Enquanto os caros benfiquistas, portistas e sportinguistas se insultam nas caixas de comentários relativamente ao nobre assunto de quem é o mais beneficiado (dos três, claro, que podem aspirar a esse título), o 442 prossegue na busca dos melhores momentos e imagens da nossa Liga. E dos mais estúpidos também. Enquanto prossegue a discussão sobre se Mamadou Tall pode ou não tocar na bola com a canela na própria área, quando um adversário, de lado para a bola e de olhos fechados, está por perto, mostramo-vos o que se passou meio segundo depois dessa bárbara entrada. Mamadou está encaracolado a caminho do chão, tendo as suas pernas ricocheteado com uma força proporcional à aplicada no inexpugnável peito do mago Pablito Aimar. Esse, o peito, parece ter absorvido o impacto de uma forma extraordinária, algo apenas ao alcance dos predestinados. Contudo não podem passar em claro os efeitos secundários devastadores que aquela centrifugadora el niñica provocou no argentino. Mas comecemos pela bola. Lá para cima, só Diego Gaúcho conseguiu segui-la. Foi a que menos se queixou, ainda assim. Após violentamente pontapeado no peito, Aimar manteve a verticalidade
do tronco. Mas a que custo? Reparem na vulnerabilidade daquelas pernas que se curvam para trás perante tão nefasto impacto. Sim, o peito aguentou, mas aqueles joelhos que fraquejam demonstram toda a violência do lance. E os braços? Os braços de Aimar cederam à ignóbil entrada, sendo propulsionados para o céu, como que rogando aos deuses. Eu já tinha visto isto em qualquer lado e não foi o Futre. Ficamos a saber que um violento pontapé no peito aplicado pela face lateral do gémeo da perna direita de Mamadou Tall tem um efeito equivalente a meia dúzia de rajadas de metralhadora nas costas de um bravo do pelotão. Bem sei que um é artista e que vive da ilusão que causa no público, mas os senhores do Platoon também sacaram alguns óscares.master kodro