Esta aposta do Benfica no mercado sérvio é algo que agrada à malta do 442, dado que somos apreciadores da mão de obra que vem daqueles lados. Contudo, e apesar das capas de jornais, desconfio que o timing não terá sido o mais acertado.
Para começar, estamos a falar de um grupo de jogadores que já está fora do Mundial, o que não se enquadra na política de vendas da SAD, por ser extremamente dependente da visibilidade que estes palcos possibilitam. Depois, há indicadores que merecem uma leitura atenta:
- esta Sérvia está a 14 pontos da Bélgica e a 9 da Croácia;
- tem mais 1 ponto do que a Macedónia e 2 do que o País de Gales (que têm menos 1 jogo);
- a defesa da Sérvia na qualificação foi composta por Ivanovic (Chelsea), Nastasic, Kolarov (ambos do Manchester City) e Bisevac (Lyon) ou Subotic (Dortmund), o que não é propriamente um enquadramento fraco;
- do meio campo para a frente, os mais utilizados foram Tosic, Tadic, Fejsa, Djuricic, Ignjovski e Markovic (a larga distância dos outros);
- a estes juntou-se, no último jogo, Matic, até agora afastado por questões de relacionamento, que fez questão de celebrar com uma expulsão.
Pode ser tudo um conjunto de infelizes coincidências, mas não é descabido ponderar se não terá sido um grande disparate. Mesmo que o fora-de-série, novo Messi e novo Eusébio vá disfarçando a coisa.