sábado, março 07, 2015

Se fosse ao contrário?

Se fosse ao contrário, Sérgio, o Alex Sandro via o cartão amarelo. O Braga fez um remate com perigo. Um. E foi oferecido. O Porto dominou o jogo em todas as vertentes e, embora não tenha conseguido criar muitas situações de golo, foi a única equipa que justificou a vitória. O golo de Tello é uma cópia dos 3 marcados ao Sporting, com a diferença de ter sido Aboubakar a fazer de Jackson (ou de Herrera), na assistência. A lesão do colombiano é a má notícia depois de uma série de obstáculos que o Porto ultrapassou, nas últimas semanas. Falta o Basileia. Uma oportunidade para Lopetegui mostrar a utilidade da rotatividade que aplicou, no início da época. E para inverter o saldo, que ainda é negativo.

quarta-feira, março 04, 2015

Alguém quer ir a Berlim?

A UEFA está a oferecer bilhetes para a final da Champions e convida-nos a escolher o(s) melhor(es) momento(s) da competição. Não precisava de vos dizer para quem foi o meu voto, pois não?

domingo, março 01, 2015

Hat-Tello

A boa notícia, para o Sporting, para além da arbitragem amiga de Artur Soares Dias, é que foram só 3. Podia ter sido mão cheia, tal foi a superioridade portista, naquele que foi, talvez, o jogo mais conseguido do Porto, esta época, tendo em conta aquilo que criou, o que concedeu e o valor do adversário. Tello rasgou por completo a defesa leonina e foi, obviamente, o homem do jogo. Evandro (enquanto durou) e Jackson (aquela assistência para o primeiro golo...) merecem também destaques muito positivos.

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

O míssil de Guarín



Esta nem o Benaglio apanhava.

Dnipro

Enquanto estamos na liga que o Olympiakos venceu 16 vezes, nos últimos 18 anos, a coisa vai. Não vai sempre, mas vai. O problema é quando chegam as provas a eliminar e adversários poderosos como o Dnipro. Aí, a coisa começa a derrapar. Mas, pelo menos, os adeptos podem apreciar outro tipo de futebol.

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Atlético sobrevive, Arsenal cai com estrondo

Gosto dos comentários de Pedro Henriques. Ontem, durante o Leverkusen x At. Madrid, num lance entre Mandzukic e vários jogadores do Bayer, saiu-se com qualquer coisa deste género: «foram todos comer, levantaram-se, foram-se embora e ele [Papadopoulos] ficou para pagar a conta» - sendo que a conta foi um cartão amarelo e que a única coisa que o grego papou foi o braço de Mandzukic. Acho piada a estas coisas. Na verdade, por vezes é a única coisa que me diverte, no meio de alguns jogos enfadonhos. Não foi o caso. O Leverkusen tem um futebol straightforward, mesmo quando do outro lado está uma equipa organizada, forte defensivamente e que concede pouco espaço aos seus adversários. O 1x0 pode ser curto, mas estes alemães mostraram que são perfeitamente capazes de marcar em Madrid e complicar as contas do Atlético.

Mais uma corridinha e Leonardo Jardim ia festejar com Mourinho o terceiro do Mónaco, no Emirates. Percebe-se porquê: num só jogo, os monegascos marcaram quase tantos golos como nos 6 jogos da fase de grupos e puseram o Arsenal com um pé fora da Champions. É difícil acreditar. Mas depois de olhar para o espaço que Berbatov, Carrasco e Cia. tiveram e ver Giroud, na frente, a falhar tudo o que lhe deram, é mais fácil perceber. De repente, os quartos-de-final prometem ter uma equipa de fazer crescer água na boca às restantes 7, mesmo sabendo o quanto Wenger e os seus Gunners não terão salivado também.

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

City na praia, Juventus na marra

Foi pena a reação do City (ou de Aguero + 10) ter sido abruptamente interrompida por um disparate de Clichy. Mas sejamos justos, a primeira parte foi um festival do Barcelona no Etihad. Aquele golo que Messi ainda deve estar a pensar como falhou arrumava a questão. Mas julgo que o 1x2 vai chegar e sobrar.

O jogo de Turim foi um combate ganho pelos pitões de Vidal e por alguma arte de Pogba, Tévez e Morata. No Dortmund, voltou a haver Reus, mas faltou a pontaria que tem permitido a Immobile disfarçar a perda de Lewandowski. Ainda assim, tudo em aberto para o jogo da segunda mão.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Futebol lateral

Mais futebol lateral, mais futebol lateral e, de vez em quando, um lançamento longo inconsequente. Futebol incisivo, rápido, vertical, praticamente zero, exceção feita (obrigado, Quintero) ao lance que Jackson não deveria ter desperdiçado, já no último minuto da primeira parte. Espero que este tenha sido um daqueles enfadonhos pré-requisitos para chegar à vitória e que a segunda parte seja melhor.

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Mais do mesmo na segunda parte, com a sorte, a meias com Carlos Santos, a desbloquear o caminho a Jackson e com Brahimi a confirmar os 3 pontos, no único contra-ataque que o Porto conseguiu ligar, no Bessa. Fraquinho, mas, verdade seja dita, não vi o Benfica fazer melhor, em Moreira de Cónegos. Pelo menos, até ao momento em que entrou em campo o suplente de luxo encarnado.

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Super é a claque

Paulo Sousa, talvez tentando já embalar o jogo do Dragão, falou de um Porto super superior. Eu confesso que não vi essa superioridade toda. É verdade que o Basileia quase não conseguiu sair a jogar, mas na única vez que o fez, marcou. Por outro lado, toda aquela posse de bola que o Porto teve, na primeira parte, foi quase sempre inconsequente. A determinada altura, lembrei-me da cena do Indiana Jones, a da espada vs. pistola, ou dos 15 passes para conseguir ultrapassar a linha de meio campo vs. um ataque vertical que com um passe destroça o adversário. Matava-me ver o Porto perder assim com um só tiro. Felizmente, na segunda parte, mesmo sem Óliver (e que falta faz o espanhol, sobretudo se a solução para a sua ausência for aquele trio que Lopetegui não tira da cabeça), houve acutilância suficiente para marcar um golo que pode, de facto, valer ouro, no jogo da segunda mão, desde que ninguém se esqueça, por mais súperos que se ouçam do outro lado, daquilo que estes suiços fizeram, num passado recente, a equipas como o Bayern, o Chelsea e o Liverpool.

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Um Chelsea qualquer

Sou um admirador de Mourinho, mas confesso que é uma desilusão ver uma equipa que tem Fàbregas, Oscar, Willian, Hazard e, mais recentemente, Cuadrado, ser incapaz de construir uma jogada ofensiva com princípio meio e fim. Especial, só Courtois e, mesmo assim, a determinada altura, aquilo foi tiro ao boneco. Para ganhar a Champions à Di Matteo, é preciso esta dose de sorte em todos os jogos, o que não é fácil. Para ganhar com mais mérito do que sorte, é preciso muito mais do que o Chelsea fez em Paris.

terça-feira, fevereiro 17, 2015

Play It Again, Sam # 149 - Peixe:Avião

Música: "Um Acordo Qualquer"
Álbum: "Madrugada", 2010
Interpretação: Peixe:Avião



Supostamente proposto e recusado. Não negado. À moda de antigamente. Não vou ser moralista - tenho consciência de que este é, provavelmente, um entre muitos acordos e desacordos. Mas registo, sem surpresa, o silêncio de quem, noutras alturas, se mostrou sempre pronto para expor, em letras garrafais, os tentáculos do sistema. Para essa gente, se Pinto da Costa não faz parte da história, não há história, não aconteceu nada. Ou melhor, aconteceu: o Benfica esmagou o V. Setúbal, com três golos poderosos (e limpos).

domingo, fevereiro 15, 2015

Descontos para todos

Longe vão os tempos em que depois do minuto 90 havia apenas o Espaço K, em homenagem àquele rapaz que nasceu para ser imortalizado com um momento: o de Jesus ajoelhado no Dragão. Na semana passada, o Benfica viu um ponto cair-lhe do céu, no último lance do jogo de Alvalade e, ontem, o Sporting conseguiu evitar, no último instante e com a ajuda de Santa Maria de Belém, que Patrício saísse a patinar do Restelo, com as mãos vazias.

Eu, perdoem-me o egoísmo, preferia que mais ninguém fosse feliz, depois do minuto 90. O Sporting ficaria mais perto do Porto, mas a liderança estaria à vista. Assim, o Benfica continua a gerir confortavelmente a sua vantagem, até porque os próximos tempos vão ser muito mais duros para Lopetegui do que para Jesus: o Porto tem os dois jogos da Champions, o Sporting e a deslocação a Braga; o Benfica está de férias até dia 15 de março.

domingo, fevereiro 08, 2015

Picar o ponto, antes do dérbi

Sem grande brilho, mas com competência suficiente para vencer em Moreira de Cónegos e colocar alguma pressão no dérbi de logo. A ver se o Sporting aquece um pouco este campeonato que tem estado mais frio do que o gélido tempo que se instalou por cá, nos últimos dias. Palpita-me que vai dar empate, com duas assistências (telepáticas) de Herrera: uma para Lima, outra para Nani.

sábado, fevereiro 07, 2015

Real Madrid, Chelsea, Bayern, Dortmund

Eu disse Real, mas só deu Atlético, no Calderón. Há muito tempo que eu não via um desnível tão grande num derby madrileno. E também não deve ser fácil encontrar (se é que existe) uma sucessão de confrontos tão negativa para os merengues: 2 empates e 4 derrotas, em 6 jogos, esta época. Ancelotti não consegue acordar deste pesadelo.

De 8 para 0, de 0 para 7 pontos de vantagem e Mourinho volta a ter o campeonato no bolso. Mas enquanto houver Sunderlands no caminho, tudo pode acontecer.

Regresso à normalidade, na Bundesliga, com a vitória do Bayern em Estugarda. A notícia é que, depois da vitória fora (em Friburgo), a segunda desta temporada, 10 jogos depois da primeira, o Dortmund já não é último. Mas ainda não chega para Klopp respirar.

quinta-feira, janeiro 29, 2015

De barriga cheia

Cheguei a casa, liguei a televisão e a primeira coisa que vi foi aquele penalty surreal que deu o 2x1 ao At. Madrid (e que me fez pensar se não me teria enganado no canal). Pouco depois, Miranda estourou com as redes de... Oblak. Pelo meio, o árbitro assistente deu com a bandeira em Jordi Alba e Suárez levou um amarelo por ter sido atropelado por Giménez, na área do Atleti. A acompanhar tudo isto, na Sport TV, estava uma senhora muito simpática que tentou convencer-me de que o Barcelona não sabia jogar em contra-ataque e que todos (inclusivamente eu, presumo) queríamos ver o fabuloso futebol de posse que levava os adeptos ao estádio. Lembrei-me do Chelsea x Liverpool do dia anterior e só não me desmanchei a rir porque ainda estava com fome. Mas quando Neymar marcou o terceiro do Barça, na sequência de um contra-ataque perfeito, eu disse para os meus botões: chega, não como mais. E fui ver a Taça da Liga, que teve a gentileza de me servir para sobremesa aquele magnífico calcanhar de Jackson e o golo de estreia de Gonçalo Paciência, que assim igualou o nosso Roberto na lista de melhores marcadores do clube.

terça-feira, janeiro 27, 2015

Salvos pelo Paços

Depois de um jogo frustrante na Madeira, num daqueles dias em que a bola não quer entrar (sendo que, no caso de Indi, não teve de se esforçar muito) e o adversário vai à frente uma vez e ganha o jogo. Bem podemos agradecer a Paulo Fonseca (e a Sérgio Oliveira) por o campeonato não ficar arrumado a meio da época. Com um jeitinho e umas baldas, ainda temos o Sporting a lutar pelo título - isto se entretanto Marco Silva não for demitido, claro.

quinta-feira, janeiro 22, 2015

Helton e pouco ou muito mais

É difícil ficar indiferente àquilo que se passou em Braga. Mas, se calhar, antes de apontar o dedo a uma arbitragem ridícula, que arruinou o jogo, convém puxar as orelhas a Reyes, por aquela entrada absurda, completamente desnecessária, que lhe valeu o primeiro amarelo, e a Evandro, por se ter posto a jeito do modo de compensação que foi ligado, depois do penalty a favor do Porto, e que assim permaneceu até ao fim do que sobrou do jogo.

E o que sobrou foi uma luta desigual, de 11 contra 9, um enorme Helton, a mostrar que ainda está aí para as curvas, e um espírito solidário e guerreiro que transformou a revolta em orgulho. Se Lopetegui conseguir catalisar este espírito para o que resta da época, pode ser que ainda venhamos a agradecer a Cosme Machado. Caso contrário, terá sido apenas mais um jogo para esquecer, de uma competição que todas as épocas se destaca pelos piores motivos e que, por isso, tem cada vez menos credibilidade.

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Tiro ao Bruneco

Continua a falar-se da gestão do futebol sem ter em conta a necessidade de construir dois plantéis -- um para o presente e outro para o médio prazo.

O leque de contratações dos últimos dois anos inscreve-se nesta lógica. É isso que está a ser feito, e com um cheque mais pequeno do que o estômago do presidente da Liga.

Neste momento, o Sporting tem uma equipa competitiva e jogadores com mercado. Percebo que a situação causa urticária a muito boa gente, mas é a vida.

Nenhum clube sobrevive sem reforços de qualidade e sem vender os melhores jogadores. Contratar bem também passa por precaver futuras saídas, não se trata apenas de arranjar nomes que entram de caras na primeira equipa.

O maior desafio da direcção, departamento de futebol e treinador: programar e gerir a sangria que inevitavelmente vai acontecer, como acontece  em todo os estádios onde não há poços de petróleo.

Mais uma vez, as coisas parecem controladas.

Temos William, Carrillo e Slimani, cada um vale mais de 10 milhões.

Temos Rui Patrício, Cedric, Jefferson, Adrien e Montero, em relação aos quais não é absurdo imaginar encaixes entre 3 e 4 milhões de euros.

Temos Paulo Oliveira, Jonathan, João Mário, Mané e Ryan Gauld na fase de engorda.

Parece mais do que suficiente para o patamar de custos actual: orçamento de 25 milhões de euros e investimento de 15 milhões, se tomarmos 2014/2015 como referência.

Apesar do ruído vindo de fontes inseguras, invisuais e blogues com sotaque do norte, é preciso notar que os resultados operacionais são positivos. Ou seja, a atividade dá lucro sem receitas extraordinárias, portanto, sem vendas de jogadores.

Para aborrecimento de tantos camarotes, a realidade é esta.

kovacevic

domingo, janeiro 18, 2015

Perspectivas e murros no estômago

Um murro no estômago, ouviu-se, não do comentador que tentou ver irregularidades em todos os golos do Porto, mas do Penafiel, bem entendido. Óliver fazia o terceiro e acabava com as dúvidas que um terreno em estado lastimável e o futebol de lotaria lançaram, no início da segunda parte. Todas? Não, havia alguém que ainda desconfiava. Porque os jogadores do Penafiel reclamaram qualquer coisa. A insistência do senhor era tal, que teve de ser Luis Freitas Lobo a intervir e a dizer que não havia nada de irregular no golo. Porque não havia. Tal como não houve no de Jackson. Sobra o lance de Casemiro, dois metros à frente de toda a gente ou em linha, dependendo da perspectiva. Na dúvida, o árbitro assistente deixou jogar. Mais um murro no estômago.

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Serenata merengue

- Que bem que se está aqui, debaixo deste céu merengue. Bem, agora é noite e está um bocado escuro. Além disso, está a chover, mas não é costume. Gosto de ouvir os pássaros a cantar serenatas. Nesta altura do ano, eles não cantam muito, mas eu tenho um coração romântico e vou tatuá-lo no peito. Ou naquelas chuteiras cor-de-laranja que eu vi lá em baixo em Sevilha. Sergio & Pilar, ficava lindo! Aproveito e dou um saltinho a Cádis, que já estou com saudades da praia. Olha, vou convidar o Pepe para um presuntinho do mar e um karaoke. Pepe?

- O Torres!

- Quem? Onde?

- O Torres, pá! O To... Pronto, deixa lá. Acabou.

- Não me digas que já fizemos merda.