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segunda-feira, junho 17, 2013

A pouca-vergonha entre Paços e Porto e a naturalidade da contratação anunciada de Steven Vitória

A pouca-vergonha 1 A vergonha começa na escolha do estádio para disputar o playoff da Champions. Porque raio há-de o Paços de Ferreira escolher o estádio licenciado mais próximo do seu? Porque raio há-de querer jogar em casa mais próximo do local de residência dos seus sócios e adeptos, no mesmo distrito? Porque raio não disputam esta partida no Algarve, que na altura da eliminatória deve ter mais adeptos do adversário do Paços na Champions do que do próprio Paços? Uma vergonha.

A pouca-vergonha 2 A vergonha continua na escolha do treinador. Costinha, esse desconhecido do futebol mundial, que não consegue juntar 3 palavras com mais do que duas sílabas, com poucos contactos e que não conseguiu tirar o Beira-Mar com problemas financeiros do último lugar, em que já estava antes da sua chegada, vai treinar o europeu Paços. E todos sabemos onde jogou Costinha... Normal seria o Paços de Ferreira contratar um ex-treinador dos juniores do Benfica e ex-treinador da equipa-satélite do Benfica que pudesse continuar a treinar David Simão e Nélson Oliveira. Isso sim é o oposto da pouca-vergonha e de relações de dependência entre clubes, contribuindo para a transparência e verdade desportiva.

A naturalidade de uma contratação anunciada Por outro lado, do lado da luz e da transparência absoluta, em contraponto ao das trevas que assolam o futebol português, Steven Vitória, que sabe do interesse público do Benfica desde pouco antes da partida entre Benfica e Estoril para o campeonato (na qual fez uma excelente exibição), assinou, finalmente, pelo Benfica e está muito feliz. Os indignados com a pouca-vergonha entre Paços e Porto lembram que Vitória foi dos melhores em campo e esquecem que a questão não se põe do lado dos jogadores, deve por-se do lado de quem os provoca: quem as faz, naqueles momentos, sabe exactamente o condicionamento que pretende criar nos jogadores; Steven Vitória teve arcaboiço para aguentar, mas, por exemplo e em situações semelhantes, Jorge Ribeiro e Makukula falharam penalties, Vitor acabou expulso e fez-se expulsar antes de outro jogo, Jardel nem jogou.

A minha dúvida é se os indignados se esquecem. São 10 anos de propaganda a metralhar todos os adversários directos (já passou pelo Vitória, Sporting, Braga) com o apoio de pessoas importantes da comunicação social e outros meandros, logo é preciso compreender o efeito que estas campanhas têm.

quinta-feira, junho 06, 2013

Taco a taco, mas o taco é do Steven Vitória

Prémio Casa Pia O Beira-Mar ficou com o lugar menos desejado da Liga, o que foi antecipado pelo Tomé, Insurrecto, Carlos, Meszaros e Gil. Agora adivinhem quem foi a equipa mais escolhida no início da época por 11 candidatos a bruxos? O europeu Estoril... Grande Marco Silva.

Prémio Ricardo Quaresma João Moutinho foi o homem do passe de ouro e só chegámos a essa conclusão graças à preciosa ajuda do Littbarski. O benfiquista Hugo França foi o único a acertar.

Prémio Mamadu Bobó O sucessor do grande Abdoulaye Ba, o homem do poker de expulsões da época passada, é o one man show da Liga, que celebra os golos ao melhor estilo de um Miguel Cabrera a fabricar um home run: Steven Vitória. Ele foi o defesa mais concretizador, o segundo melhor marcador de penalties e o Mamadu Bobó da época 2012/13. O Riga foi o único a acertar num prémio que vale 15 pontos, mas que devia valer 50.

Actualizações: Prémio Casa Pia (último classificado da Liga), Prémio Ricardo Quaresma (jogador com mais assistências para golo na Liga), Prémio Mamadu Bobó (caceteiro mor da Liga)

O que falta: Os golos. O Prémio Mário Jardel para o melhor marcador da Liga e o Prémio Óscar Cardozo para o melhor marcador em jogos de todas as competições de clube. Estão 30 pontos em jogo, pelo que já só há 8 candidatos ao título.

223 tomé silva, carlos
205 unas, n
198 insurrecto
197 zemis
196 luciano rodrigues
195 littbarski
---------------------------------
190 juzenani
181 pipolinus
176 último, master kodro, férenc meszaros
175 xanana
174 ricardo chaves, margarida martins
173 one82
166 riga
164 mister leiria
163 gil von doellinger
162 pipos
160 hugo frança
158 hélder brito
155 josé rialto
147 luissm
142 falcoeiras
133 hugo mocc

sexta-feira, abril 19, 2013

Steven Vitória no Benfica?

O Benfica quer juntar os dois melhores marcadores de penalties deste campeonato. Vamos ver se não acontece nada ao central até à 28.ª jornada do campeonato como, por exemplo, aconteceu a Vítor desde que ficou orgulhoso com a associação do seu nome a uma transferência para a Luz.

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Estoril x Benfica revisitado

Li ontem um interessante artigo sobre o Estoril x Benfica de 2004/2005 no maisfutebol. Lembra aquele extraordinário Mantorras que, meio coxo, entrava para decidir jogos e que levava os benfiquistas à pura loucura (e os adversários ao desespero), que antes do famoso jogo no Algarve, o Benfica tinha mais 1 ponto do que Sporting e Braga e 4 do que o Porto e que "Houve muitos berros pela mudança de estádio e porque José Veiga, então diretor-desportivo do Benfica, tinha sido até outubro de 2004 accionista dos estorilistas".

Não refere tudo: não refere que o Estoril tinha feito, até ao momento, 21 dos seus 26 pontos na Amoreira; que António Figueiredo, ex-dirigente do Benfica, então presidente da SAD do Estoril justificou a alteração de estádio porque só o Benfica tinha solicitado 10.000 bilhetes (para um estádio com 6.000 lugares) e porque os benfiquistas do Algarve não viam o seu clube a jogar há muito tempo; não refere que as 3 empresas que "compraram" as acções de Veiga tinham sede no mesmo andar de um escritório de Londres e que reconduziram António Figueiredo na SAD do Estoril; não refere que o presidente do Estoril-clube dizia em público, poucos dias após o jogo, "Parece que o senhor Veiga detém 49 por cento, mas nem a CMVM consegue perceber. Portanto...".

Não refere que, três anos depois, em 2008, João Lagos comprou essas acções a essas empresas, assumindo uma dívida de José Veiga ao Finibanco. Mas esse valor inviolável da verdade desportiva e o recurso à investigação criminal é algo que se aplica apenas a alguns casos, como é óbvio.