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segunda-feira, novembro 21, 2011

Voa, Vitória, voa...

Vêm-me à cabeça discussões sobre Manuel Machado. Sobre a qualidade do futebol praticado pelo Vitória de Manuel Machado. Era lento, sim, mas era lento para permitir o mínimo aos adversários e para testar o menos possível uma defesa que, apanhada em velocidade e com muito trabalho, não existe. Aliás, inventa o que não existe a favor do adversário. Lembro-me de conversas sobre o percurso fácil na edição da época passada da Taça, como única explicação possível para a presença na final. A quinta da história... Então lembro-me da eliminatória anterior, em casa, contra o Moura, lembro-me do golo de Soudani aos 90 minutos a evitar a eliminação e lembro-me do golo de Soudani aos 117 a evitar os penalties. Contra o Moura. E hoje, lembro-me do que vi ontem, contra o actual oitavo da Orangina. Um jogo equilibrado, em que mais de metade das melhores oportunidades foram do Aves. Um jogo em que o Vitória teve mais um em campo durante 20 minutos. E que acabou nos penalties.

De repente, olho para o meio-campo que Rui Vitória apresentou ontem nas Aves e há qualquer coisa que salta à vista e que não augura nada de bom para o futuro, se for este o caminho escolhido: Pedro Mendes (32 anos); João Alves (31 anos); Leonel Olímpio (29 anos); Nuno Assis (33 anos). Principalmente quando há fortes condicionantes financeiras a puxar o clube para baixo. Podemos juntar-lhes os 35 de Nilson, os 32 de Alex e os 30 de João Paulo. Pode ser que alguém me consiga explicar o que é que esta gente pretende da vida, que eu não consigo perceber.

E volta-me à cabeça o "mau" futebol do Vitória de Manuel Machado. Quinto no campeonato e finalista da Taça de Portugal. Pois...

master kodro