Eis como Jorge Casquilha, segundo a análise singular que fez do jogo, pretendia pontuar no Dragão: remate à queima de Pablo Olivera, Alex Sandro coloca os braços à frente do corpo, num acto instintivo e natural de autodefesa, e a bola bate-lhe no braço, em vez de lhe bater na cara. Claro que o treinador do Moreirense não falou dos lances que ocorreram na grande área da sua equipa, aos 15 e aos 72 minutos de jogo. Nem no facto de, durante os 90 minutos, ter havido apenas uma equipa a procurar a vitória, de tal forma, que teve de ser Otamendi a criar uma situação de (auto)golo para a equipa visitante. Não, para Casquilha, o jogo foi equilibrado, das 4 oportunidades de Jackson, 3 de James e 2 de Moutinho, apenas duas foram realmente perigosas e a sua equipa foi fantástica porque (presumo) é fantástico adiar o inevitável durante 70 minutos. Só foi pena o golo de Jackson não ter sido no último lance da partida. Teria sido um prémio mais do que merecido para a destemida táctica de Casquilha.
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