Se o resultado de um jogo de futebol fosse definido apenas pela entrega dos jogadores, o Vitória não teria perdido. Ramón Cardozo e Rafael Martins deram muito trabalho à meio adormecida defesa portista e a forma como a equipa da casa, mesmo em inferioridade numérica, foi à procura do empate merece destaque. Mas há mais do que entrega num jogo de futebol, como Quintero, acabado de entrar, demonstrou, com aquele remate indefensável que virou o resultado. Foi a classe do colombiano e do trio que ele formou com Josué e Jackson a fazer a diferença no Bonfim, por mais areia que José Mota nos queira atirar para os olhos (o penalty sobre Jackson é claro, a agressão de Kieszek a Josué é inequívoca e as dúvidas que existem numa eventual bola que entrou na baliza portista são as mesmas que existiram antes num golo salvo «in extremis» por Rúben Vezo.
PS - Serei só eu a achar que não faz sentido mandar regressar um jogador da Argentina, dar-lhe minutos relevantes de utilização (mais do que tiveram Licá e Ricardo, por exemplo), em todos os jogos da pré-temporada, excepto um (porque ele tinha jogado 90 minutos na véspera), aos quais ele correspondeu com algumas boas exibições, e depois não o convocar para nenhum jogo oficial?