Do renovado México de Miguel Herrera faz parte o renovado Hector Herrera. Três jogos, três boas exibições e um contributo importante para o apuramento dos mexicanos para os oitavos-de-final do Mundial. Mais do que a transformação táctica (que Luis Castro também operou no Porto), o médio mexicano parece ter encontrado em casa a confiança e a motivação que lhe faltaram na Invicta.
O processo, salvaguardadas as devidas distâncias, é semelhante ao que ocorre com Neymar: no Barcelona, fez - tal como o clube - uma época abaixo das expectativas e reparte a titularidade com Pedro Rodriguez e Alexis Sanchez; no Brasil é intocável e justifica esse estatuto sendo consecutivamente o melhor elemento do escrete.
O inverso acontece com Hulk: decisivo nos clubes, não consegue afirmar-se na selecção. A sensação com que fico, sempre que vejo o Incrível jogar com a amarela brasileira, é que o peso da camisola, mais do que jogar na direita ou na esquerda, ou mais atrás ou à frente, o impede de ser o Hulk que todos conhecemos.
1 comentário:
O Hector Herrera começa a transformar-se em mais uma prova inegável da incompetencia de Paulo Fonseca e Luis Castro.
É um box-to-box fantástico.
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