sexta-feira, julho 02, 2010

Brasil 1 x Holanda 2

Embora viesse de quatro vitórias consecutivas, a Holanda ainda não fora devidamente testada neste Mundial. Quanto tal sucedeu, respondeu com enorme sucesso, operando uma reviravolta notável contra uma grande equipa. Este êxito alicerça-se, sem surpresas, no enorme poderio ofensivo dos holandeses, com dois avançados móveis e muito batalhadores (Van Persie e Kuyt), um organizador de jogo sensacional (Sneijder, porventura o jogador do ano) e um desequilibrador nato (Robben, em partida memorável). O restante panorama é apenas razoável, mas este quarteto consegue empurrar sozinho qualquer equipa.

Do outro lado, o Brasil pareceu mais forte durante quase uma hora. Dominou na primeira parte, saía rápido para o contra-ataque e conseguiu manter o tal "quarteto fantástico" longe de Júlio César. Talvez por excesso de confiança - ou simples incapacidade dos seus médios de contenção- a equipa recuou em demasia e foi vítima de sucessivos erros defensivos. O empate é inaceitável a este nível e no 2-1 há uma apatia geral na área brasileira. Depois, o descontrolo emocional não permitiu uma reacção adequada. A "canarinha" é eliminada pela segunda vez consecutiva nos quartos-de-final, o que não deixará de provocar mudanças no comando técnico. Pobre Dunga, vai ouvir das boas...

katanec

8 comentários:

Pedro Almeida disse...

E Portugal não poderia jogar algo parecido com isto contra o Brasil e contra a Espanha?
A Holanda é assim tão melhor equipa que nós?
Ou só defender, defender, defender, não faz ganhar jogos?

Prefiro perder um jogo por 3-0 e dar luta do que perder por 1-0 e só defender.
Opções...

Infante disse...

Bom comentário.

O Dunga de facto vai ouvir das boas, e algumas até injustas, mas é o preço a pagar quando se treina uma das maiores selecções do mundo; ao contrário de outras, não se pode pensar pequeno e falar em "missão cumprida" com passagem nos grupos.

Acho que o Brasil não esteve tão mal neste Mundial. Claro, ficar pelos quartos é sempre um fracasso, mas mesmo neste jogo estiveram em cima e "foram Brasil" durante um bom bocado. Claro que virá aí a trupe dos mitos e ideias feitas, com a história de que o Dunga é defensivo e blá blá blá, mas quem prestou atenção a este Mundial sabe que isso não é verdade.

Sem Brasil e Portugal, é-me um bocado indiferente quem ganha, mas pronto, pode ser a Alemanha.

RDS disse...

É nestas alturas que se percebe que CQueiroz é completamente pé frio - quando se organiza com Madail para o discurso do 'missão cumprida', eis que alguém mostra a todo mundo que era perfeitamente possível batermo-nos com o Brasil, ou, pelo menos, TENTAR!!!

Mas pelo menos quem manda na FPF merece um seleccionador medroso, sem confiança, incapaz.

RDS

master kodro disse...

O Brasil fez uma primeira parte de luxo. A Holanda nem se viu nessa fase. Depois marcou como se viu.

O Queiroz é muito estúpido porque não pôs o Simão a centrar bolas para o Júlio César frangar, nem colocou o Raul Meireles na pequena área nos cantos. E ainda teve o desplante de deixar o Dunga substituir o Felipe Melo, antes que este pudesse agredir alguém!

Pedro Almeida disse...

"O Queiroz é muito estúpido"

Concordo.
O jogo de hoje prova-o, vamos ver se o jogo de amanhã não o comprova.

Replica disse...

Os jagunços foram para casa mais cedo ....Gostei

ilustre.anonimo disse...

"O Queiroz é muito estúpido..." Ponto.

Porque deixa que um jogador o trate por tuenquanto todo o grupo não o faz, porque não conseguiu até hoje fazer nada de novo enquanto treinador principal sénior, porque não consegue ter carisma, porque não percebeu a diferença entre um grupo de jogadores e um grupo de homens, porque tem medo e mostra-o aos jogadores, porque...

Ah e porque sempre se resignou com a não vitória...

...mas, acima de tudo, é mediocre enquanto lider.

Pedro Almeida disse...

"Ah e porque sempre se resignou com a não vitória..."

Quando o medo de ser goleado é muito superior à vontade de ganhar...deu naquilo que se viu.
Felizmente o holandês é muito menos bom treinador-adjunto que o Queiróz e não teve medo de ser goleado.