perder 108-13 com a Nova Zelândia em rugby ou terminar uma corrida de 10 mil metros, no Estádio Olímpico de Pequim, com uma volta de atraso face ao etíope Bekele?

Em Portugal, pelos menos observado à distância, a diferença parece ser enorme: ou já está tudo esquecido que, há um ano, o país vibrava com a selecção de rugby, mais a sua «proeza» de perder todos os quatro desafios do Mundial, em França? Agora, parece que anda tudo deprimido porque não conseguimos ganhar medalhas nos Jogos Olímpicos (e, às vezes, até parece que mesmo a conquistada pela Vanessa Fernandes não vale porque não foi de ouro!).

E em que é que se distingue uma derrota por 56-10, ainda em rugby, com a Escócia ou uma derrota, por decisão dos árbitros, frente ao campeão asiático, como sucedeu ao judoca João Neto, em Pequim?

A única diferença, de facto, é que uns cantam o Hino como uns lobos, enquanto os outros (alguns) se portam e falam como uns patinhos… prontinhos para pôr a assar no banquete das frustrações que se repete, em Portugal, todos os quatro anos.

Convinha, assim, começar a olhar para isto tudo com menos paixão. E explicar que grande parte dos atletas que viajaram para Pequim está num nível exactamente igual ao dos «gloriosos Lobos» do Mundial de França: o seu prémio é terem-se qualificado para os Jogos Olímpicos, como o dos homens do rugby foi o terem conseguido ir a França (ou já ninguém se lembra dos «heróis de Montevideu»?). Depois, a outra grande parte são atletas que buscam aquilo que os «Lobos» também procuraram no seu Mundial: fazer uma gracinha (no caso do rugby era ganhar à Roménia, o que não foi conseguido).

Sobram, assim, uns 10 atletas (em 77, note-se) com hipóteses de chegarem às finais e, aí, tentarem uma proeza.

O problema, de facto, foi a gestão das expectativas e ter-se definido, como objectivo, a conquista de quatro medalhas, quando apenas tínhamos, no máximo, cinco atletas para essa tarefa. Assim, o desastre começou a anunciar-se mal a judoca Telma Monteiro caiu eliminada. Logo no segundo dia de competição, já se tinha esgotado a margem de erro.

Foi assim, de derrota em derrota, que se chegou ao surrealismo final: segundo ouvi dizer, o quarto lugar de Gustavo Lima, na vela, também foi considerado um fracasso, em Portugal. Exactamente no mesmo país que se engalanou para receber a selecção de futebol no Estádio Nacional, após uma classificação igual no Mundial de 2006.

Claro que os resultados em Pequim estão a ser medíocres. Mas o surpreendente era que fossem bons. O desporto não se desenvolve apenas com a atribuição de bolsas aos atletas de alta competição. É preciso, acima de tudo, estruturas para detectar talentos, enquadrá-los e fazê-los evoluir para nível internacional. E aí, estou como diz a Vanessa Fernandes: «Em Portugal há talento como o caraças… é preciso é saber aprovietá-lo.» Rui Tavares Guedes in Visão


Subscrevo inteiramente este artigo. Os atletas deveriam ter mais cuidado daquilo que dizem mas as pessoas têm sido injustas. Apetece dizer" temos atletas que estão bem par ao povo que temos".

Filipe disse...

Tens algo que te permita dizer que os atletas portugueses fizeram globalmente melhor ou pior que em outras competições? Que essas dezenas de atletas não deram o melhor? É que a ideia que passou para a opinião pública é que é tudo uma corja de malandros.

Diogo estás a generalizar umas boas dezenas de atletas pelo comportamento de quatro. E não concordo contigo quanto à questão do dinheiro, o facto de estes atletas terem conseguido os mínimos para irem aos jogos mostra que foi dinheiro bem gasto.

master kodro disse...

Diogo, estás a confundir uma série de conceitos e a colocá-los no mesmo saco. O Carlos Lopes (como a Rosa Mota, a Fernanda Ribeiro, o Fernando Mamede, a Aurora Cunha, a outro nível) foi um talento ímpar do desporto português e mundial e compará-lo com o estudante de medicina de 20 anos que interrompeu o curso para tentar preparar melhor os Jogos, Arnaldo Antunes, ou com a professora de educação física que dá aulas em Leiria, Vânia Silva, é o equivalente a não se querer perceber a diferença entre amadorismo (e o que isso implica no dia-a-dia das pessoas) e profissionalismo. E deve ser por isso que continuas a pedir profissionalismo a quem não pode ser profissional.

Depois, falar em medalhas de uma série de países como o Panamá (Saladino treina no Brasil, num centro de Alto Rendimento com treinadores profissionais de campeões), a Indonésia (no badminton foram 3), o Quirguistão (foram na luta greco-romana) é não querer perceber que há especialidades históricas e características físicas determinantes. Para além disso, como alguém lembrou, Saladino esteve na exacta posição de Naide na qualificação: dois nulos e à beira da desqualificação. Mas correu-lhe bem, tal como correria a Naide se não tivesse pisado meia dúzia (no máximo) de centímetros a tábua, porque foi a única a passar (e claramente) os sete metros.

Mais coisas porque o teu texto é muito extenso: nem queiras imaginar o apoio que os do Bahrain e os de Cuba têm; não leias só os títulos das entrevistas que te dão a ler.

Diogo Gonçalves disse...

Filipe,
não são só quatro...

T.Monteiro - Árbitros
G.Lima - Falta de apoios - faz birra - desiste
M.Fortes - De manhã não consegue competir
A.Antunes -Bloqueia com o estádio cheio
V.Silva - Não é dada a este tipo de competições
D.Nogueira - Eliminada no primeiro combate, mas tava eufórica no fim do mesmo
(judoca - porra, que não me lembro qual dos dois foi (não foi aquele que tem a orelha direita esquisita, foi um dos outros) - conduta anti-desportiva

E ainda dou de barato a J. Monteiro que depois de (com muito azar) ter falhado o apuramento para a final, anunciou (talvez por estar a quente) que não ia competir na outra prova, porque as outras eram melhores e ela não tinha hipóteses, e assim ia já de férias... Grande lata!!! Felizmente retractou-se e lá acabou por participar na prova.

E estes são só os que falaram, quantos na comitiva pensarão da mesma forma? E mesmo que fossem só estes 7 entre os 77, e que cada um destes 7 tivesse a bolsa mínima (500€), o que não acontece, pelo menos a T.Monteiro ganha bem mais do que isso, estavamos a falar de 3500€ mensais. Multiplica isto pelos meses em que eles receberam bolsa... Não dá tão pouco quanto isso...

Mas uma coisa é certa, como já alguém disse, prefiro descontar para eles do que para os políticos, ou para os seguranças da Carolina Salgado.

PS: Quanto à opinião sobre o artigo sobre a selecção de rugby acho que o caso é muito diferente - a minha teoria é que tudo depende da atitude e não dos resultados. Levar uma coça, mas deixar a pele em campo é aceitável. Perder por poucos, mas arranjar desculpas ou participar apenas por participar não.

Luís Viegas disse...

Bem o Marco Fortes deve ser mesmo bom. Faz aquilo tudo na caminha .. Que patrão !

Diogo Gonçalves disse...

Master kodro,

É óbvio que muitos dos que eu referi são/foram atletas de excepção e casos raros - o que eu quis mostrar é que a falta de apoios não impede os grandes de vencerem (ou pelo menos de lutarem com todas as forças para tal). Eu sei que há falta de todo o tipo de condições para o desporto "não-futebolístico" em Portugal, mas isso não pode servir de desculpa para tudo.

Eu percebo muito bem a diferença entre amadorismo e profissionalismo - mas não são os JO a maior competição desportiva que existe? Não serão uma competição de profissionais? Não estou a dizer que os amadores não possam participar, até porque muitos dos melhores são amadores - o que eu digo é que mesmo um amador pode ter a atitude de um profissional, tanto na vitória (como teve a Vanessa) como na derrota (como a Naide).

Mais uma vez, não se trata de resultados, mas de atitudes.

Saladino treina no Brasil... e o Obikwelu não treina em Espanha?

E há certamente especialidades históricas... as nossas costumavam ser o hipismo, a vela e as provas de fundo do atletismo... mas actualmente nem nessas ganhamos...

master kodro disse...

Diogo, os Jogos são a maior competição desportiva que existe. E estão lá 77 portugueses que estão entre os melhores. Nem todos podem ganhar as 3 medalhas. E é isso que parece que não queres perceber, principalmente quando escreves a barbaridade que escreveste sobre um dos maiores atletas da história do desporto nacional, com 3 brilhantes prestações olímpicas, que treina sozinho, com a merda de uma bolsa. Fez birra? Que falta de respeito, pá.

Depois nem leste o que a Vânia Silva disse. Não leste a parte em que ela diz que trabalhou com uma psicóloga por exemplo. Ou a parte em que a atribui a si mesmo a responsabilidade pelo falhanço.

Sabes que idade tem o Obikwelu? Já foi bom, já foi extraordinário. Acabou.

Mas quando só se quer sangue é normal que nem se queira saber o que os atletas disseram de facto. Olha aparece amanhã às 4 que vamos publicar mais.

Diogo Gonçalves disse...

Falta de respeito é (depois de MAIS UMA brilhante prestação nos olímpicos - 4º lugar a 1 ponto do 3º) deitar as culpas nas faltas de apio.

Li muito bem o que Vânia Silva disse e ela também disse que a psicóloga "foi por pouco tempo e não deu para nada". Disse ainda que não se dá com estas competições porque se fazem apenas 3 e não 6 lançamentos como em Portugal = desculpas. Disse também que "é sempre positivo" estar nos JO (pela 2ª vez - em Atenas foi 34ª, agora 46ª). Como "é sempre positivo" e não é nada frustrante ficar abaixo quase 10 metros da nossa marca na maior competição desportiva do mundo, se calhar daqui a 4 anos está em Londres porque "é sempre positivo participar nos JO", mesmo que "não se dê bem com estas competições"...

Ok. O Obikwelu está acabado. A Telma Monteiro está? Não era suposto estar no seu auge? Não teve apoios? Não teve patrocínios e condições mais do que suficientes para no fim não se vir desculpar com os árbitros?

O Tuga gosta de sangue... gosta muito... infelizmente esse não é o meu caso. E é por isso que amanhã não vou estar aqui às 4. Porque já me repeti várias vezes dizendo que o que interessa não são os resultados, mas as atitudes, e acho que a discussão que foi levantada após as declarações da V. Fernandes é positiva porque talvez assim em Londres a comitiva seja mais pequena, mas melhor, mais apta, mais apoiada e com maiores condições - porque é só assim que se conseguem verdadeiros vencedores.

Tenho dito.

Jean-Paul Lares disse...

O grau de irritação que me provocam alguns destes comentários quase me faz desejar que os resultados sejam piores, os atletas realmente imbecis e as declarações verdadeiramente vergonhosas, porque só assim estariam à altura da imbecilidade e ignorância de quem os profere.

Diogo Morgado,

Sem qualquer intenção de ofender, e ignorando completamente a natureza das tuas actividades pessoais e profissionais, peço-te que imagines: trabalhas durante quatro anos, todos os dias, várias horas, sem qualquer retorno financeiro que permita a evolução de uma vida comum, dedicas a vida e uma série de sacrifícios a um sonho, competindo num ambiente de total amadorismo (meia-dúzia de pessoas no estádio, na piscina, na pista ou no pavilhão). Tudo isto sem veres o teu nome no jornal nem nunca teres sido interpelado por um jornalista. Pura e simplesmente desconheces outra realidade que não esta. De repente, tudo aquilo porque lutaste - a presença nos Jogos - materializa-se e, lá chegado, utilizas todas as armas -que não incluiam a Comunicação Social e 20, 30 ou até 80 mil pessoas a assistir - proporcionadas pelo teu talento e pela tua preparação para a prova - escassos minutos - mais importante da tua vida. Correndo bem, ou mal, espetam-te com uma série de microfones na cara, pela primeira vez na tua vida, e, claro, na plena posse das tuas faculdades e com total controlo emocional, teces uma série de considerações interessantes e equilibradas sobre o teu desempenho.

Das duas, uma: ou desconheces por completo o tipo de emoções suscitadas pela competição àquele nível ou estás, simplesmente, a dizer uma barbaridade.

Finalmente, quanto maior e mais alargada for a base de atletas no limiar da alta competição mais elevado é o nível que podem vir a alcançar e mais viável se torna a obtenção de talentos de excelência. Assim se conseguem resultados. A dignidade, essa, é pessoal.

LC disse...

Ninguém criticou a Naide como atleta, a Naide é talvez das atletas mais bem preparadas e foi infeliz, como foi o Bayern naquela final com o Manchester.
São contingências de quem está no desporto.
Tacticamente parece ter falhado, mas não é isso que mancha a carreira e o valor dela.
Aliás, não há ninguém no Mundo que deva estar mais triste e desiludida com o resultado do que a própria.

matrafisco disse...

adorei as tiradas do Marco Fortes.
espero que ele consiga mínimos para voltar lá daqui a quatro anos.

não foi ele que fez um "aviso" ao Nélson Évora depois de lhe terem entrado no quarto?
não foi ele que disse que gostaria que todos os seus adversários estivessem doentes,
porque só assim teria hipóteses?

se as pessoas prefiraram levá-lo a sério, pior para elas....

ou isso, ou fazemos já a fogueira...
eu faço o que o Portugal que opina quiser.
sou uma ovelhinha ordeira e igualzinha a todas as outras.
(deve ser por isso que NUNCA conseguiria o feito de ir aos jogos.)

Fredy disse...

2 coisas so..

a 1ª é que eu acho que o Marco Fortes disse aquilo na brincadeira! como sempre o fez semrpe que falou à imprensa! sempre bem disposto sem pre com uma piada! infelizmente nao pensou que as pessoas levassem aquilo a sério e à letra! mas como alguem disse..preferem culpar os amadores que os profissionais que falharam redondamente (como o obikuelu, telma ou a naide)

2ª para quem nao sabe, os Jogos Olimpicos orginais eram SÓ para atletas AMADORES!! devido ao marketign, à falta de dinheiro e etc é que eles passaram a aceitar atletas profissionais.

Diogo Gonçalves disse...

Opinião: O culto da (in)competência

Momento de pausa para os Jogos Olímpicos nesta coluna para fanáticos de futebol. É a última oportunidade para escrever sobre o que se passou em Pequim, por isso, sob pena de poder vir a actualizar o texto até final da semana, aqui vai.

Não vou falar da «caminha» de Marco Fortes, agora que foi transformado em bode expiatório da desilusão nacional. Ele já teve frontalidade de admitir o erro e tem de olhar em frente. Outros terão errrado bem mais do que ele, não pelas declarações infelizes, mas pelas responsabilidades, pelas metas falhadas, por estarem entre os melhores nos rankings anuais e depois falharem quando mais nos interessa. É desses que vou falar.

De um certo culto da incompetência que existe neste país. No fundo, o que se passa na Olimpíada é um reflexo de um país sem ministros que se demitam, sem presidentes de Câmara que tenham vergonha dos cargos que ocupam quando são considerados corruptos em tribunal. Um país onde existe um enorme sentimento de frustração, falta de ilusão e paixão. O que nos move? Muito pouca coisa. O dinheiro, o sucesso fugaz no emprego, a vitória passageira da nossa equipa do coração, a esperança de um triunfo da Selecção de futebol, as vitórias de Ronaldo e Mourinho lá fora? Claro que não coloco aqui os nossos prazeres pessoais e familiares (que são para sentir de forma individual), pois interessa-me abordar uma espécie de união nacional que pura e simplesmente não existe. Vai pairando por aí, mas raras vezes motiva realmente.

Este culto da incompetência alastra-se a todos os que também não estão nos Jogos. E não pode ser por falta de qualidade ou condições de trabalho. Se os Jogos Olímpicos realmente tivessem importância para Portugal, teriamos em Pequim forte participação nos desportos colectivos. No futebol, andebol, voleibol e até basquetebol, para não falar de uma mais séria presença de elementos no ciclismo, ténis ou volei de praia. É uma questão de organização, preparação e competência. De missão, porque a verdade é que quando garantimos esse estado de alma conseguimos cumpri-la e muitas vezes com sucesso. Só que os Jogos não são objectivo real para este país e dizer que demos 15 milhões para o Projecto Olímpico não passa de especulação.

É verdade que faltam criar melhores condições, nomeadamente ao nível do atletismo, mas se há desporto onde existe um crescente apoio é exactamente no atletismo. E é aí que temos sido mais felizes. Com verdadeiros campeões, sofredores e superiormente competentes, como Carlos Lopes, Rosa Mota e Fernanda Ribeiro. Que não haja ilusões, Portugal tem geralmente boas condições para as principais modalidades e até faço uso do exemplo do remo, onde temos de fazer muito mais. Basta dizer que algumas das melhores equipas europeias, daquelas que ganham medalhas, treinam e vivem (literalmente) no Alentejo...

Vencer é «sofrer até cair», como dizia Venceslau Fernandes à filha Vanessa. Ela que não conseguiu entrar no Olimpo dos vencedores, ficou com a ingrata prata, mas sabe que não basta garantir um lugar nos Jogos. É preciso almejar a imortalidade. Esse estado que transforma a Olimpiada numa cimeira de atletas vencedores, não uma simples aldeias de participantes, que se sentem deslumbrados pela simples entrada no estádio ou no pavilhão.

Um país sem referências, sem paixão nacional, sem competência, sem organização, transfere para todas as suas franjas o rasto do vício, sem criar alternativas. O que aconteceu em Pequim é apenas só mais um episódio deste razar o fundo, que nos vai levando até um porto desconhecido. Seria bom falar em ponto de viragem, pensando que só daria para melhorar, mas com este estado de coisas é difícil ser demasiado optimista.

«Futebolfilia» é um espaço de opinião da autoria de Filipe Caetano, jornalista do IOL, que escreve aqui todas as quartas-feiras

Diogo Gonçalves disse...

Esqueci-me da fonte. Peço desculpa. É do Mais Futebol

master kodro disse...

Pois é matrafisco, ninguém quer saber das piadas do Marco Fortes. Ele tem que ser sério, levantar a cabeça e trabalhar, tirar ilações e agradecer o apoio dos adeptos.

É mesmo isso, Jean-Paul.

Diogo, quem escreve o que escreveu sobre, por exemplo, Gustavo Lima (faz birra. desiste) não merece que esta conversa continue. Só te digo para continuares à procura da totalidade das declarações dos atletas. Pode ser que não vás só atrás do sangue que algumas capas de jornais nojentas conseguiram impor à opinião pública. Mas basta pensar meio minuto e fazer contas.

Filipe disse...

"Filipe,
não são só quatro..."

Só mostra que são humanos. Caramba acabaram de ficar abaixo do que esperavam, no que tinha sido o objectivo da suas vida nos últimos quatro anos. Foram-se abaixo por razões que não entendem. Se quando tens uma grande desilusão consegues ficar completamente racional e manter o sangue frio melhor para ti. Algumas pessoas reagem à contrariedade desta forma, e não me espanta sobretudo em atletas que não esperariam as luzes da ribalta.

Hugo disse...

Portanto agora a culpa é nossa quando nos escandalizamos ao ler/ouvir declarações como a do Marco Fortes e outros excursionistas...

Nuno disse...

É, Hugo, a culpa é precisamente vossa. A culpa é partir do princípio que eles te devem alguma coisa a ti ou ao país...

Hugo disse...

Num país normal o S.Paulinho teria de devolver todo o dinheiro que recebeu ao longo destes 4 anos.
Mas eu como já nem desconto aí, estou-me a lixar...

master kodro disse...

Hugo, há casos e casos. Eles são 77, todos de topo mundial, apesar das condições merdosas que têm. Não se deve generalizar principalmente quando se aponta um que não faz parte dos 77. O Marco Fortes é brincalhão e teve o azar de dizer o que não devia a rir como sempre que falou antes e durante os Jogos; a Vânia Silva procurou ajuda de um psicólogo para resolver o problema que assumidamente tem (não tinha um da selecção, pelos vistos, sequer, talvez porque tem que dar aulas para viver), o Gustavo Lima, de quem já se disse que fez birra e desistiu, tem mais de uma mão cheia de resultados internacionais fantásticos; a égua passou-se; os que falaram de árbitros fizeram o que toda a gente faz nesta caixa de comentários todos os dias em que há jogos do Benfica, Porto ou Sporting; também vais pedir profissionalismo (principalmente) a quem não é profissional?

Recebeste o prémio, bruxo? Foi para CC.

McBridden disse...

MK,

Senti-me obrigado a inscrever-me no Google para te comunicar que assino este post por baixo.

zorg disse...

Isto vai de barbaridade em barbaridade, até à asneira final!

Impressionante a quantidade de atletas de sofá e campeões mundiais do levantamento do comando da televisão que aqui andam a fazer exigências!

Mas que raio de merda é esta, á? Até parece que as bolsas ridículas que os atletas recebem, são algum favor que o estado lhes faz e pelo qual eles têm de abanar a cauda e agradecer!

Apoiar o desporto, particularmente o desporto amador, é um dever do estado e aos atletas não se pode exigir mais do que o enorme feito que eles já conseguiram: a qualificação para estes jogos!

Falam de pessoas que fazem enormes sacrifícios pessoais em nome do sonho olímpico, como se fossem vedetazinhas pagas a peso de ouro que não quiseram trabalhar. Não é assim! Essas são as do futebol! Estes são os pequeninos, os gajos que acordam às 5 da manhã, para irem treinar às 6, antes do trabalho. Que saem do trabalho e vão treinar, antes de ir para casa. Que põem em standby as carreiras profissionais "a sério", para poderem continuar a perseguir o sonho de ir a uns jogos olímpicos. E é a estes que exigem alguma coisa?

Tenham juízo, pá! Foda-se!

Férenc Meszaros disse...
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Férenc Meszaros disse...

Alguém me sabe dizer de quanto é a 'bolsa' do João Querido Manha enquanto adido de imprensa da Missão Olímpica?

cparis disse...

A próxima vez que um gajo te servir um café merdoso, e que quando tu perguntas porquê tem o desplante de te dizer na cara, que ele de manhã é só na caminha, tu vais agradecer, porque afinal, há uns tempos atrás tirou-te um bom café e só está ao serviço há dois meses. Pagas e sais com um sorriso no rosto porque contribuiste para os 400€ mensais que ele recebe.

Não sei a quem te queres referir a este post, mas se é a mim, não admito aquela resposta nem encontro justificação para ela.


PS. Estou a achar interessantissimas as declarações de Gustavo Lima e a referência que faz ao CNC. Pena que não existam mais atletas que denunciem que o esquema de financiamento é uma lástima com presidentes de federações a irem nas comitivas em vez dos treinadores, com clubes a receberem homenagens quando nada fazem pelos atletas. Isso é que era importante falar. Agora um profissional a queixar-se do horário de trabalho? Não me lixes.

cparis disse...

Nojento é acabar de ouvir Vicente Moura dizer após a medalha do Évora que "se as Federações o apoiarem admite reconsiderar"

Já tem o voto da Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça.

José disse...

Boas!
Esta onda negativista e detractora que se levantou no nosso país não faz o menor sentido, senão vejamos as condições infraestruturais, económicas e sociais de que estes atletas beneficiam(?) ao treinar em Portugal! Queremos fazer omeletes sem ovos?! É que só temos atletas... Tirando o Francis, a Telma, a Vanessa, o Évora e a Naide - e um ou outro mais - os restantes não dispõem do staff e condições destes!
Agora o que me parece óbvio é que talvez devamos canalizar recursos num naipe mais restrito de atletas e assim maximizar os proveitos! É que a China tem 130 vezes mais população do que Portugal e não me pareceu que eles tivessem uma comitiva de 10 000 atletas!!

Deixo só mais duas reflexões: caso Tyson Gay; caso das estafetas americanas de 4 x 100m masculina e feminina; Asafa Powell; Lolo Jones (pra quem não viu, ia em primeiro e na penúltima barreira, tombou-a, desequilibrou-se e perdeu a medalha de ouro e acabou em penúltimo lugar).
Última reflexão acerca dos famigerados 14M€ gastos no projecto olímpico 2008, quanto não se gastou nos Scolaris e restantes equipas técnicas e comparemos os retornos... (Não esquecer que no futebol ganhámos ZERO).

Temos de perceber que nem sempre os favoritos vencem!!! Embora não concorde com tudo o que foi dito pelos atletas - mas aí a comunicação social foi mercenária!
Esta missão, em alguns momentos, fez-me lembrar Saltillo! O que é péssimo!!
MK, podes comentar... :)

Jean-Paul Lares disse...

a)As declarações de Marco Fortes são infelizes? Sim;

b)Ele estava a falar a sério? Não;

c) Devia ter encontrado outra forma de desdramatizar? Sim;

d) O importante são as suas declarações? Não.

PS - Para o teor e relevância das mesmas, consultar comentário anterior.

PPS - A China gastou investiu na preparação dos seus atletas, com custou inferiores e métodos duvidosos, o triplo do que foi gasto pelos EUA.

PPPS - Digo-o, e repito. Quanto maior for a base de atletas no limiar de alta competição, melhores serão os resultados globais e as possibilidades de alcançar o exito.