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segunda-feira, novembro 11, 2013

Play It Again, Sam # 135 - Parenthetical Girls

Hoje não me apetece falar de futebol e, por isso, não vou falar do pão que saltou dos pezinhos açucarados de Lucho para a boca de Jackson, nem de Fernando a encher o campo, com Defour ao lado, à frente e atrás, nem da bicicleta que Mangala foi buscar à garagem, nem das falhas de Otamendi, que já começam a enjoar. Talvez esteja aborrecido porque o registo de Paulo Fonseca já não é o espelho do de Vítor Pereira. Ou talvez me apeteça simplesmente música.

Música: "Sympathy for Spastics"
Álbum: "Privilege (Abridged)", 2013
Interpretação: Parenthetical Girls



terça-feira, outubro 22, 2013

Por linhas tortas

Pois é, o Porto guarda o melhor futebol para a Champions, mas é traído pela sorte e por um disparate de Herrera.

Mesmo com 10, a equipa fez uma primeira parte de bom nível (Fernando fez uma exibição perfeita), superiorizou-se ao Zenit e Lucho estourou no poste a hipótese do Porto sair para o intervalo a vencer. Na segunda parte, veio a erosão do tempo com menos um para lutar, das investidas e dos mísseis de Hulk (que estranho é vê-lo do outro lado), mas também uma bola de Varela desviada pela barra. O nulo, dadas as circunstâncias, não era mau nem rematava mal a história do jogo.

Mas há alguém que não dorme. Aquele golo aos 86 minutos, após um cruzamento teleguiado de um daqueles jogadores que tão pouco agradam a quem passa dia e noite a fazer contas aos equilíbrios defensivos, é uma mensagem dos céus para uma só pessoa, que gere com preguiça, sem rasgo de audácia, que está sempre atrás dos acontecimentos, que se contenta com nada. Pois que se console, agora, com a injustiça que é perder no jogo errado.

domingo, outubro 20, 2013

Excelente?

Paulo Fonseca acha que sim, e eu acho que está tudo dito sobre o grau de exigência do treinador do Porto. O jogo foi um bocejo e terminou com o Tricampeão Nacional atrapalhado com a vantagem mínima. Em casa, contra o último classificado da segunda liga. Ainda assim, gostei das exibições de Ricardo, que (nem sempre bem) foi quem mais agitou o jogo, e de Fernando, para quem não há competições de primeira nem de segunda.

PS - Futebol a sério, em França e em Inglaterra. Uma delícia.

segunda-feira, setembro 02, 2013

Porto complicou

Vitória sofrida, muito por culpa própria, devido ao desperdício no ataque (Jackson precisou de umas 6 tentativas para marcar) e aos erros defensivos incompreensíveis de Fucile e de Maicon (é nestas alturas - que valem campeonatos - que Helton é perdoado pelos frangos que, às vezes, nos obriga a comer). Fernando fez um jogo para esquecer (ou para se lembrar das suas confrangedoras limitações ofensivas). Licá mantém o registo: um jogo bom, um jogo banal. Lucho e Defour foram invisíveis. Alex Sandro foi demasiado visível (mas, ainda assim, dos melhores). Ricardo entrou muito bem no jogo. E depois há aquele miúdo que continua a maturar no banco, mas que quando entra faz a diferença, com uma simplicidade e uma precisão impressionantes: uma assistência para golo, que só não foi um par delas, porque Jackson se atrapalhou com a bola.

domingo, abril 21, 2013

Metas volantes e prémios de montanha

Sprint do Porto, em Moreira de Cónegos, e uma vitória clara, com golos de Fernando e de Jackson - que (espero) fez as pazes com a baliza. Nesta altura do campeonato, mais do que jogar bem, importa ganhar e esperar que aconteça ao Benfica (que, pelos vistos, vai levar os leõzinhos da B à montanha) aquilo que ia acontecendo a Vítor Pereira (se é que não aconteceu)...

quarta-feira, abril 03, 2013

Três pormenores de um jogo com pouco interesse

1 - O golo de Fernando, que correu o campo de uma ponta à outra, começando, desenvolvendo e finalizando a jogada.
2 - A assistência de Castro, de calcanhar, para o golo de Defour.
3 - O penalty de James. Não sei se a momentânea lesão de Jackson caiu do céu ou se já estava planeado assim. O importante é que se ponha fim aos penalties desperdiçados.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Fora de jogo...

... Ou, pelo menos, da discussão pela vitória, esteve um Málaga completamente inofensivo. Isco, Saviola (no banco), Joaquín e Cia. já mostraram ser capazes de bem mais. Ainda assim, a defesa menos batida da liga espanhola manteve-se forte e, apesar de o jogo ter apenas um sentido, o Porto não conseguiu criar muitas situações flagrantes de golo: Izmailov falhou na cara de Caballero, Fernando chegou atrasado a um desvio de cabeça de Varela e, claro, a que Moutinho converteu (e que nuestros hermanos choram, contando apenas uma parte de uma história que ainda haveria de ter Weligton e Jackson como protagonistas, na grande área do Málaga). O 1-0, sendo um resultado magro, tem a virtude de deixar para o La Rosaleda o golo que vale por dois. Espero que o Porto não o falhe.

segunda-feira, agosto 20, 2012

Agarra-me se puderes

Um minuto depois de Fernando sair, deixando o meio-campo do Porto reduzido a 50% de Moutinho, ainda em ritmo de pré-temporada, e 10% de Lucho (a idade não perdoa e as pilhas duram cada vez menos), o Gil Vicente teve a sua primeira oportunidade de golo. A ideia foi colocar mais gente na área, juntando Kléber (que pareceu jogar agarrado, mas agarrado, mesmo, durante o tempo todo) a Jackson e apostando na irreverência de Atsu no lado esquerdo do ataque. Eu preferia ter visto James no lugar de Lucho, mantendo Fernando em campo e reduzindo as hipóteses de o Porto ser surpreendido em contra-ataque. Quem não precisa de férias nem de pré-temporada é Hulk. Chegou, fez dois treinos e entrou no onze para render mais do que todos os outros. Foi pouco (e, se até o dia 31 o Incrível sair, vai ser ainda menos). O Porto perdeu uma boa oportunidade de se desgarrar da concorrência, logo na jornada inaugural da Liga.

littbarski

domingo, abril 01, 2012

Regresso à liderança...

... depois da derrota (injusta) do Braga na Luz, com Rolando no banco, Maicon no seu lugar e sem sobressaltos na defesa (coisa rara, nos últimos jogos). Fernando é importantíssimo a defender, mas continua a falhar passes, em zona proibida. Lucho, mesmo em baixa rotação e sem pernas para o jogo todo, continua a ser decisivo. James pode fazer a diferença a qualquer momento (e é por isso que deve ser titular). Hulk só não desequilibrou porque Fabiano brilhou do outro lado. Talento não falta. Falta consistência. Ter Moutinho ajuda, mas não chega. Eu apostava no mesmo onze, em Braga.
 
littbarski

sábado, junho 18, 2011

Schaars e o polvo

Schaars É o nome da semana. Não é todos os dias (anos) que um clube português consegue contratar um internacional holandês, a custo reduzido. Em teoria, um grande reforço. Para o Sporting, então...

O Polvo O jornalista de Record que escreveu esta notícia deve pensar melhor no que faz, porque, em Portugal, quando se diz ou escreve "polvo" e não se está a referir ao bicho, há pessoas que se ofendem (mesmo quando confirmam que fazem aquilo de que as acusaram) e instâncias jurídicas que decretam que a palavra polvo ou é um bicho ou uma organização criminosa. Cuidado, pá.

master kodro

domingo, abril 04, 2010

Porto 4 x 1 Marítimo

Como perfeita ilustração da época dos dragões, nada melhor do que entrar em campo a perder, ainda antes dos 30 segundos de jogo, após um disparate de Fernando à frente da área, que Taka aproveitou com um excelente remate, para, pouco depois, produzir um golo fabuloso pelos pés de Falcao. O colombiano alcançou a marca "mítica" dos 20 golos na Liga, em época de estreia, e para tal teve a ajuda preciosa de Hulk (mais um golo, uma assistência e uma excelente exibição) e de Guarin (juro que nunca o tinha visto jogar como ontem). O jogo podia ter um resultado ainda mais parecido com um de hóquei em patins se o prometedor jovem Kléber tivesse um pouco mais de critério na hora do remate, mas Helton esmerou-se.

master kodro

quarta-feira, abril 15, 2009

Dragão sem chama

Por uma vez, percebi o que os não-benfiquistas passam quando o circo mediático eleva o clube encarnado a píncaros nunca vistos, atropelando a lógica e a razão do debate futebolístico. Foi uma semana como raras vezes assisti no jornalismo desportivo nacional. A exibição positiva em Old Trafford foi transformada em resultado épico (esquecendo por exemplo feitos semelhantes ou superiores de Benfica e Sporting em terras britânicas). Fernando e Hulk foram comparados aos melhores do mundo. E a qualidade magistral do Porto foi de súbito descoberta. Falou-se do "favoritismo portista". Descobriram-se estatísticas que garantiam o apuramento. Cheguei mesmo a ouvir que o Porto era agora um sério candidato a ganhar a Champions.

A realidade, claro, é mais crua. Este Porto é a melhor equipa nacional, mas ainda lhe falta "um bocadinho assim" para eliminar formações com outros argumentos. No jogo mais importante do ano, não foi capaz de criar uma única oportunidade clara de golo frente a um adversário matreiro, e muito inteligente no modo como geriu a sua vantagem. Foi eliminado com justiça, numa eliminatória que honra os portistas, mas que serve também para mostrar as limitações do plantel. Hulk é bom, mas ainda não é excelente. Fernando ainda precisa de crescer. Cissokho promete, mas falta-lhe objectividade. E com franqueza, vejo alguns problemas ao nível de banco para estas andanças (repare-se que o Man Utd nem sequer usou Tevez, por exemplo).

Nada disto anula uma boa prestação global dos azuis na Champions. Mas, por favor, não queira o Porto reclamar um falso pedestal. Durante anos os adeptos criticaram o endeusamento de que o Benfica era alvo na imprensa. Por ironia do destino, repetem-se os mesmos hábitos, apenas com nomes diferentes. O resultado é negativo para toda a gente: para os jornalistas, divorciados da realidade; para os adeptos, iludidos pelas parangonas que lhes servem; e para os observadores, confusos pelo circo que os rodeia.

katanec

terça-feira, abril 07, 2009

Manchester United 2 x 2 Porto

Ora aí está. Só faltava saber de que forma Bruno Alves ia ser decisivo. Agora já sei.

Grande primeira parte do Porto, público incluído (onde é que é o jogo mesmo?...), principalmente no fim da primeira parte, a puxar por Bruno Alves, que ainda me está a dever um golo.

Espero que tenhas apostado os 50 no Tevez, Ricardo... O jogo ainda não acabou mas nada apagará o que aconteceu até agora. Exibição colectiva de grande nível do Porto, com exibições magníficas de Fernando, o melhor, Helton, Cissokho e Rodriguez.

E pumba. O Porto empata. Mariano... Muito bom, muito bom.

master kodro

quarta-feira, janeiro 07, 2009

As falhas do novo líder

Como hoje descobri uma vertente que estava oculta, resolvi escrever um post sobre aquele que, aparentemente, é o meu clube. A baliza está bem entregue a Helton, mas nas laterais defensivas há um problema que ninguém consegue resolver. Tem sido absoluta a incompetência para comprar laterais que cumpram (quanto mais que brilhem) e a venda de Bosingwa fez alastrar o problema às duas faixas. Fucile vai cumprindo, ora numa ora noutra (mas alguém que acha que até ele seja o homem?), mas Sapunaru, Lino e Benitez, como, por exemplo, Sonkaya ou Cech (este ainda cumpriu no meio-campo) num passado recente, foram verdadeiras catástrofes. E a recente opção por Pedro Emanuel na lateral esquerda parece-me um verdadeiro tiro no pé, que, mais tarde ou mais cedo, vai fazer doer.

A saída de Paulo Assunção também ainda não foi devidamente colmatada. Fernando é voluntarioso (há algum médio defensivo que não o seja?) mas deixa muito a desejar na hora do passe, logo ele que gosta tanto de integrar o jogo ofensivo dos dragões. Na última partida contra o Nacional, voltei a ver perdas de bola infantis e passes inexplicavelmente à altura da canela para companheiros de equipa a dois metros, sem oposição. Meireles e Lucho são intocáveis, embora o argentino esteja a fazer a pior época desde que chegou a Portugal (é má forma ou vontade de ir embora?).

Sobram dois, porque Lisandro não tem discussão (ao centro, claro, os ocasionais desvios para a ala não se compreendem porque retiram o goleador do seu habitat natural e Hulk de onde mais desequilibrou até agora). Depois há Hulk que surpreende positivamente depois da gozação generalizada. É um daqueles "egoístas" que aparece nas listas dos goleadores e das assistências para golo. Aquele pé esquerdo, que parece uma pá, um 46 largo certamente, é um mistério da natureza. Rodriguez, apesar dos momentos fantásticos - mas têm sido apenas isso, momentos - tem sido, para mim, o mais fraco do trio. Esse sim só tem pensado no que o seu remate pode fazer, esquecendo-se vezes sem conta do que o rodeia. Também é verdade que enquanto for resultando em golos ( e têm sido alguns) como o deste fim-de-semana, nenhum portista se vai chatear muito com isso, de certeza.

ps - Esta noite, quando o Benfica bater o Vitória com dois golos de Cardozo (um de penalty, após falta de Gregory), convidamos os "Verdadeiros Benfiquistas" a insultarem devidamente este blogger, mas pedimos originalidade e ausência de asneiredo. Aceitam-se insultos, mas com um mínimo de dignidade e qualidade, por favor.

master kodro