Luís Freitas Lobo resumiu ontem na RTP N a situação leonina com esta frase: "Neste momento Carlos Carvalhal é o departamento de futebol do Sporting".
A fragilidade da estrutura tem correspondência na escassez de símbolos. Há dias, na antevisão do derby, um estação de televisão entrevistou Humberto Coelho, antigo seleccionador nacional, central histórico de Portugal e do Benfica. Pelo Sporting falou Jorge Gabriel.
E de facto quem são os antigos jogadores, os potenciais símbolos, que se assumem claramente sportinguistas no universo dos media e defendem o clube com regularidade? Há o maior de todos, o verdadeiro leão, Manuel Fernandes. Também Sá Pinto. A partir daí é o quase deserto: Carlos Xavier, Litos, Venâncio, Filipe Ramos...
Dos mais recentes, Figo só fala para dizer que não regressa, Peixe alinhou por Benfica e FC Porto, Iordanov acabou em tribunal, Cristiano Ronaldo trata o Sporting com o distanciamento que dedica a Benfica e FC Porto, Nani idem, Quaresma acaba de sair do FC Porto, Simão foi capitão do Benfica, Hugo Viana está no agora rival Braga, Rui Jorge não se ouve, mesmo Paulo Futre, que é apontado como possível director desportivo, tem um passado ligado ao FC Porto e ao Benfica, não pondo os pés em Alvalade provavelmente há anos.
O défice de massa crítica é notório.
kovacevic