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segunda-feira, agosto 06, 2012

Ganhar, não ganhar, só ganhar

- Brasileiros e espanhóis defrontam-se hoje no torneio olímpico de basquetebol para decidir a segunda posição do grupo. O problema é que quem ganhar apanha os Estados Unidos nas meias-finais e quem perder só se cruza (se ganhar as eliminatórias, em qualquer dos casos) com o bicho papão na final. Ganhar ou não ganhar, eis a questão.

- É interessante a discussão em torno dos feitos de Phelps. De facto, nem todas as modalidades permitem o ganho de tantas medalhas. Mas ele fez um pouco mais do que isso e é isso que (quase) ninguém consegue - estar no topo, durante tanto tempo e sem falhas: em três torneios olímpicos ganhou 6, 8 e 4 títulos; em 23 provas olímpicas, só falhou a medalha uma vez (na primeira prova deste ano e ficou em quarto); pelo meio ganhou 25 títulos de campeão mundial. E fica-lhe bem a humildade.

master kodro

terça-feira, julho 24, 2012

USA 100 x 78 Espanha

Aquele parcial de 13 x 22 deu-me esperanças. Não sei porquê, mas deu. É uma questão de juntar as vitórias por números aproximados com o Brasil e, principalmente, com a Argentina; a pobreza (relativa) das posições interiores; e um parcial de 13 x 22, com triplos, com Navarro em recuperaração e com Ibaka. É mesmo para esquecer. Até sem ninguém de base nas posições 4 e 5 em campo eles partem tudo.

master kodro

domingo, julho 01, 2012

2012 Olympic Basketball Fantasy - posições

Argentina


PG Facundo Campazzo; Pablo Prigioni
SG Emanuel Ginobili
SF Carlos Delfino; Hernan Jasen; Marcos Mata; Andres Nocioni
PF Leo Gutierrez; Luis Scola; Federico Kammerichs
C Juan Gutierrez; Martin Leiva

Austrália

PG Adam Gibson
SG Peter Crawford; Matt Dellavedova; Patrick Mills
SF Joe Ingles; Brad Newly
PF David Barlow; Matt Nielsen; Mark Worthington
C David Andersen; Aron Baynes; Aleks Maric

Brasil

PG Marcelinho Huertas; Raúl Neto; Larry Taylor
SG Leandro BarbosaAlex Garcia; Marcelo Machado
SF Guilherme Giovannoni
PF Tiago Splitter; Marcus Vieira
C Nené Hilário; Caio Torres; Anderson Varejão

China

PG Jianghua Chen; Wei Liu
SG Shipeng Wang
SF Ailun Guo; Yue Sun; Li Yi; Fangyu Zhu
PF Jinhui Ding; Jianlian Yi; Peng Zhou
C Zhizhi Wang; Zhaoxu Zhang


Espanha

PG Jose Calderon; Sergio RodriguezJuan Carlos Navarro
SG Rafael MartinezFernando San Emeterio; Sergio Llul; Victor Sada
SF Rudy Fernandez; Sergi Vidal
PF Felipe Reyes; Victor Claver; Pau Gasol
C Marc Gasol; Serge Ibaka

Estados Unidos da América

PG Chris Paul; Russell Westbrook; Deron Williams
SG Kobe Bryant; James Harden
SF Carmelo Anthony; Kevin Durant; Andre Iguodala; Lebron James
PF Anthony Davis; Kevin Love
C Tyson Chandler

França

PG Tony Parker
SG Yannick Bokolo; Fabien Causeur; Nando de Colo
SF Nicolas Batum; Mickael Gelabale; Yakhouba Diawara
PF Boris Diaw; Ali Traore; Florent Pietrus
C Kevin Seraphin; Ronny Turiaf

Grã-Bretanha

PG Andrew LawrenceNate Reinking
SG Kyle JohnsonMike Lenzly
SF Luol Deng; Andrew Sullivan
PF Kieron Achara; Robert Archibald; Daniel Clark; Joel Freeland
C Eric Boateng; Pops Mensah Bonsu

Lituânia

PG Mantas Kalnietis; Sarunas Jasikevicius
SG Rimantas Kaukenas; Martynas Pocius; Reinaldas Seibutis
SF Linas Kleiza; Jonas Maciulis; Simas Jasaitis
PF Paulius JankunasDarius Songaila
C Jonas Valanciunas; Antanas Kavaliauskas 

Nigéria

PG Anthony Skinn; Ade Dagunduro
SG Chamberlain Oguchi; Richard Deane Oruche
SF Al-Farouq AminuKoko Archibong; Derrick Obasohan
PF Ekene Ibekwe; Ike DioguEjike Christopher Ugboaja
C Alade Aminu; Olumide Oyedeji

Rússia

PG Dmitriy Khvostov; Aleksey Shved
SG Sergey Karasev; Evgeny Voronov; Anton Ponkrashov; Vitaliy Fridzon
SF Victor Khryapa
PF Semen Antonov; Sergey Monya; Andrey Kirilenko
C Timofey Mozgov; Alexander Kaun

Tunísia

PG Omar AbadaMarouane Kechrid; Marouan Laghnej; Zied Toumi
SG Lassaad Chouaya; Mourad El Mabrouk; Amine Rzig
SF Amine Maghrebi; Sofian M'Rad
PF Macram Ben Romdhane; Mohamed Hadidane
C Mohamed Ghyaza; Salah Mejri; Radhouane Slimane

quinta-feira, junho 24, 2010

Dos EUA ao Gana

Grupos C e D resolvidos hoje, com muita emoção (e bom futebol) à mistura. Os EUA apuraram-se com todo o mérito, apesar das arbitragens deficientes e de alguma falta de sorte (poderiam ter ganho perfeitamente os três jogos). É uma equipa compacta, com enorme coração e transições rápidas, cujas únicas pechas me parecem ser a ausência de um "10" e alguma incapacidade para jogar eficazmente em ataque organizado. De qualquer forma, quem tem aquele Donovan (bem secundado por Bradley, Altidore e Dempsey), tem tudo. No outro confronto, a Inglaterra ganhou e segue em frente, mas pelo que vi no resumo, voltou a ter uma prestação pobre. Será que Capello pretende aplicar a fórmula italiana e assim chegar longe?

No Grupo D, a Alemanha confirmou o favoritismo e mostrou que o desaire com a Sérvia foi um azar de percurso. Os alemães continuam a ser uma das equipas mais entusiasmantes da prova, com um super-Özil a comandar um onze cheio de automatismos, combinações rápidas e pleno envolvimento dos laterais nas manobras atacantes. Grande jogo em perspectiva contra a Inglaterra (terei a sorte de estar em Berlim nesse dia).

Apurado também um sortudo Gana, que pouco tem mostrado. Venceu uma Sérvia disparatada (aquele penalty...), empatou contra uma Austrália reduzida a dez uma hora, e foi derrotada pela Alemanha. Será (provavelmente) a única equipa africana apurada para a fase seguinte, comprovando o desastre do continente negro nesta prova (apesar dos prognósticos favoráveis - cheguei mesmo a ouvir David Borges a apostar num triunfo africano neste ou no próximo Mundial): 2 vitórias em 16 jogos e um rol de eliminações precoces.

Nota breve para os quatro eliminados do dia. Da Argélia, gostei do lateral-esquerdo Beladjh (o resto é fraquíssimo). Da Eslovénia, gostei do contra-ataque (não justificava mais que um terceiro lugar no grupo). Da Austrália, destaque-se a combatividade (mas também a desorganização defensiva). A Sérvia desiludiu profundamente, nunca mostrando regularidade para estas andanças (apesar de um magnífico Krasic).

katanec

sábado, junho 19, 2010

Da Sérvia à Inglaterra

1. Os outros também jogam à bola. Analistas, comentadores e treinadores ressentidos (sim, estou a falar de Manuel José) descobriram nos últimos dias que afinal equipas fortes podem empatar (ou até perder, imagine-se) com formações menos cotadas, apesar de não serem treinadas por Carlos Queiroz. Aconteceu assim com a Alemanha, uma das melhores na primeira jornada, mas ontem manietada por uma Sérvia coesa e atrevida q.b., com um irrequieto Jovanovic e um desequilibrador Krasic. Registe-se porém que a arbitragem miserável, os falhanços de Podolski e as defesas de Stojkovic (donde conheço este nome?) ajudaram à festa...

2. Ao fim do dia, outra surpresa (e Queiroz novamente ausente deste filme), depois de prestação degradante da Inglaterra. É verdade que os argelinos foram compactos e muito solidários, que têm um magnífico lateral-esquerdo (Beladjh) e beneficiaram de uma óptima actuação de Yebda (até irritou ver quanto jogo cortou), mas deu pena assistir à total incapacidade dos ingleses em responder a estes desafios. Não há quem planeie manobras ofensivas, não há cruzamentos de qualidade, não há tabelas, não há desequilíbrios colectivos, não há génio individual. E, acima de tudo, não há alma. Quo vadis, Inglaterra?

3. Pelo meio, partida vibrante entre EUA e Eslovénia, com resultado justo. Primeira parte muito boa dos europeus, com um excelente Birsa e um notável aproveitamento do muito espaço concedido pela retaguarda americana. O segundo tempo trouxe uns EUA mais equilibrados no meio-campo e decididos a inverter o resultado - o que foi possível sobretudo pelos méritos de Donovan (ainda um grande jogador) e de Altidore (a forma como domina a bola e arrasta os defesas pode fazer deste avançado um caso sério). Continuo a achar que os americanos vão passar, mas os eslovenos estão claramente na corrida.

katanec

sábado, junho 12, 2010

Inglaterra 1 x 1 Estados Unidos

A Inglaterra, na verdade, parece uma selecção de cinco: Terry, Cole, Lampard, Gerrard e Rooney representam o brilho da Premier League e da pátria do futebol, os restantes são do mesmo saco que os clubes portugueses costumam eliminar com uma perna nas taças europeias.

Esperava-se de Capello a arte para transformar um plantel de ricos e remediados numa equipa equilibrada e homogénea, mas a selecção inglesa foi quase sempre inferior tacticamente ao adversário, que continua a chamar soccer ao desporto mais bonito do mundo. Esta é, provavelmente, a verdadeira surpresa: um grupo de norte-americanos percebeu melhor os princípios do jogo aplicados a estes 90 minutos do que o treinador italiano que levou o Milan a campeão europeu em 1994.

Mesmo sofrendo um golo aos quatro minutos, por Gerrard, os Estados Unidos agiram com a confiança de quem sabe onde descobrir a felicidade, o que aliás respeita a essência do american way of life. A terminar a primeira parte, Dempsey viu em Green um aliado, num frango impensável a este nível, mas fica a sensação de que o empate era uma inevitabilidade, mesmo não fazendo sentido no desporto made in USA.

Nos segundos 45 minutos, os comandados de Capello intensificaram o volume ofensivo, embora encontrando forte resistência numa defesa bem comandada por Onyewu. Podia ter dado vitória para Sua Majestade, mas seria Altidore a protagonizar a oportunidade de golo mais evidente, quando atirou ao poste, numa noite em que Rooney raramente se libertou e pareceu demasiado longe da baliza.

kovacevic