Enquanto pensava no clássico do próximo sábado, lembrei-me de outro clássico, gravado no mítico Royal Albert Hall: Nocturne, em VHS, uma excelente forma de conhecer a música de Siouxsie and the Banshees.
Parece que foi ontem (ou hoje, já não me recordo) que, durante cerca de uma hora, a banda londrina me transportou, pela primeira vez, para um mundo obscuro, bizarro e tão empolgante como as arrancadas de Hulk para a baliza adversária.
Ouvir a voz grave e autoritária de Siouxsie transformar-se num terno «please, help me», com cara de boneca prestes a saltar de uma cena de Blade Runner, é um dos momentos altos do concerto. Uma cena tão desconcertante como a facilidade com que Wolfswinkel aparece do nada e encosta para o golo.
Mais tarde, descobri que há mesmo bonecas assim, com um ar dócil e desprotegido, mas capazes de nos arrancar o coração, sem hesitar, à primeira oportunidade, nem que seja para se estatelarem a seguir no chão frio de Londres. Outras núpcias.
Não há amor à camisola, mas há, espero, música de qualidade. Let the ball spin.
Músicas: "Eve White/Eve Black", "Spellbound"
Álbum: "Nocturne", 1983
Interpretação: Siouxsie and the Banshees
littbarski
2 comentários:
Vi Siouxsie ao vivo na Figueira da Foz em Agosto de 1993.
Eu quando era puto achava alguma piada a Siouxie se bem que a minha opinião sobre ela nunca tivesse mudado muito. Tinha uma grande voz mas não cantava a ponta dum charuto! Faltava-lhe consciência melódica.
Enviar um comentário