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sábado, dezembro 20, 2014

Melhor só o Gil Vicente

Era difícil encontrar uma equipa tão à medida da ressaca portista, depois da derrota caseira com o Benfica. Ainda assim, foi importante regressar às vitórias, com estreia positiva de Campaña, no primeiro teste sem Brahimi, que está de partida para a CAN. Com Tello e Quaresma em modo intermitente contínuo, Lopetegui pode ter mais um problema para resolver, nos próximos tempos. Não sei se aquele miúdo que deu um campeonato a Vítor Pereira ainda vai estar por cá, em Janeiro. Se estiver, talvez dê jeito.

segunda-feira, dezembro 15, 2014

Ganhou a equipa mais madura e eficaz

No jogo jogado, o Benfica foi melhor do que o Porto? Na minha opinião, não. Mas teve o mérito de aguentar a pressão inicial portista, sem nunca se desorientar, e de saber aproveitar as poucas oportunidades que teve - quantos jogos é que o Porto já ganhou assim? O resto é futebol: a bola que bate na barra e caprichosamente não entra, a defesa incompleta que desvia a bola para os pés errados. Grave é a desconcentração portista, no lance do primeiro golo. Mas também isso o tempo varre. Para a história ficam os dois golos de Lima e os seis pontos (que poderão ser sete) que o Porto terá de recuperar, na segunda metade do campeonato - uma missão que, não sendo impossível, é extremamente complicada.

domingo, dezembro 07, 2014

77

Golos com a camisola do Porto são um registo assinalável. Quando Jackson ofereceu aquele segundo golo mágico a um estádio despido e gelado (pergunto-me, embora saiba a resposta, o que sentirá um jogador com esta qualidade, ao pensar que poderia estar a fazer aquilo num estádio cheio em Inglaterra ou Espanha), lembrei-me do golo com que McCarthy gelou a Luz, nos tempos de Fernández. O capitão portista não precisa que o camisola 77 o ensine a marcar ao Benfica, mas aqui fica o recuerdo e o desejo de que mantenha a pontaria afinada, até porque conto com ele na Zandinga para minimizar estragos...



segunda-feira, dezembro 01, 2014

Danilo

Está em grande forma, o brasileiro, e a fazer a sua melhor época, desde que chegou ao Porto. Ontem, num jogo em que as individualidades se destacaram mais do que o colectivo e acabaram fazendo a diferença, foi ele quem mais brilhou, culminando uma excelente exibição com um golo de sonho, que só não é o melhor da jornada porque Luisão marcou, em Coimbra, um golo de outro campeonato.

terça-feira, novembro 25, 2014

Herrera

Num jogo em que Brahimi e Quaresma não conseguiram desequilibrar nas alas e em que faltou uma dinâmica ofensiva capaz de compensar a ausência das principais individualidades, foi Herrera quem desbravou o caminho, com um golo e duas assistências. Espero que este jogo sirva para elevar os níveis de confiança do mexicano e aproximá-lo do rendimento evidenciado no Mundial.

PS - Boa notícia: com a vitória do Athletic na Ucrânia, o Porto garante o primeiro lugar do grupo. A última vez que isto aconteceu foi há 6 anos, quando Jesualdo venceu um grupo com Arsenal, D. Kiev e Fenerbahce. Uma eternidade.

segunda-feira, novembro 10, 2014

Quando a equipa cresce, Lopetegui muda-a

Há uma máxima do futebol que diz que em equipa que ganha não se mexe e que faz ainda mais sentido quando aplicada a uma equipa em formação e à procura de consolidação e de estabilidade. O Porto ganhou 4 vezes seguidas com uma fórmula (4x3x3), usando sempre um médio criativo, depois de ter tropeçado nas experiências do treinador. Jogava num campo tradicionalmente difícil, na véspera de uma paragem de duas semanas. Se Quintero não podia jogar de início, jogava Óliver. Simples, mantinha-se a fórmula que tem resultado e ninguém podia acusar Lopetegui de inventar nos momentos mais inapropriados. Assim, perderam-se 2 pontos e regressaram as dúvidas. Sobre tudo: jogadores, modelo de jogo e treinador.

PS - Se o nosso Roberto tem de jogar, que esta paragem sirva para encontrar uma forma de o enquadrar na equipa, sem que pareça que acabou de chegar para passar férias no Porto.

quinta-feira, novembro 06, 2014

A exibição mais consistente da época

Não foi a mais fulgurante, mas foi a mais sólida e equilibrada. Pela primeira vez, vi o discurso de Lopetegui espelhado no futebol jogado: o todo acima das individualidades, sempre superior ao do Athletic. Isto é, houve uma equipa como ainda não se tinha visto este época. Claro que também houve Jackson e Brahimi, mas isto já todos nós sabíamos.

quarta-feira, outubro 22, 2014

Porto 2 x 1 Athletic

Com Quintero e Brahimi a procurarem zonas interiores e Tello a destacar-se nas alas, o Porto fez uma boa primeira parte e, embora evidenciando sintomas da ressaca do jogo com o Sporting, justificou plenamente o golo de Herrera.

Na segunda parte, o Athletic subiu no terreno, acentuou a pressão sobre a defesa portista e voltou a tremideira dos últimos jogos, que culminou com o golo do empate basco, no período de maior desorientação portista. Quaresma saltou do banco para calar os assobios e conseguir o golo decisivo, que só não foi egoísta porque Iraizoz decidiu partilhá-lo.

A vitória coloca o Porto mais perto do apuramento, mas a exibição da segunda parte esteve longe de conseguir afastar os fantasmas que têm assombrado a equipa, nos últimos tempos.

PS - Mais 5 alterações em relação ao onze inicial anterior. Rotatividade? Isso é coisa que não existe.

terça-feira, outubro 21, 2014

Ainda a rotatividade

Que, pelos vistos, não existe, segundo nos garante o Maisfutebol, porque Lopetegui não está a fazer nada que os outros treinadores não façam.

Dei-me apenas ao trabalho de comparar com o Benfica, que é o clube que aparece com mais jogadores utilizados, o número de alterações feitas no onze inicial, de um jogo para o seguinte, incluindo as 8 que Jorge Jesus fez, no jogo da Taça contra o Covilhã.

Benfica - 0, 1, 2, 1, 0, 1, 1, 4, 5, 8.
Total: 23, em 10 jogos. Média: 2,3 alterações por jogo.
Onze inicial repetido duas vezes.

Porto - 1, 4, 4, 3, 3, 3, 6, 5, 4, 1, 5.
Total: 39, em 11 jogos. Média: 3,5 alterações por jogo.
Onze inicial repetido 0 vezes.

Estamos a falar de uma equipa com um modelo de jogo consolidado há anos e outra que está a tentar implementar um novo, mas que para além de mudar mais jogadores no onze inicial, por jogo, muda os jogadores de posição e o sistema táctico utilizado.

A rotatividade não é o único problema de Lopetegui, mas é um problema.

segunda-feira, outubro 20, 2014

Os problemas de Lopetegui

Rotatividade A rotatividade tem a vantagem de poupar fisicamente jogadores, dando oportunidades e ritmo competitivo a outros, mas sem um modelo de jogo estabilizado e funcional, com alterações sem critério e em número exagerado, acaba por se tornar contraproducente.

Ausência de jogo interior Basicamente, como o blogue Tactical Porto explica, Lopetegui resolveu abdicar de um dos corredores (o central), tornando todo o processo ofensivo, inclusivamente a saída de bola, mais previsível e fácil de anular, para além de comprometer o processo defensivo, potenciando os erros individuais que temos visto repetidos.

Erros de casting Mas se a intenção de Lopetegui é criar desequilíbrios a partir das alas, não se compreende que lá coloque dois médios (Óliver e Quintero) para desempenhar essas funções, deixando o meio-campo privado de criatividade. Se a intenção é criar jogo interior a partir das alas, Brahimi e Tello também sabem fazê-lo e são mais fortes nos duelos individuais, para além de acrescentarem uns metros de profundidade ao ataque. Também não se percebe que Lopetegui continue a desperdiçar tempo de jogo e substituições com abordagens erradas aos jogos.

Bolas paradas Diz-se que as bolas paradas são um barómetro do trabalho que é feito durante a semana. Este Porto de Lopetegui não só aproveita poucas vezes este tipo de lances como permite, com regularidade, que o adversário crie perigo na resposta.

Discurso Lopetegui tem algumas ideias interessantes, mas o seu discurso tornou-se repetitivo - quantas vezes já ouvimos falar de protagonismo? - e pouco entusiasmante. Nos últimos dias, responsabilizou os jogadores pela derrota contra o Sporting e deu a entender que nada de estrutural irá mudar, reclamando apenas tempo para implementar o seu estilo de jogo. Sinais pouco tranquilizadores.

sábado, outubro 18, 2014

Autoflagelação

De um lado, uma equipa do Sporting bem organizada, que mais uma vez soube explorar os pontos fracos do seu oponente e que foi ganhando confiança com o decorrer do jogo; do outro, um Porto com medo da sua sombra, em constante autoflagelação, que continua a oferecer golos aos seus adversários a um ritmo assustador e a ter de correr atrás do prejuízo. O que Quintero brilhantemente construiu para Jackson, Casemiro destruiu logo a seguir, com um disparate que nem consigo comentar. Não há equipa que resista a tantos tiros nos pés.

Depois, claro, sem resultados, não há estabilidade; sem estabilidade, não há evolução. Culpa de Lopetegui, que desperdiçou as alturas que a equipa teve para ganhar solidez e crescer, insistindo numa rotatividade excessiva e sem sentido. Eu sei que a época é muito longa, mas a estratégia de Lopetegui, para já, só tem servido para causar rombos no barco.

segunda-feira, outubro 06, 2014

Três boas notícias

1 - Quintero abriu o livro e encheu o campo. Valeu o bilhete (e a vitória).

2 - Continuamos a 4 pontos do Benfica.

3 - Pausa para as selecções. Durante duas semanas, não me irei chatear com erros estúpidos, repetidos e fatais, de uma equipa que não sabe (nem abdica de) sair a jogar, quando é pressionada; nem com vitórias maturadas e dependentes de factores aleatórios; nem com posse de bola inconsequente e incapaz de controlar um jogo. Vou aproveitar para relaxar, treinar a paciência e aprender a ser mais positivo. Estas coisas levam tempo, por isso começo já: um dia Lopetegui vai perceber o potencial ofensivo que tem à sua disposição.

quarta-feira, outubro 01, 2014

Empate com sabor a empate

Por um lado, a recuperação de dois golos de desvantagem e o facto do Porto manter a liderança isolada, beneficiando da vitória do BATE sobre o Athletic, traz-nos um saborzinho a vitória. Por outro lado, é frustrante quase perder um jogo em que o Porto foi claramente superior, por causa do chip de sair com a bola dominada.

Os adversários já sabem que se pressionarem a saída de bola portista, é uma questão de tempo, até terem direito a prenda. E assim, com erros estúpidos e cautelas desnecessárias, se vai desperdiçando o tremendo potencial ofensivo que esta equipa tem, mais do que suficiente para cair em cima da grande maioria dos seus adversários, desde o primeiro minuto dos jogos.

Destaques positivos para Jackson e para Quintero, que ontem mostrou a diferença entre ter de jogar amarrado a uma ala e poder estar no seu habitat natural. Sim, foi este Quintero que ficou de fora, para que pudesse jogar a tripla Casemiro + Rúben Neves + Herrera. Lopetegui que explique.

Destaque negativo para Maicon. Não foi só o erro que deu origem ao segundo golo ucraniano, foi uma sucessão de disparates cujo ponto alto foi aquele quase autogolo, numa bola fácil de cortar. O chip não explica tudo e o central portista, que até estava a fazer um bom começo de época, parece ainda não ter recuperado do jogo com o Boavista.

sábado, setembro 27, 2014

Mais 45 minutos de avanço

Por causa da insistência de Lopetegui em Casemiro e Rúben Neves, com Herrera perdido algures. Não funcionou em Guimarães, não funcionou contra o Boavista e voltou a não funcionar em Alvalade. Funcionou contra o Lille, mas foi preciso sacrificar as duas alas, colocando lá dois médios criativos (Brahimi e Óliver).

Ora, sem Brahimi, cada vez mais marcado, a não conseguir libertar-se na ala nem quando recuava para fazer o papel que os médios não conseguiam desempenhar; sem Quaresma, que esteve em noite não, e sem os laterais, que andavam aos papéis para travarem Carrillo, Nani e Cia., o jogo ofensivo do Porto foi reduzido a praticamente zero.

A entrada de Óliver estabilizou o meio-campo, acrescentando-lhe um verdadeiro criativo (na verdade, o espanhol é um jogador completo, ataca e defende bem). Herrera subiu de rendimento (embora continue muito inconstante) e, afinal, até Reyes conseguiu fazer, sem comprometer o rendimento da equipa, aquilo que Casemiro e Rúben Neves disputam.

Com Tello a rasgar, em velocidade, a defesa do Sporting, o Porto chegou finalmente à frente e criou situações de golo suficientes para dar a volta ao resultado. Mas era injusto, porque a primeira parte foi toda do Sporting. Lopetegui queixa-se do árbitro, mas a verdade é que teve sorte em sair «vivo» para o intervalo.

segunda-feira, setembro 22, 2014

Coisas difíceis de digerir

É um pormenor, mas para mim é um pormenor importante: Lopetegui preferiu (julgo que Jackson não escolheu sozinho) ver a bola travada (pela água) no ataque ao risco de isso acontecer na defesa. A tracção à frente que vimos contra o BATE esgotou-se nesse jogo. É o regresso aos pré-requisitos e às perdas de pontos à mínima contrariedade. É também o regresso aos disparates de Maicon (que falha Alvalade) e àquela tripla que tão bom resultado deu em Guimarães. No meio de tantas mexidas, numa altura que devia ser de consolidação da exibição e da goleada obtidas a meio da semana, Lopetegui conseguiu voltar a juntar Rúben Neves, Casemiro e Herrera no meio-campo. Com o mesmo resultado.

quinta-feira, setembro 18, 2014

Fome de bola sem pré-requisitos

Um Porto de tracção à frente que, desta vez, não quis saber de pré-requisitos e foi logo para cima do seu adversário; um BATE com fragilidades defensivas pouco comuns na Champions e que a magia de Brahimi e a eficácia de Jackson não perdoaram. Eis como tudo se resolveu antes do intervalo.

Gostei de ver a mesma fome de bola depois do terceiro golo. Gostei do discurso sóbrio de Lopetegui, mantendo os pés no chão e avisando que o que acontecer no próximo jogo vai depender do que a equipa fizer nessa altura e não do que fez ontem. E gostei do empate entre o Athletic e o Shakhtar, que coloca o Porto na liderança do grupo.

Não gostei da exibição de Herrera, acho que foi o pior elemento do Porto. Aquilo que, em teoria, o mexicano pode acrescentar ao meio-campo (músculo, verticalidade) perdeu-se na dificuldade de passe e na lentidão com que ataca, defende e decide. E desta vez não vi Evandro fazer melhor. Quaresma continua a sua luta interna entre a vontade de resolver sozinho e a necessidade de jogar simples para a equipa. Ainda assim, acho que o Porto precisa dele, daquela capacidade de num lance desbloquear um jogo.

domingo, setembro 14, 2014

Notas portistas em Guimarães

- Quintero amarrado a uma ala (com Danilo amarrado lá atrás), com Quaresma e Tello no banco. Difícil compreender.

- A lentidão da transição ofensiva do Porto. A 5 minutos do fim, com o jogo empatado, os defesas trocavam tranquilamente a bola entre eles, como se não houvesse um jogo para ganhar.

- Aboubakar a 1 minuto do fim. Para nada, como é óbvio.

+ Brahimi, sempre ele, apesar do árbitro-assistente (que lhe retirou o golo da vitória), só ele conseguiu quebrar a monotonia do jogo portista, em Guimarães.

quinta-feira, setembro 04, 2014

Escolhas lógicas para a Champions

Lopetegui pediu e teve: Campaña e Otávio chegaram para reforçar o meio-campo portista. Há muito tempo que um treinador do Porto não tinha tantas condições para obter sucesso imediato. De tal forma, que Lopetegui foi obrigado a deixar 4 dos 15 reforços que tem à sua disposição fora dos inscritos para a Champions.

A lista parece-me lógica e coerente com o discurso do treinador. Seria injusto que Evandro ou Quintero cedessem o lugar a alguém que acaba de chegar com tudo para provar. A minha única dúvida seria entre José Ángel e Adrián López. Mas como ainda nenhum dos dois mostrou serviço, compreendo que o currículo do 18 portista ofereça mais garantias ao treinador. O problema desta escolha é se um azar levar Alex Sandro e um dos centrais ao mesmo tempo. Por outro lado, ganha-se mais uma solução atacante e uma alternativa táctica, embora ainda não tenhamos visto Adrián a jogar atrás de Jackson, como segundo avançado.

quinta-feira, agosto 21, 2014

Lille 0 x 1 Porto

Exibição consistente do Porto, em Lille, segura defensivamente (só por uma vez, após uma falha de Maicon - que, de resto, esteve irrepreensível -, a equipa de René Girard esteve muito perto do golo) e sem erros em zonas proibidas. Faltou alguma acutilância no ataque e capacidade para controlar, com bola, a parte final da partida. Aspectos que, acredito, serão corrigidos com o tempo.

Rúben Neves continua a jogar como gente crescida, Óliver joga em qualquer parte, com uma precisão assinalável, e Tello voltou a entrar para esticar o jogo e fazer a diferença no ataque. Sem filmes, Quaresma tem concorrência de peso e, pelos vistos, terá de aceitar repartir a titularidade.