domingo, junho 16, 2013

Contra os canhões, remar, remar

As medalhas (e os resultados honrosos) continuam a aparecer em todas as provas internacionais para a canoagem portuguesa. Por metade do valor do investimento do estádio do Beira-Mar para o Euro 2004, temos um Centro de Alto Rendimento, temos medalhas, temos provas internacionais e consequente exposição mediática mundial repetida, temos investimento e emprego associado (turístico, por exemplo), temos estágios de representações internacionais durante todo o ano. E temos cortes. No remo temos uma federação insolvente, mas temos sonhos de medalhas olímpicas e um complexo em Avis "que recebeu estágios de 14 dos medalhados em Londres2012". Noutro sentido, em Aveiro, por exemplo, há uns anos, abordava-se a hipótese da implosão do estádio devido aos elevados custos anuais de manutenção. E continuamos a deixar que isto aconteça.



2 comentários:

Schwarz disse...

É só para esclarecer que na canoagem não se rema: pagaia-se.
Eheh, mais a sério, bom post. A esse propósito, vale a pena recordar o caso da secção de hóquei em patins do Sporting, cujo orçamento anual corresponde ao salário mensal de um suplente da equipa de futebol.

Gabriel disse...

Nem mais... e se hoje o Rui Costa ganhar a volta a Suiça (4ª prova por etapas mais importante do quadro mundial) quantos Portugueses vão saber? Quantos se vão importar com isso... para eles Suiça é significado de estágios de pré-época, banhos de multidão e goleadas ao Etoile Carouge...