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sexta-feira, abril 11, 2014

Narrativas cómicas

Em tons de azul Que Paulo Fonseca, inteiramente moldado pela sua (extraordinária) experiência de pão-e-água no Paços de Ferreira, abdique de dois dos melhores médios que existem no campeonato (e, no caso de Quintero, que passou pelo futebol português nos últimos anos), até se compreende, porque o homem mostrou que não sabe mais do que aquilo fora da zona de conforto. Agora que este senhor que está no Porto, depois de ver o que aconteceu ao outro, depois de ver o que é o futebol do Porto com Quintero, depois do jogo da primeira mão, insiste num trio de meio-campo formado por Defour, Carlos Eduardo e Herrera, presume-se para defender o resultado - e que bem que correu - e ainda consegue ser expulso, algo que nem Quaresma conseguiu, é digno de anedotário.

Em tons de encarnado Sálvio arranca na direita junto ao meio-campo, leva tudo à frente sem deixar prisioneiros, cruza uma bola larga que uma seta chamada Rodrigo aconchega no caminho da baliza, à entrada da pequena área. Neste preciso momento, Cardozo está quase a chegar à linha da grande área. Todo o jogo foi mais um espectáculo de inadaptação aos colegas, à baliza, à bola - ao mundo. Jesus é incapaz de pensamentos tão elaborados, mas, neste momento, colocar Cardozo em campo é bem capaz de ser a vingança perfeita.


Quantos metros perdes em 50? Sálvio assumiu o drible, o sprint e leva a bola; ao lado Cardozo já iniciou o sprint (ok, aquilo...); em baixo, na mesma linha, Rodrigo ainda não começou o sprint, tal como os dois jovens de encarnado que vêm atrás e que vão chegar à área ao mesmo tempo do que Cardozo.


Taça Astrocosmo Não se esqueçam dos palpites até esta noite, às 20:00, hora de início da jornada com o Académica x Vitória de Setúbal.

quarta-feira, outubro 23, 2013

Defour, um acto de coragem

Hoje acordei com esta: «o treinador foi corajoso porque retardou a entrada de Defour». A sério? Depois de perder em casa, com o At. Madrid, o treinador deveria ter trocado Jackson pelo belga e abdicado da vitória (e, provavelmente, antecipado a derrota), logo aos 6 minutos. É isso? E quando assistiu, ou melhor, resistiu ao crescimento do Zenit, já na segunda parte, também foi por coragem?

Paulo Fonseca não age nem reage em tempo útil. Perde-se em indecisões e, quando decide, joga quase sempre pelo seguro. Trocar Licá por Varela, Josué por Defour e meter Ghilas quando o jogo está perdido (vá lá, desta vez conseguiu colocá-lo em campo, antes do minuto 90) não é revelador de coragem. Coragem seria lançar Quintero ou Ricardo, mesmo em inferioridade numérica.

Muito me custa olhar para um onze de tantos milhões e não ver um único jogador capaz de sozinho desequilibrar uma partida. Um jogador cerebral como James ou rápido, para o contra-ataque, forte nos lances individuais, e que ontem tinha feito tanto jeito. Iturbe foi embora. Atsu foi embora. Quintero não joga. Têm deficiências defensivas, dizem. Pois, vão dizer isso a Hulk...

sábado, setembro 28, 2013

Parabéns, Porto

Paulo Fonseca disse, no fim do jogo com o Vitória, que o Porto geriu bem a vantagem. O problema, para além do perigo que seria gerir uma vantagem mínima, é que o Porto começou a gerir a vantagem, quando ela ainda não existia... O Porto não fez uma excelente primeira parte, fez 30 minutos competentes, criando várias situações de golo, e merecia, não os 3-0 que Paulo Fonseca reclama (porque Douglas também joga), mas o golo que foi negado a Jackson pelo poste. Depois da meia hora inicial, a equipa desligou-se do jogo e, excepção feita a um lance individual de Josué, já no minuto 90, não voltou a construir uma jogada digna de registo. Esta equipa parece, aliás, gerida por um interruptor. A determinada altura, alguém desliga a equipa no interruptor (se se lembrou de a ligar) e não há mais futebol para ninguém. Foi assim nos últimos quatros jogos. Valeu à «excelente» exibição e à «boa» gestão um erro do árbitro. Os 120 anos de história do clube não mereciam uma prenda tão embaraçosa.

PS - Vejam a diferença de tratamento (Estoril x Porto em Record, A Bola; Porto x V. Guimarães em Record, A Bola). Não é só o Benfica que vende...

sexta-feira, setembro 13, 2013

Má sorte ser Josué

O jogo de qualificação dos sub-21 portugueses mostrou-nos o reforço da aposta de Rui Jorge numa defesa composta a 3/4 por jogadores do Vitória. João Amorim, Paulo Oliveira e Josué foram os escolhidos para iniciar o jogo que acabou 5x1. Temos, portanto, 3 jogadores titulares naquela que é uma das rampas de lançamento para a selecção A, para visibilidade dos jogadores.

Josué foi titular no Vitória, ao lado de Paulo Oliveira, na Supertaça contra o Porto. Depois de uma derrota absolutamente normal e expectável, vieram as queixas do treinador. Nos 3 jogos do campeonato, já foi Moreno que ocupou o lugar. Livre de Josués, o Vitória ganhou, empatou e foi goleado em casa pelo Vitória sadino (sem Jackson Martinez, Lucho ou Quintero).

O passo seguinte, antes do fecho do mercado, foi a contratação, por empréstimo, de Abdoulaye Ba (para valorizar um jogador alheio, mais conhecido por um campeonato com 4 expulsões do que por grandes qualidades técnicas) e de Jean Pablo, meteórico central que passa por dois clubes por ano, em média, nos últimos quatro.

E, pronto, lá fica o Josué fora da convocatória para o jogo com o Rio Ave. Pode ser, com sorte, que não perca o lugar na selecção. Somos tão ricos, não é?

segunda-feira, agosto 26, 2013

Com tranquilidade

Licá voltou a destacar-se com mais um golo à ponta-de-lança e uma assistência para Jackson, que, mesmo sem estar no seu melhor (falta muito para fechar o mercado?), marca em todos os jogos. A tremideira defensiva em Setúbal deu lugar à tranquilidade (não me lembro de uma oportunidade de golo do Marítimo) e Josué vai afastando, por enquanto, o fantasma dos penalties falhados. Por falar em fantasmas, nota-se muito a ausência de Moutinho? E de James?

PS - Estou muito curioso para ver o que realmente vale este Sporting a todo o gás. Não me surpreenderia que vencesse (o Gil Vicente esteve a 2 minutos de o conseguir, na Luz) nem que o furor dos leões fosse já cortado pela raiz. Já não me lembrava de um derby lisboeta de verdadeira tripla.

segunda-feira, agosto 19, 2013

Quintero + 10

Se o resultado de um jogo de futebol fosse definido apenas pela entrega dos jogadores, o Vitória não teria perdido. Ramón Cardozo e Rafael Martins deram muito trabalho à meio adormecida defesa portista e a forma como a equipa da casa, mesmo em inferioridade numérica, foi à procura do empate merece destaque. Mas há mais do que entrega num jogo de futebol, como Quintero, acabado de entrar, demonstrou, com aquele remate indefensável que virou o resultado. Foi a classe do colombiano e do trio que ele formou com Josué e Jackson a fazer a diferença no Bonfim, por mais areia que José Mota nos queira atirar para os olhos (o penalty sobre Jackson é claro, a agressão de Kieszek a Josué é inequívoca e as dúvidas que existem numa eventual bola que entrou na baliza portista são as mesmas que existiram antes num golo salvo «in extremis» por Rúben Vezo.

PS - Serei só eu a achar que não faz sentido mandar regressar um jogador da Argentina, dar-lhe minutos relevantes de utilização (mais do que tiveram Licá e Ricardo, por exemplo), em todos os jogos da pré-temporada, excepto um (porque ele tinha jogado 90 minutos na véspera), aos quais ele correspondeu com algumas boas exibições, e depois não o convocar para nenhum jogo oficial?

domingo, agosto 11, 2013

Licá, uma agradável surpresa

Confesso que torci o nariz, quando vi Licá no onze inicial. A verdade é que aos 5 minutos Paulo Fonseca já tinha ganho esta aposta. O ex-estorilista fez um golo (à ponta-de-lança) e uma primeira parte de muito bom nível. Lucho e Jackson completaram o trio que fez estragos na defesa do Vitória e trouxe para o Porto a 20.ª Supertaça da sua história.

Paulo Fonseca tem, neste momento, algumas dores de cabeça. Quase todas boas, e que serão menores quando o plantel estiver fechado (Lucho/Quintero/Josué; Defour/Herrera; Licá/Kelvin/Iturbe), e uma muito má: a possibilidade de Jackson sair, admitida pelo próprio, no final do jogo. Esta deve ser a verdadeira dor de cabeça de todos os portistas.

terça-feira, julho 30, 2013

Celta pouco amigo

Um jogo fraco contra o Celta de Vigo e já ouço gente a chorar por Vítor Pereira, o que é curioso, tendo em conta que aquilo que o Porto não fez, num jogo de preparação, não foi mais nem menos do que aquilo que não fez em dezenas de jogos oficiais, nos últimos 2 anos.

A mim as pré-temporadas já não me iludem. É a partir do dia 10 de Agosto que se começa a ver o que o novo Porto vale. E, para esse jogo, há naturalmente a dúvida de quem substitui Moutinho e James, no onze inicial. Eu apostaria em Defour e Iturbe, para começar. Depois, logo se vê como evoluem Herrera, Quintero e Josué (ou Carlos Eduardo) e se chega mais alguém para o ataque (à baliza, não é às pernas de Nolito), uma vez que Atsu não conta.

terça-feira, fevereiro 12, 2013

A grande Peseirada

O homem tem mesmo aquela tendência para a desgraça nas piores alturas... O Braga 2 x 3 Paços de Ferreira foi um espectáculo do caraças, a deixar os amarelos em terceiro lugar, com 34 pontos (mais 3 do que no fim da época passada, em que contava com Luisinho, Melgarejo e Michel) com 4 pontos de vantagem sobre o Braga e 15 sobre o Sporting!

Já agora pergunta-se: e porque é que Josué não tem uma oportunidade de treinar com a selecção?

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Dias felizes

Está para chegar o dia - os dias - em que vai correr mal (desde que não seja contra o Belenenses...). Mas, por enquanto, está a correr tão bem e a superar largamente todas as expectativas, mesmo as mais optimistas, incluindo as minhas. Até Rui Vitória já se parece divertir com a maravilha que lhe está a ser dada: hoje, em Vila do Conde, para além dos habituais (Oliveira, o menos habitual Rodrigues, Ricardo, Matias e Baldé, que já bisa), entrou Luís Rocha (19 anos) no onze, e Josué (20 anos), Gonçalo (22) e, já agora, Crivellaro (23) acabaram a partida no terreno. Resultado? 3x1 no campo do Rio Ave, a equipa que Jorge Mendes encheu de emprestados (seus,) do Benfica, Porto e... Manchester United. É uma obscenidade de jogadores portugueses, jovens, da casa. É um gozo do caraças, dure o que durar.



terça-feira, junho 23, 2009

Pela blogosfera fora

1. A habitual atitude farnerudiana da malta do Entre Dez teve mais um episódio brilhante com esta questão de qualidade que envolve Rochemback, Liedson e o júnior portista Josué Pesqueira.

2. José Marinho festeja um título nacional do Benfica em futebol de praia, quando afinal a coisa era uma mera discussão pelo terceiro lugar (ainda por cima com uma estranha vitória por 4x2 com ainda mais estranho e posterior 2x1 nos penalties, para desempatar a vitória, claro). Em grande, Zé (e obrigado jose).

3. Há um blog novo na praça, chamado Geração Benfica, que também espanta pela lucidez acutilante e resplandecente. Por exemplo, descobriu que o Porto controla 11 dos 18 treinadores da Liga, contra 2 do Sporting e 1 do Benfica, que é Jesus. Manuel Cajuda, que dá entrevistas a dizer que em casa até o cão é benfiquista, é neutro, nestas contas. Diz também que, por exemplo, o Nacional e o Guimarães recebem jogadores do Porto e do Sporting. Os do Nacional são o Halliche e o Fábio Coentrão. Os do Vitória são o Luis Filipe e o Nuno Assis. Genial.

4. O mesmo blog defende o seguinte: "Ou seja, é tão verdade dizer que não venciam no escalão à 20 anos, como dizer que aquela equipa já tinha ganho há 3 anos em Escolas, á dois anos em Infantis, e este ano que passou em Iniciados. Além disso, há o mérito a quem conseguiu superar a "estranhamente crescida" equipa do Sporting: Mister Bruno Lage". Uma vergonha esta gente crescida do Sporting. Lembram-se do senegalês Pape Bakary, o herói do título dos iniciados do Benfica? Poucos dias depois do hat-trick contra o Braga nos iniciados, fez os 20 minutos finais no jogo contra o Porto em juvenis. Esteve perto de marcar. Marcou este fim-de-semana, contra os juvenis do Sporting. É um fenómeno. Mas também não admira, quando nos juvenis tem a companhia do compatriota Paul Keita. Parece-me uma boa ideia apontar o dedo ao Sporting... Para além disso, escrever "há" de três formas distintas na mesma frase, também merece destaque de monta.

5. O vimaranes continua a proporcionar serviço público vitoriano, descobrindo relações bizarras nas contratações do Vitória. Imperdível.

ps - Vimaranes, desculpa-me misturar-te no meio disto tudo. Só quero mesmo dizer que o ponto 5 é o oposto do resto. E obrigado.

master kodro