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quinta-feira, junho 24, 2010

Dos EUA ao Gana

Grupos C e D resolvidos hoje, com muita emoção (e bom futebol) à mistura. Os EUA apuraram-se com todo o mérito, apesar das arbitragens deficientes e de alguma falta de sorte (poderiam ter ganho perfeitamente os três jogos). É uma equipa compacta, com enorme coração e transições rápidas, cujas únicas pechas me parecem ser a ausência de um "10" e alguma incapacidade para jogar eficazmente em ataque organizado. De qualquer forma, quem tem aquele Donovan (bem secundado por Bradley, Altidore e Dempsey), tem tudo. No outro confronto, a Inglaterra ganhou e segue em frente, mas pelo que vi no resumo, voltou a ter uma prestação pobre. Será que Capello pretende aplicar a fórmula italiana e assim chegar longe?

No Grupo D, a Alemanha confirmou o favoritismo e mostrou que o desaire com a Sérvia foi um azar de percurso. Os alemães continuam a ser uma das equipas mais entusiasmantes da prova, com um super-Özil a comandar um onze cheio de automatismos, combinações rápidas e pleno envolvimento dos laterais nas manobras atacantes. Grande jogo em perspectiva contra a Inglaterra (terei a sorte de estar em Berlim nesse dia).

Apurado também um sortudo Gana, que pouco tem mostrado. Venceu uma Sérvia disparatada (aquele penalty...), empatou contra uma Austrália reduzida a dez uma hora, e foi derrotada pela Alemanha. Será (provavelmente) a única equipa africana apurada para a fase seguinte, comprovando o desastre do continente negro nesta prova (apesar dos prognósticos favoráveis - cheguei mesmo a ouvir David Borges a apostar num triunfo africano neste ou no próximo Mundial): 2 vitórias em 16 jogos e um rol de eliminações precoces.

Nota breve para os quatro eliminados do dia. Da Argélia, gostei do lateral-esquerdo Beladjh (o resto é fraquíssimo). Da Eslovénia, gostei do contra-ataque (não justificava mais que um terceiro lugar no grupo). Da Austrália, destaque-se a combatividade (mas também a desorganização defensiva). A Sérvia desiludiu profundamente, nunca mostrando regularidade para estas andanças (apesar de um magnífico Krasic).

katanec

sábado, junho 19, 2010

Da Sérvia à Inglaterra

1. Os outros também jogam à bola. Analistas, comentadores e treinadores ressentidos (sim, estou a falar de Manuel José) descobriram nos últimos dias que afinal equipas fortes podem empatar (ou até perder, imagine-se) com formações menos cotadas, apesar de não serem treinadas por Carlos Queiroz. Aconteceu assim com a Alemanha, uma das melhores na primeira jornada, mas ontem manietada por uma Sérvia coesa e atrevida q.b., com um irrequieto Jovanovic e um desequilibrador Krasic. Registe-se porém que a arbitragem miserável, os falhanços de Podolski e as defesas de Stojkovic (donde conheço este nome?) ajudaram à festa...

2. Ao fim do dia, outra surpresa (e Queiroz novamente ausente deste filme), depois de prestação degradante da Inglaterra. É verdade que os argelinos foram compactos e muito solidários, que têm um magnífico lateral-esquerdo (Beladjh) e beneficiaram de uma óptima actuação de Yebda (até irritou ver quanto jogo cortou), mas deu pena assistir à total incapacidade dos ingleses em responder a estes desafios. Não há quem planeie manobras ofensivas, não há cruzamentos de qualidade, não há tabelas, não há desequilíbrios colectivos, não há génio individual. E, acima de tudo, não há alma. Quo vadis, Inglaterra?

3. Pelo meio, partida vibrante entre EUA e Eslovénia, com resultado justo. Primeira parte muito boa dos europeus, com um excelente Birsa e um notável aproveitamento do muito espaço concedido pela retaguarda americana. O segundo tempo trouxe uns EUA mais equilibrados no meio-campo e decididos a inverter o resultado - o que foi possível sobretudo pelos méritos de Donovan (ainda um grande jogador) e de Altidore (a forma como domina a bola e arrasta os defesas pode fazer deste avançado um caso sério). Continuo a achar que os americanos vão passar, mas os eslovenos estão claramente na corrida.

katanec

domingo, junho 13, 2010

Argélia 0 x 1 Eslovénia

Fico contente com a vitória dos nossos primos - a primeira da sua história em fases finais e a primeira vitória europeia deste Mundial -, mas ficaria mais satisfeito se apresentassem qualquer mais do que infinita paciência, para além de previsibilidade e lentidão. Se o katanec bocejava enquanto assistia ao França x Uruguai, espero que tenha ficado a dormir neste início de tarde de domingo, pois teria sido a opção mais acertada. Tudo aconteceu na segunda parte, depois da entrada de Ghezzal, que conseguiu assustar Handanovic num par de ocasiões devidamente enquadradas por dois amarelos, em quinze minutos de grande actividade (imitando o uruguaio Lodeiro no grau de parvoíce). Depois Koren aproveitou um espaço à frente da área para aplicar um remate normalíssimo que deu em golo, algo que Chaouchi vai atribuir àquela jabulânica invenção do demo. Eu gostava que aqui houvesse um candidato à segunda fase, mas não vi nada disso.

master kodro

sábado, novembro 14, 2009

Rússia 2 x 1 Eslovénia

Começam os play-off da qualificação europeia para o Mundial com equilíbrio. Aos dois golos russos de Bilyaletdinov, respondeu o nosso conhecido Pecnik, a cinco minutos do fim e pouco depois de entrar em campo. Akinfeev, com uma defesa extraordinária, evitou o empate já nos descontos.

Nota ainda para o regresso da Nova Zelândia a um Mundial, depois de bater o Bahrain por 1x0. Eu sou do tempo em que a Nova Zelândia ia ao Mundial (credo). Tão estranho como as declarações de Oceano depois da derrota dos sub-21 em Inglaterra: "Ainda nada está perdido".

ps - Paulo Ferreira?!? Foda-se...

master kodro