Mais um jogo em que os alemães não convenceram, desta vez contra aquela que era a selecção com menos cartel da prova. Mas o que falta aos austríacos em jeito, sobra em energia e em tenacidade e foi assim, correndo e lutando, que os da casa conseguiram assustar os alemães, principalmente no fim da primeira parte. Depois do golo de Ballack, toda a gente percebeu - mas só então - quem passaria à fase seguinte, mas ninguém parou de tentar marcar golos, de um lado e do outro.
Os alemães já não assustam. É certo que têm um grande Ballack, felizmente remetido a uma dupla função que o retira de zonas de remate, têm um Lahm que, quando se lembra, corre como um louco até à baliza adversária se não o pararem, tem um potente e explosivo Podolski e um Klose, que ainda não marcou (é má forma ou está a poupar-se?). É certo que nos são superiores fisicamente, em envergadura, pelo menos, mas... falta-lhes qualquer coisa. Vão ganhar com a mais que esperada saída do inútil Gomez e consequente avanço de Podolski (esta troca vai trazer equilíbrio defensivo), mas não vai chegar.
Vamos provar, nos quartos-de-final, que expirou a validade do corolário de Lineker, depois de os croatas terem aberto as hostilidades.
master kodro
3 comentários:
Eusébio te oiça, Kodro.
Hoje ficou provado: o Gomez não vale um cabelinho do Gomes. E isto, como é óbvio, revela bem a aventesma que Gomez é.
O Gomez não é assim tão mau. Não se pode avaliar um jogador apenas pelos golos que marca ou não marca. Se não não se saberá o que dizer, por exemplo, de Postiga, que no passado marcou 10 ou 11 golos de rajada e depois esteve 3 meses sem marcar. Às vezes as coisas correm mal e falam-se golos escandalosos, como aquele de ontem. Mas, tirando isso, o Gomez é um avançado que se mexe bem e, pelo menos, deixou boas indicações no que toca a tabelar com os médios que entram no meio. Não tem a qualidade de Klose, mas não me parece justo afirmar que é fraco só porque tem estado com a pontaria desafinada e até algo inseguro, do ponto de vista mental, na hora de finalizar.
Nuno,
a minha avaliação do Gomez vai muito além do simples facto de ele marcar golos ou não. Aliás, se virmos o histórico do homem, de falta de golos é que ele não se pode queixar - tem um registo até bastante impressionante. O que eu não gosto nele, além desses lances mais óbvios em que falha golos, é... tudo. Neste Euro, achei-o estático, sem qualquer movimentação inteligente na procura de espaços ou de funcionar com os companheiros. Mas há-de ter qualidade. Quem marca tantos golos como ele tem de ter valor. Eu é que não vi nem uma amostra desse valor neste Euro...
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