sábado, maio 16, 2009

Juro que não percebo...

... como é que alguém - tirando os adversários desportivos - ainda defende que Luís Filipe Vieira deve ser o presidente do Benfica depois das eleições de Outubro. Vieira voltou a falar em público e saiu mais do mesmo:

"Por muito que o tempo branqueie a incompetência e o oportunismo de algumas personagens que no passado tiveram, infelizmente, responsabilidades no nosso clube, há delitos por ação ou omissão que não podem ficar impunes nem podem ser esquecidos, porque eles lesaram o Benfica, prejudicaram e comprometeram, durante muito tempo, os legítimos interesses e esperança de todos os benfiquistas", afirmou o líder dos encarnados na inauguração da 191.ª Casa do Benfica.Apesar da chuva, foram muitos os adeptos e simpatizantes que se juntaram à festa. E foi durante o discurso que Vieira criticou, sem nunca dizer nomes, os que agora se revelam interessados em se candidatar à liderança. Bruno Carvalho, diretor-geral do PortoCanal, é até agora o único que se assumiu na oposição. Vieira diz que se recusa a "aceitar de ânimo leve que alguns desses responsáveis por parte de um dos períodos mais negros" da centenária história do clube "se possam agora apresentar como se nada tivessem a ver com esses tempos". "Não é ser indulgente, é ser cúmplice com aqueles cuja dívida material e moral ainda está pendente", sublinhou.O líder do clube mostrou-se ainda ofendido com a "displicência com que algumas pessoas falam do que não conhecem". "Há, de resto, um grupo de pessoas que regularmente se insinuam como candidatos ao lugar que hoje ocupo, mas que a única coisa que verdadeiramente não os preocupa é o Benfica", salientou. Para Vieira, o cargo que ocupa "não é o sítio certo para a exibição de vaidades pessoais, nem um entreposto de negócios, é um lugar de demasiada responsabilidade". "Alguns têm a esperança de fazer do Benfica um porto de abrigo para fracassos pessoais, outros andam deslumbrados com a possibilidade de sair do anonimato", vincou."Esta camisola não serve a qualquer um", disparou ainda o dirigente, completando a ideia: "Esta camisola não serve a mercenários, nem a oportunistas. Nas últimas semanas surgiram algumas intrigas disfarçadas de notícias. Não são manobras inocentes, têm um propósito. E quem as escreve é cúmplice na falsidade e na intriga. São mensageiros que procuram criar instabilidade", afirmou, sem especificar.A propósito da alegada divergência com o diretor desportivo, Rui Costa, Vieira garante que os "ditos mensageiros estão enganados", pois a equipa que lidera "está unida e empenhada nos desafios que aí vêm"."

Será que Vieira não sabe que todos sabemos que está lá há 8 anos? Será que Vieira ainda não percebeu que está a liderar o Benfica num dos períodos mais negros da história do Benfica? Eu já não sei o que dizer mais, sinceramente...

master kodro

5 comentários:

cparis disse...

Bem, se calhar pensa que nestes 8 anos, fez o mesmo no plano desportivo que os outros fizeram nos 8 anos antes dele.

Sérgio_alj disse...

Haverá mais alguma opção, se não o LF Vieira?

E não, não me digam o Bruno Carvalho!!!

Zé Luís disse...

O bronco fala para labregos desta estirpe:

in Público, 16/5/2009
(mas nenhuma tv pegou no assunto...)

"Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros.

O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. Das mais de três dezenas de detidos, três ficaram presos preventivamente, quatro em prisão domiciliária e pelo menos dois proibidos de frequentar recintos desportivos.

A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína. Foram ainda recolhidos indícios da venda e revenda de armas de fogo, nomeadamente de TASER (armas que atingem as vítimas com choques eléctricos), que teriam uma potência superior às usadas pelas forças de segurança.

A investigação abrangeu várias situações relacionadas com actos de violência de que foram vítimas adeptos do FC Porto e do Sporting. E ainda confrontos com forças de segurança e apreensões de droga. O inquérito acabou por agrupar factos ilícitos que estavam dispersos por outros processos. Nos casos da suspeita de tráfico de droga e de armas, as autoridades realizaram escutas telefónicas.

Através das escutas, recorde-se, a PSP pôde reunir elementos que a ajudaram a identificar a autoria moral e material do incêndio ateado ao autocarro que transportou a claque dos Superdragões, que se deslocou a Lisboa, em 21 de Julho de 2008, para apoiar a equipa de hóquei em patins do FC Porto que jogava contra o Benfica. Na origem deste acto esteve, segundo a acusação, o ódio contra o FC Porto, realçando a premeditação do acto, uma vez que o autocarro tinha sido antes seguido por uma viatura ligada aos No Name Boys.

Cerca de cinco meses antes, elementos daquela claque benfiquista terão provocado danos no complexo desportivo do Sporting, Alvaláxia XXI. Destruíram cancelas, derrubaram um sinal de trânsito e pintaram as paredes da sede da Juve Leo com os seus símbolos. A acusação relata também a agressão de que foi alvo um jornalista de um diário desportivo, quando se encontrava em serviço junto ao complexo desportivo do Benfica, no Seixal. Depois de apedrejarem a viatura do jornalista, os elementos da No Name Boys retiraram do seu interior um taco de bilhar com o qual destruíram o vidros e provocaram diversas amolgadelas, lançando depois uma tocha incendiária que, frisa a acusação, só não consumiu a viatura porque caiu fora. Além dos danos materiais, o jornalista acabou por ficar ferido na sequência do incidente.

O facto de agirem sempre em superioridade numérica, munidos de tacos, facas e outros utensílios, é também assinalado noutras situações. Numa delas, a vítima foi um elemento da claque Juve Leo, do qual conheciam a sua morada, ligações familiares e outros elementos da sua vida pessoal, a partir de um ficheiro criado no seio da claque.

Uma das situações relatadas ocorreu na madrugada de 25 de Fevereiro do ano passado, na Amadora, onde esperaram um jovem junto à sua residência. Este, apercebendo-se da cilada, tentou fugir em direcção à esquadra da PSP, mas não o conseguiu. Acabou por ser alvo de várias agressões, que culminaram com diversas queimaduras no corpo provocadas pela utilização de tochas incendiárias. A vítima teve que ficar cerca de um mês em recuperação. Apesar de as agressões serem imputadas a um grupo numeroso, apenas três dos seu elementos acabaram por ser identificados pelas autoridades"

FIL disse...

Na verdade, este senhor de bigode é triste. É pouco dignificante para o Benfica ter uma figura tão trauliteira a falar em seu nome mas esta é a minha opinião (desde o inicio, diga-se)...O homem fala como se estivesse a iniciar o mandato, como se não estivesse lá há tantos anos, é esquizofrénico...na verdade solidificou o lugar do Benfica como a 3.ª potencia desportiva do país, o que não me desagrada nada mas pergunto:
Quanto dinheiro se gastou para alcançar essa triste posição desde que ele lá está? Quanto dinheiro separa o Braga ou o Nacional do Benfica e como compará-lo com a realidade dos resultados? Alguem tem dúvidas de quem é responsável pelo pior rácio de rentabilidade do futebol português?

Luciano Rodrigues disse...

Só rir! Ele que continue por lá muito tempo, que os adversários não se importam. Enfim...