quarta-feira, abril 22, 2015

Mostrem-me lá o chão

Surpreendente não foi o resultado de ontem. Este é o Bayern que chegou a 3 finais da Champions, nos últimos 5 anos. É uma equipa que em dia sim (e eles têm muitos dias sim...) é capaz de aniquilar a grande maioria dos seus adversários. É de outro campeonato. Claro que custa sair varrido de Munique, mas isto acontece aos melhores, como este mesmo Bayern comprovou, na época passada. Realisticamente, o Porto fez aquilo que podia e sai da Liga dos Campeões com os seus objetivos superados. É hora de regressar rapidamente ao nosso campeonato e este é o principal desafio de Lopetegui: recuperar os jogadores, fisica e animicamente, para o jogo da Luz.

domingo, abril 19, 2015

Era preciso arriscar tanto, ó Mister?

Lopetegui correu um grande risco, ao mudar quase por completo o onze base da equipa (se tivesse corrido mal, caiam-lhe todos em cima, inclusivamente eu, que não gosto nada destas revoluções). Mas a verdade é que, tirando uma paragem cerebral de Alex Sandro que Rafael Lopes não aproveitou e uma bola às três tabelas que Fabiano defendeu com dificuldade, o Porto manteve o jogo controlado e só não construiu um resultado mais dilatado porque Cristiano fez uma excelente exibição e porque Jackson desperdiçou um golo que nem ele deve ter percebido como falhou. Hernâni foi a carta na manga de Lopetegui, até ao momento em que o treinador do Porto decidiu retirá-lo da zona de perigo e colocá-lo na direita, para entregar a ala esquerda a Ángel. Não era para perceber, era para poupar ao máximo. Segue-se o tudo ou nada, em dois jogos que colocam o céu colado ao inferno.

sexta-feira, abril 17, 2015

Play It Again, Sam # 153 - Courtney Barnett

Eu sei que já foi há dois dias, mas estive tão entretido a saborear a vitória do Porto, que quase me esqueci do (side)show de bola, em Paris. Foi assim, desta forma descerrada e déjà vista, que Suárez fez a festa sozinho. O resto é história.

Música: "Nobody Really Cares If You Don't Go to the Party"
Álbum: "Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit.", 2015
Interpretação: Courtney Barnett


quarta-feira, abril 15, 2015

Uma noite quase perfeita

Quando Quaresma marcou o segundo, dei comigo a pensar quantos seriam precisos para resolver a eliminatória já no Dragão. O número a que eu cheguei foi tão absurdo e irrealista, que depressa percebi que não havia resultado seguro para levar à Alemanha, nem que Xabi Alonso, Dante e Boateng passassem o jogo todo a distribuir prendas.

Ainda assim, esta foi uma noite de gala do Porto, com um regresso em grande de Jackson, com Quaresma a fazer a melhor exibição da época e com uma estratégia que demonstra que não é indispensável uma equipa ter mais bola para ser melhor. Sim, o Bayern cometeu erros, mas foram erros forçados pela pressão portista sobre a saída de bola dos alemães e, nos momentos em que não deu para sair em futebol apoiado, o Porto soube encontrar outras soluções, como foi o caso do golo de Jackson.

Pode não chegar, mas já ninguém nos pode tirar este jogo enorme, este sentimento de orgulho, de absoluta noção do dever cumprido. Uma noite que só não foi perfeita porque Thiago Alcântara marcou, no único lance em que a defesa portista foi apanhada desposicionada, e porque perdemos os dois laterais para o jogo da segunda mão.

A ineficácia merengue e o pragmatismo de um penálti fora da área

Com James e Modric de volta, o Real foi ao Vicente Calderón impor o seu jogo e dominar o Atlético, algo que já não se via há algum tempo. Com uma eficácia decente, a eliminatória poderia ter ficado resolvida nos primeiros 45 minutos (os segundos foram mais repartidos). Assim, vai decidir-se no Barnabéu, onde os colchoneros marcaram sempre e ainda não perderam, esta época.

No confronto entre o pragmatismo italiano e o cinismo francês, levou a melhor quem tem uma vida de experiência, nestas coisas. E da forma mais paradigmática possível: com um penálti que aconteceu fora da área. Na segunda mão, o Mónaco vai ter de fazer aquilo de que não gosta e que Tévez, Pereyra, Vidal e Morata tanto apreciam. Ou, então, mantém o jogo fechado e espera que chova mais no principado do que choveu em Turim.

PS - A puta da vida não me tem deixado ver os jogos do Porto sossegado. Já fiz várias reclamações, todas defendidas pelo Neuer. Que o Brahimi e o Quaresma tenham mais sorte, é o que desejo, porque sonhar é de borla e o resto é para esquecer depois, entre dois copos e uma lágrima incontida que o tempo não devolve.