segunda-feira, junho 06, 2011

Em ritmo de pré-época

1. Jogo fraco da selecção contra a Noruega, mas que deu para ganhar que é o que mais importa - e para chegar ao topo da classificação. Entretanto continua o ajuste de contas (ou limpeza) com o passado recente, como se houvesse razão para isso: não sei quantas vezes foi convocado pelos dois seleccionadores anteriores, mas João Pereira diz que "com Bento há mais alegria"; o director de Record fala no fim dos "fantasmas" e "manias da perseguição". Já se esqueceu, este.

2. Van Wolfswinkel por 5 milhões. Estão com fé no puto. É bom que tenham fé. 15 golos na Liga mais 8 na Liga Europa, segundo o zerozero, na última época. Não parece ser o Pongolle, pelo menos.

3. Gostava muito de ter opinião sobre as contratações de El-Adoua e de Jean Barrientos, mas não tenho.

master kodro

2 comentários:

Ricardo disse...

1. Jogo fraquinho, de facto. Muita vontade e pouco discernimento. O (bom) trabalho táctico que a equipa vinha mostrando ontem não existiu. Foi mais cada um por si e um colectivo desligado. Mas estamos em primeiro e isso, no fundo, é o que interessa como prioridade. Mas atenção, antes que se lancem foguetes: Portugal precisa de um empate entre Dinamarca e Noruega ou fazer muitos golos frente a Chipre e Islândia. Caso contrário, pode dar-se o cenário nada favorável de ter de ir ganhar à Dinamarca no último jogo.

Este Alexandre Pais é das coisinhas mais nojentas que há nos jornais desportivos em Portugal. Ele não é jornalista, ele é outra coisa qualquer. Liga-se a uma ideia e depois tem de seguir com ela até ao fim, culpando uns e absolvendo outros. Esse texto a que fazes referência, além de ser de uma pobreza franciscana, é o maior exemplo de um homem a quem não interessa a realidade; antes, os objectivos de vingança, que terá com uns, e os de bajulação, que tem com outros. É absurdo. Se o jogo de ontem tivesse sido na era Queirós, o texto seria escrito em forma de monumental sova; como não foi, há desculpa para tudo - o final de época, a forma dos atletas, a necessidade (coitadinhos!) de férias. Não há pachorra para gente desta estipre. E o problema é que "Alex Pais" (certamente o nome artístico que gosta de usar quando, aos fins-de-semana, leva o órgão e um microfone para as festinhas de interior, tendo no seu alinhamento enormes da música portuguesa, desde um Graciano Saga, passando por Nelo Silva & Cristiana e só acabando num excelentíssimo Nel Monteiro, que os presentes geralmente pedem, emocionados e no final da festança, que se repita o bailarico, num bis tremendo, num tris, quadris!, a que obviamente Alex Pais não resiste e abrilhanta com um toque de sanfona), o problema, dizia, é que Alex Pais é só um entre muitos da mesma casta. É, afinal, este o homem que, após a excelente notícia sobre a vitória de Bruno de Carvalho nas eleições, foi para o twitter auto-elogiar o jornal que dirige por ter sido uma das páginas mais brilhantes que o jornalismo alguma vez presenciou. Horas depois, confrontado com a realidade - a que os jornalistas do "Record" preferem chamar de "pormenor insignificante" -, atirou a matar a tudo o que mexia: eram os adeptos do Sporting os culpados por aquela falsa notícia (para ele, não era bem falsa; era... incompleta), eram os dirigentes, malandros, que andavam a cochichar coisas estranhas aos ouvidos uns dos outros, eram os outros órgãos de comunicação social. Toda a gente teve culpa, menos, claro, o "Record". Afinal, era uma empreitada complexa: entre dois candidatos, enganaram-se em quem ganhou. Pormenores, diz Alex Silva entre duas minis, quando confrontado em Amiais de Baixo com a notícia que afinal não o era.

Já João Pereira opta por explorar a sua omnipresença na Selecção. Está em todo o lado, a toda a hora, desde sempre. Há mesmo relatos do jogador do Sporting afirmando que "aquela Selecção de 86 era bom, sim senhora, mas os vários técnicos, adjuntos e adjuntos de adjuntos de técnicos criaram um mau ambiente", uma coisa horrível, que ainda hoje lhe geram "angustiantes pesadelos" sempre que pensa "nos tempos de Saltillo".

2. É bom, o Wolfie (que não o Amadeus). Mas precisará de entorno.

3. Não tenho. Mas em termos de nomes prometem bastante.

N. disse...

1. Um pormenor é o facto do empate com o Chipre ter sido em Guimarães e não em Braga como ele diz.