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quinta-feira, novembro 05, 2009

O cronista do Titanic

Começa a ser redundante citar o cão de fila do situacionismo leonino, mas ele supera-se sucessivamente e hoje brinda-nos com mais duas explicações para a instabilidade em Alvalade:

- os fracos maldizentes
- os adeptos cegos pela paixão

Concordo. Estes tolos com opiniões são uma maçada para as elites iluminadas. E a bancada? É calar essa gente tolhida pela emoção. Calar de vez. E podemos começar logo por JEB. Não é ele o presidente-adepto?

Não creio que a crítica em geral, jornalistas e não só - os adeptos gravitam noutra esfera, em que impera a paixão, que cega a razão -, tenha uma particular apetência vampiresca. Por vezes, a fome de sangue pode levá-lo a pensar, mas a questão não é tão genética, nem tão íntima, é cultural. Fomos assim ensinados: como os presidentes, jogadores, adeptos e treinadores. Paulo Bento, pela forma anormalmente sofrível com que a equipa tem evoluído esta época já merecia ter sido despedido pelos menos duas ou três vezes. Não nos está no sangue, mas é como se estivesse, está nos cânones e só os fracos não pensam assim. Ou então, os que têm a fraqueza de não se guiar por cartilhas obsoletas, arcaicas e dogmáticas. Porquê? Porque sim. Os que não têm a força e personalidade bastantes para resistir a pensar pela própria cabeça e ver que poucos ou nenhuns benefícios viriam por abraçar a convicção de cartilhas alheias. Bettencourt e Bento são corpos estranhos nesta vampiresca teia. Eu também tenho as minhas fraquezas...
(o jogo, 5.11.10)


kovacevic