11 Dezembro 2003 Notícia Record
A surpreendente derrota (0-3) dos canarinhos no António Coimbra da Mota na última jornada, frente ao Maia, pôs fim a um ciclo de 25 jogos sem desaires na Amoreira. Para se descobrir a última violação da "gaiola" é preciso recuar mais de um ano e uma época inteira. Foi a 2 de Junho de 2002 que o Estoril perdeu em casa quando recebeu o Ol. Moscavide, na 38ª ronda da época 2001/02. Seguiram-se 25 jogos sem derrotas na Amoreira, dos quais 22 foram vitórias.
26 Março 2004 Notícia Record
António Figueiredo, responsável pelo futebol da SAD do Estoril, está revoltado com a eventualidade de a Comissão Disciplinar da Liga poder reduzir a interdição ao Estádio Avelino Ferreira Torres, permitindo que o Marco-Estoril (no próximo domingo) possa realizar-se naquele recinto.
"Dá-me vontade de rir, é um Carnaval. Valentim Loureiro pede discrição. Como é possível não falarmos, depois de o jogo ter sido marcado para o Estádio do Bessa? Que credibilidade tem remendar-se o que publicamente se conhece e foi debatido na Assembleia da República? O futebol português está podre."
(...)
Conhecida a decisão, foi agora a vez dos responsáveis do Marco manifestarem revolta. "A Justiça feita em Lisboa tem outro peso. Infelizmente, não conhecemos, nem temos o contacto pessoal do senhor Cunha Leal.”
ANTÓNIO FIGUEIREDO NÃO QUERIA JOGAR NO CAMPO DO ADVERSÁRIO.
12 Junho 2004 Entrevista a António Figueiredo
“Em relação à SAD, se o sr. Jorge Figueiredo não tivesse vendido as suas acções teria direito a ser informado de que a SAD vive uma situação económica ímpar em termos de liquidez, no panorama das SAD portuguesas.”
3 Julho 2004 Notícia Record
António Figueiredo, administrador da SAD do Estoril, assegura que a decisão de anular o bilhete de sócio irá para a frente, apesar de o presidente do clube, Miguel Pisco, ter afirmado que a SAD não tinha autonomia para avançar com esta medida. "Não dou mais tempo de antena ao senhor Pisco. A decisão não foi tomada de ânimo leve e não fazemos qualquer alteração ao que anunciámos", frisou António Figueiredo, adiantando que "os sócios não podem querer o futebol na SuperLiga de borla".
22 Março 2005 Entrevista a António Figueiredo
– Podem começar a pensar em encomendar as faixas [o Benfica]?... É isso?...
– "A minha experiência de benfiquista diz-me que não. É melhor não se fazer a festa antes dela acontecer. Lembro-me de um campeonato que comandávamos invictos e acabámos por perdê-lo. Tudo tem um “timing”. Acredito obviamente no título, pois a vantagem é boa, mas as faixas devem encomendar-se na devida ocasião."
12 Abril 2005 Notícia Record
Ficou hoje decidido: o Estoril-Benfica, da 30ª jornada, que os canarinhos queriam transferir para o Jamor ou Restelo, vai mesmo disputar-se no António Coimbra da Mota. António Figueiredo, presidente da SAD canarinha, confirmou: “Vamos tentar colocar uma bancada que leve duas mil pessoas no antigo peão. Assim, a lotação sobe para sete mil lugares.”
14 Abril 2005 Notícia Record
O Estoril vai utilizar o Estádio Algarve para a recepção ao Benfica, no próximo dia 24, em jogo a contar para a 30.ª jornada da SuperLiga. A perspectiva de enchente de um recinto com capacidade para 30.305 espectadores levou a SAD dos canarinhos à alteração. O facto de ser um fim-de-semana grande (25 é feriado) também faz supor a presença de muita gente no Algarve.
Os responsáveis pelo futebol do Estoril vão hoje explicar todos os pormenores da mudança para o Sul, mas ontem já adiantaram que os sócios com as quotas em dia terão entrada livre e os portadores de lugares cativos e camarotes terão transporte gratuito para o Algarve. A ideia de construir uma bancada provisória na zona do antigo peão do António Coimbra da Mota foi ontem abandonada. Essa opção aumentaria a capacidade do Estádio em apenas dois mil lugares (de cinco para sete mil), enquanto o jogo no Faro/Loulé aumenta em 25 mil espectadores. Ou seja, em termos de receita o Estoril pode fazer a melhor casa de sempre. O Estádio Nacional foi a primeira hipótese dos canarinhos, mas a recente renovação do relvado não permite jogar no Jamor nos próximos tempos.
ARTIGO 41.º DO REGULAMENTO DE COMPETIÇÕES DA LIGA PROFISSIONAL DE FUTEBOL 2004/2005
Alteração de estádio
1. É permitido a qualquer Clube que apresente razões comprovativas da impossibilidade de utilização do seu estádio, com excepção de interdição por motivos disciplinares, indicar outro estádio, desde que o mesmo possua as condições exigidas na Lei e no presente Regulamento.
2. Constitui fundamento de impossibilidade de utilização do estádio a falta de condições de iluminação nos jogos a transmitir directamente pela televisão.
3. A verificação de falta de condições será efectuada pela Comissão Técnica.
O DIRECTOR EXECUTIVO DA LIGA NÃO CUMPRIU O REGULAMENTO. CHAMA-SE CUNHA LEAL. Recorde-se que o Estoril efectuou, entre outras, as seguintes partidas, todas no António Coimbra da Mota:
Jornada 28, Estoril x Braga às 21:30
Jornada 24, Estoril x Boavista às 19:15
Jornada 20, Estoril x Porto às 21:15
Jornada 16, Estoril x Setúbal às 21:30
Jornada 10, Estoril x Académica, às 21:30
Jornada 6, Estoril x Sporting, às 21:15
Jornada 4, Estoril x Belenenses, às 20:30
19 Abril 2005 Notícia Record
A decisão da SAD estorilista em alterar o encontro com o Benfica para o Algarve está longe de reunir consenso no emblema "canarinho". O presidente do clube, Miguel Pisco, discorda da decisão no ponto de vista desportivo e lembra aquilo que tem sido a carreira da equipa orientada por Litos fora do António Coimbra da Mota.
"Esta decisão coube à SAD e o clube não foi ouvido e não teve qualquer interferência. O sr. António Figueiredo apenas me comunicou a decisão um dia antes de ela sair nos jornais. Compreendo que não seja fácil optar por ter uma receita maior ou perder alguns pontos. De uma coisa não tenho dúvidas: jogando fora de casa as nossas hipóteses de pontuar ficam bastante reduzidas. Basta recordar que a maior parte dos pontos feitos pelo Estoril foram conseguidos em casa", afiançou.
ATÉ AO JOGO NO ESTÁDIO DO ALGARVE, DOS 26 PONTOS CONQUISTADOS PELO ESTORIL, 21 FORAM AVERBADOS EM JOGOS NO ANTÓNIO COIMBRA DA MOTA, E 5 FORA.
21 Abril 2005 Entrevista de João Cartaxana a António Figueiredo
RECORD – Qual a receita estimada?
ANTÓNIO FIGUEIREDO – Entre 400 mil a meio milhão de euros.
RECORD – E se o jogo se realizasse no António Coimbra da Mota?
ANTÓNIO FIGUEIREDO – Entre 80 mil e 100 mil euros.
RECORD – A opção pelo Estádio Algarve assentou apenas num critério exclusivamente financeiro?
ANTÓNIO FIGUEIREDO – O factor determinante que nos levou a realizar o jogo no Algarve foi o encaixe financeiro que nos irá proporcionar. O Estoril está com dois meses de salários em atraso, embora já tenhamos pago adiantado o mês de Maio no início da época. Além disso, o jogo no Estoril levantava um problema de ordem pública. O nosso estádio não chega a ter capacidade para cinco mil lugares e só o Benfica pretendia dez mil bilhetes. O problema nem se punha tanto para as pessoas que entrariam, porque há cadeiras individuais, mas para aquelas que iriam ficar de fora. Mesmo nos jogos de porta aberta, no morro adjacente ao estádio, há sempre meia centena de pessoas a assistir aos jogos. Imagine o que seria com o Benfica? O que pesou na decisão foi a possibilidade de fazer uma grande receita, que o Sporting e o FC Porto não propiciaram. Quando cá vieram, o António Coimbra da Mota ficou pela metade, não foi além dos dois mil lugares?
RECORD – Porque é que não vingou a opção pelo Estádio Nacional, como foi encarado numa primeira fase?
ANTÓNIO FIGUEIREDO – Sem menosprezo pelos algarvios, o Algarve foi a terceira escolha. A primeira foi o Estádio Nacional, mas a restauração do tapete de relva com vista à final da Taça inviabilizou essa opção. A segunda foi o Estádio do Restelo, mas o Belenenses jogará lá no dia 22 e, três dias depois, a 25, disputar-se-ão os Jogos de Lisboa, uma organização da Câmara à qual o clube já cedera as instalações. Ora, realizando-se o jogo com o Benfica na véspera, o relvado seria sujeito a carga excessiva.
RECORD – Porque não encararam a hipótese de jogar em Alvalade?
ANTÓNIO FIGUEIREDO – Por razões economicistas. O Benfica não joga no Algarve um jogo oficial há quatro anos.
RECORD – MAS O ESTÁDIO DE ALVALADE TEM MAIS CAPACIDADE DO QUE O DO ALGARVE, LOGO, A RECEITA SERIA MAIOR...
ANTÓNIO FIGUEIREDO – NÃO SEI... Não se esqueça que o Benfica tem muitos adeptos espalhados pelo Algarve que não vêem a equipa ao vivo há muito tempo.
RECORD – Já agora, porque não encararam jogar na Luz?
ANTÓNIO FIGUEIREDO – Nunca foi equacionada essa hipótese.
RECORD – Porquê?
ANTÓNIO FIGUEIREDO – Porque aí jogaríamos no campo do adversário. Se por causa desta opção pelo Algarve há este barulho todo, o que seria se fôssemos à Luz? Aliás, creio que os próprios regulamentos da Liga não o permitem.
RECORD – Vai torcer por qual das equipas?
ANTÓNIO FIGUEIREDO – Espero que o resultado não impeça o Benfica de ser campeão e o Estoril de se manter.
ESTA ENTREVISTA DEVIA ENTRAR NA HISTÓRIA DO FUTEBOL MUNDIAL
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