As discussões sobre o estado da selecção multiplicam-se por blogues, jornais, televisão e afins. Debatem-se os maus resultados e as diversas causas dos problemas. Infelizmente, descubro agora que tudo isto é em vão. José António Saraiva falou. E afinal isto arruma-se em meia dúzia de linhas:
"Qual é o problema da equipa de Carlos Queiroz? Para o percebermos, é necessário compará-la com a de Scolari. O brasileiro seguiu duas regras básicas: formar um grupo e criar uma mística. Pegou em 16 jogadores e disse-lhes: «Vocês são a Seleção, desenvolvam essa mentalidade». Por isso Scolari era tão avesso a mudanças. Aquele era o grupo dele. Os jogadores criaram rotinas dentro e fora do campo. E, dado não jogarem todo o ano juntos, esse conhecimento mútuo era fundamental."
"Scolari criou também uma mística de Seleção. Que envolvia os jogadores e os portugueses em geral, gerando um ambiente próprio à volta da equipa. «Um grupo e uma mística» - é isto que explica os êxitos de Scolari. Ora Queiroz destruiu ambas as coisas. Convocando hoje uns jogadores e amanhã outros, não criou um espírito de grupo; e o seu discurso soit disant «científico» não chega ao coração das pessoas".
Grupo. Mística. Metam isso na cabeça. Pois...
O que é um treinador de futebol? Uma espécie de leitor d"O Segredo" misturado com aqueles senhores de abdominais tonificados do TV Shop a impingirem-nos o "Butterfly Abs". O que interessa é acreditar. Essa coisa da táctica e dos discursos científicos são um aborrecimento de todo o tamanho.
katanec