Paulo Fonseca disse, no fim do jogo com o Vitória, que o Porto geriu bem a vantagem. O problema, para além do perigo que seria gerir uma vantagem mínima, é que o Porto começou a gerir a vantagem, quando ela ainda não existia... O Porto não fez uma excelente primeira parte, fez 30 minutos competentes, criando várias situações de golo, e merecia, não os 3-0 que Paulo Fonseca reclama (porque Douglas também joga), mas o golo que foi negado a Jackson pelo poste. Depois da meia hora inicial, a equipa desligou-se do jogo e, excepção feita a um lance individual de Josué, já no minuto 90, não voltou a construir uma jogada digna de registo. Esta equipa parece, aliás, gerida por um interruptor. A determinada altura, alguém desliga a equipa no interruptor (se se lembrou de a ligar) e não há mais futebol para ninguém. Foi assim nos últimos quatros jogos. Valeu à «excelente» exibição e à «boa» gestão um erro do árbitro. Os 120 anos de história do clube não mereciam uma prenda tão embaraçosa.
PS - Vejam a diferença de tratamento (Estoril x Porto em Record, A Bola; Porto x V. Guimarães em Record, A Bola). Não é só o Benfica que vende...