sexta-feira, junho 18, 2010

Da Argentina à França

1. É difícil acompanhar tantos jogos, mas quem corre por gosto não cansa. E hoje (ontem) foram só seis horitas de bola... Primeiro, um interessante Argentina-Coreia do Sul, com os de Maradona a confirmarem a (boa) impressão deixada anteriormente: equipa poderosíssima no último terço do campo, com desequilíbrios permanentes e grande capacidade de definição dos lances. Todavia - e para minha surpresa - a Argentina não parece ser só um agregado de magníficos jogadores: vêem-se no meio-campo movimentações bem trabalhadas, acentuado entrosamento e até alguns automatismos nas transições defensivas. Muita atenção, meus senhores...

2. Na outra partida do grupo, jogo de paixão entre Nigéria e Grécia, com entrada fulminante dos africanos, seguida de disparate-mor de Kaita (inenarrável uma agressão daquelas num momento destes...) e de reacção vibrante dos gregos. Apesar da emoção (e de uma merecida e sempre curiosa reviravolta), houve demasiada desorganização táctica e descontrolo mental para o meu gosto. Lá está: eis um daqueles jogos que facilmente os comentadores designam de "espectacular", mas que foi bem menos interessante como duelo futebolístico do que por exemplo o Inglaterra-EUA (que os mesmos comentadores descrevem como "decepcionante").

3. À noite, a sobremesa. E das boas: apreciar a derrocada de Domenech entusiasma qualquer um. O treinador francês acumula disparates (retirou o único verdadeiro criativo do onze, Gourcuff; deixa Henry e Cissé no banco, Benzema em casa, etc.,) e nunca elaborou um plano de jogo. Até os intermitentes mexicanos pareciam uma máquina de jogar futebol... Destaque para Giovani dos Santos (algum clube europeu que contrate o psicólogo mexicano que trata o miúdo!), a experiência de Márquez e a frieza de Hérnandez na hora da verdade. A França precisa de um milagre (ganhar 4-0 e esperar a derrota mexicana). Adieu, bleus!

katanec

2 comentários:

N. disse...

katanec,

tanto faz ser a derrota mexicana ou uruguaia. A França tem que ganhar 4-0 e esperar que não haja empate.

Prevejo dois jogos de zero a zero na última jornada.

pitons na boca disse...

1. Depois de uma qualificação aos trambolhões, a Argentina aparece no mundial com uma rotação que surpreende. Mas lá está, com um "plantel" daqueles tudo pode acontecer.

2. Apostava na Nigeria (apesar de estarem muito longe da selecção de Rufai, Okocha, Kanu, Oliseh, Finidi...) mas a volatilidade dos jogadores africanos voltou a fazer mossa. Quem sai a ganhar com isto é a Coreia do Sul (ou a Grécia, mas não acredito muito).

3. Ver a França perder é sempre bom. Ver o parvalhão do seleccionador francês, Dubonéque, perder então é melhor ainda. Valeu bem a pena.


Não sei se já repararam nos cruzamentos que se estão a perspectivar para as eliminatórias: Brasil - Espanha nos 8ºs, Alemanha - Argentina nos 4ºs (acreditando que ganham os grupos e vencem os 8ºs)... e a Itália, com esta brincadeira e sem jogar quase nada, tem um caminho algo facilitado até às meias finais (em condições normais).
Este foi um paragrafo semi-Zandinga. :)