domingo, março 01, 2015

Hat-Tello

A boa notícia, para o Sporting, para além da arbitragem amiga de Artur Soares Dias, é que foram só 3. Podia ter sido mão cheia, tal foi a superioridade portista, naquele que foi, talvez, o jogo mais conseguido do Porto, esta época, tendo em conta aquilo que criou, o que concedeu e o valor do adversário. Tello rasgou por completo a defesa leonina e foi, obviamente, o homem do jogo. Evandro (enquanto durou) e Jackson (aquela assistência para o primeiro golo...) merecem também destaques muito positivos.

7 comentários:

Gabriel disse...

Vai ser muito difícil ultrapassar o Benfica. Mas se continuarmos assim eu ainda acredito. Se o Porto ganhar na próxima 6ªfeira... a pressão vais ser fortíssima.

Mr. Shankly disse...

Superioridade gritante. Grande jogo do Porto, embora me tenha parecido que o Sporting também esteve muito abaixo do que pode fazer.

littbarski disse...

O Sporting durou 15 minutos, que foi o tempo que o Porto demorou a aquecer os motores. :)

Agora, a sério. Eu disse que este talvez tenha sido o jogo mais conseguido do Porto, mas nos primeiros minutos vimos as mesmas dificuldades de sempre, na saída de bola, quando pressionada. Além disso, houve ali um período em que a defesa tremeu, com dois maus alívios, um de Maicon, outro de Alex Sandro, que o Sporting não aproveitou. O segundo é mais grave porque é numa altura em que o Porto já dominava o jogo e aparece o Adrien, no meio de três jogadores do Porto, a ganhar a segunda bola. Portanto, não foi um jogo perfeito.

Em que é que o Porto melhorou? Na pressão e na reação à perda de bola. Isto é, respondeu na mesma moeda, pressionando e criando instabilidade na defesa do Sporting. Além disso, soube aproveitar o espaço concedido. Ou seja, em determinadas circunstâncias, a melhor solução não é fazer 30 passes para chegar à baliza, mas sim uma transição rápida e vertical, que foi o que eu sempre disse aqui. Foi isso que fez a diferença no jogo de ontem. Infelizmente, vejo o Porto a aproveitar muito poucas vezes este tipo de jogo e não é só por falta de espaço.

Mr. Shankly disse...

Ontem o Sporting entrou a pressionar alto, e bem. Mas depois não percebeu que, quando não se consegue pressionar em cima interessa cortar profundidade ao ataque contrário e defender mais perto da área. William e Adrien estavam muito longe dos centrais, Jackson conseguia receber entre linhas e Jonathan não tem pernas para Tello (alguém tem?). Parece que estou a generalizar, mas a verdade é que foram 3 golos assim e podiam ter sido pelo menos mais dois.

Do outro lado a coisa também não foi famosa, mesmo com Brahimi menos inspirado (e menos rápido) a verdade é que Cedric fez um jogo horrível e não foi tomar banho mais cedo porque não calhou.

miguel.ca disse...

«El viento sopla a favor del Benfica en Portugal. También el arbitral. Las constantes decisiones beneficiosas para los benfiquistas tienen a los de Jorge Jesus con siete puntos de ventaja sobre el Oporto y un partido más (ayer goleó al Estoril por 6-0), que asiste impotente al habitual ejercicio de errores arbitrales en Portugal. Lo malo es que siempre tienen una misma dirección, sobre todo este curso.

Hay datos para refutarlo. Hasta en trece partidos de los 27 disputados ha jugado el Benfica en superioridad numérica; ocho de ellos, además, durante un tiempo superior a la media hora. Demasiada ventaja con respecto al Oporto. Los de Lopetegui sólo se han visto cuatro veces en esa situación de ventaja, mientras que en otras dos estuvieron en inferioridad.

(…) la prensa de Lisboa tampoco se hace mucho eco del asunto. Los diarios deportivos con más tirada del país (Record y A Bola) son de la capital y no quieren definirse.»


Extracto de um artigo publicado no jornal espanhol AS, escrito antes do FC Porto x Sporting.

Marco Morais disse...

Litt, o Porto, contra Benfica e Sporting, já havia tentado o passe vertical muitas vezes. Aliás, demasiadas, penso.

A pressão terá sido fundamental. Mais ainda quando o 'miolo' não se amedrontou de William, Adrien e J Mário, como vinha acontecendo. Foi essa mesma pressão, e a posse que permitiram que o Porto ganhasse vantagem. E os golos, concordo, surgiram de situações em que um, dois, passes chegam. Há que saber utilizar tudo, mas não foi só a verticalidade que ganhou o jogo. Penso que quanto mais o Porto conseguir enconstar os rivais à área, mais hipóteses tem de não conceder chances de golo.

Veremos na Luz, onde penso que a tremideira na saída de bola dará lugar ao chutão. Aí, não se conseguirá controlar o jogo tão bem como foi feito, domingo, no Dragão.

littbarski disse...

Enquanto Lopetegui não conseguir encontrar um ponto de equilíbrio entre a capacidade de sair a jogar sob pressão (que terá de passar, necessariamente, pela mudança de intérpretes, porque com estes - centrais, Casemiro, Herrera - está visto que não há grande margem de progressão, neste aspeto) e a de pressionar em zonas adiantadas para recuperar a bola o mais rápido possível, prefiro, de longe, o chutão e pressão logo em cima, caso a bola caia no adversário, a ver a outra equipa marcar e empatar ou ganhar o jogo, sem ter de se preocupar em construir o que quer que seja, uma vez que o Porto faz o favor de oferecer.