Foi um Porto de serviços mínimos, o que se apresentou, nos primeiros 45 minutos do Jamor. O da segunda parte já estava de férias ou a pensar no Kilimanjaro da Covilhã, como diz o anti-adepto.
Aquilo que era suposto ser um jogo sem história, ou melhor, com a história que se adivinhava antes da partida (vitória tranquila do Porto, por mais ou menos golo de diferença), esteve perto de se transformar num golpe de teatro, quando, aos 86 minutos, Helton teve de se aplicar para defender um remate de Clemente e, assim, evitar o prolongamento. Dois minutos antes, o mesmo jogador aproveitara a passividade da dupla de centrais portista (e uma mãozinha marota) para marcar para o Chaves e premiar o brio com que os flavienses se bateram até ao último minuto do jogo.
O resto são números: 7º golo de Guarín (5º nos últimos 6 jogos), 34º de Falcao, 15ª Taça de Portugal para o Porto. Num ano mau, o Porto consegue 2 troféus, tantos como o Benfica, num ano bom, mantendo a distância de 2 (títulos oficiais de futebol sénior) que o separam do seu principal rival. Vale o que vale, e não vale o penta perdido, mas é melhor do que nada.
Uma última nota para Hulk: pá, da próxima vez que estiveres isolado e não tiveres o Falcao por perto, não compliques, pá. Olha, corre para a linha lateral, dança o abanico com o Guarín (ou com a bandeirola de canto), recua, traz a redondinha até à entrada da área e... bomba na baliza. Vais ver que é mais fácil.
E ponto, para o ano há mais.
littbarski em serviço especial para o 442