Se o resultado de um jogo de futebol fosse definido apenas pela entrega dos jogadores, o Vitória não teria perdido. Ramón Cardozo e Rafael Martins deram muito trabalho à meio adormecida defesa portista e a forma como a equipa da casa, mesmo em inferioridade numérica, foi à procura do empate merece destaque. Mas há mais do que entrega num jogo de futebol, como Quintero, acabado de entrar, demonstrou, com aquele remate indefensável que virou o resultado. Foi a classe do colombiano e do trio que ele formou com Josué e Jackson a fazer a diferença no Bonfim, por mais areia que José Mota nos queira atirar para os olhos (o penalty sobre Jackson é claro, a agressão de Kieszek a Josué é inequívoca e as dúvidas que existem numa eventual bola que entrou na baliza portista são as mesmas que existiram antes num golo salvo «in extremis» por Rúben Vezo.
PS - Serei só eu a achar que não faz sentido mandar regressar um jogador da Argentina, dar-lhe minutos relevantes de utilização (mais do que tiveram Licá e Ricardo, por exemplo), em todos os jogos da pré-temporada, excepto um (porque ele tinha jogado 90 minutos na véspera), aos quais ele correspondeu com algumas boas exibições, e depois não o convocar para nenhum jogo oficial?
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segunda-feira, agosto 19, 2013
segunda-feira, janeiro 03, 2011
Porto 1 x 2 Nacional
Quando cheguei a casa, depois de ver os primeiros 70 minutos do jogo, e me disseram que o Porto tinha perdido, eu confesso que fiquei bastante admirado. Não percebia como é que uma equipa que, mesmo com várias alterações no seu onze inicial, tinha dominado o encontro e sido suficientemente competente para justificar a vitória, se tinha deixado surpreender, depois de se ter colocado em vantagem, por um Nacional que passara os minutos que eu vi da segunda parte encostado às cordas. Então, contaram-me. Contaram-me que Kieszek, ainda repleto de espírito natalício, resolveu servir aos nacionalistas uma canja de galinha. E que um tal de Anselmo gostou tanto que voltou para repetir a dose. Já não havia frango, mas havia um tenro Sereno que não deve ter ido nada mal como sobremesa.
Assim foi a primeira derrota do Porto, esta temporada. Não é caso para grandes indigestões (embora eu tenha uma certa pena de ver o meu clube a continuar a investir pouco numa prova que nunca conquistou), desde que, no próximo sábado, a equipa reaja da melhor forma e regresse ao seu registo habitual.
littbarski
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