Mais talento individual, mais espontaneidade, mais espectáculo. Menos organização, como se viu, por exemplo, no lance do golo de Thiago Silva. A Colômbia sai, a marca de James fica, pelos golos que marcou (é, neste momento, o melhor marcador do Mundial) e deu a marcar, por aquilo que fez a Colômbia jogar. Foi ele quem ontem tentou pôr ordem na casa e levar a equipa para a frente. Não chegou, porque era o Brasil, omnipresente, pentacampeão, anfitrião, com 200 milhões de brasileiros por trás - e Scolari, reconheça-se, sabe tirar partido disto. Mas, sem Neymar, a selecção brasileira perde a sua principal arma para o confronto com uma Alemanha que será bem mais organizada do que a Colômbia e que também sabe ganhar por meio a zero.
5 comentários:
Não resisto a reproduzir aqui um comentário do André Pinto que eu li no Pobo do Norte:
«A Colômbia é a maravilha deste mundial, a selecção que tem aquele imponderável e desprezo nobre pela estratégia, transpirando toda ela talento. Por isso mesmo está fadada para ser sacrificada no altar da estética, não no da glória desportiva.»
James foi, sem duvida e por larga margem, a figura desta Colômbia. Não acho que tenham estado assim tão maravilhosamente bem nos jogos restantes, e neste pouco ou nada se viram.
James não foi excepção, praticamente não esteve em jogo. Quando digo isto nada tem a ver com ter ou não ter bola. A bola até lhe chegou muitas vezes mas, ao contrario dos jogos anteriores, não mostrou maturidade para pensar melhor o jogo. Tem neste jogo, uma percentagem gritante de passes de ruptura (ou "verticais", como gostam de dizer agora os iluminados das tv's), falhando quase sempre. Muitas vezes o jogo colombiano pedia uma simples mudança de flanco, e James lá tentava mais uma vez o passe pelo meio. Demasiadas decisões erradas, que não se lhe viram nos outros jogos...
O Brasil passa com mérito, mas não é este jogo que apaga a marca que a Colômbia deixou neste mundial.
Para as meias finais, sou europeu.
Não esteve em jogo pois cada vez que pegava na bola, lá vinha o Fernandinho ou outro dar no osso.
Quando os sarrafeiros o deixaram, lá saiu um passe para o lance do penalti
Hugo, é verdade que o arbitro foi complacente com alguma agressividade excessiva dos brasileiros, mas isso não implica que em quase 20 passes de ruptura que o James tentou, tenha uma percentagem de acerto a rondar os 30%, e as que acertou nem todas são boas decisões porque não foram passes para o companheiro com melhor probabilidade de sucesso (por estar marcado de muito perto pelos centrais).
O passe no lance do penalty acaba por ser a excepção que faz a regra.
Para mim, no capitulo da tomada de decisão, James esteve muito mal, neste jogo. Se o jogador tem capacidade para fazer passes de ruptura que poucos conseguem fazer, deve fazê-los quando as circunstancias são as melhores para o sucesso da equipa. Isso diferencia um jogador muito bom de um jogador de topo. James é de topo, simplesmente não o foi neste jogo.
De acordo, mas se calhar outro factor que contribuiu para isso foi o Jackson com quem ele se entende melhor ter ficado no banco em detrimento do Teo.
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