Três equipas nos quartos-de-final de uma competição europeia conseguem goleadas caseiras e o Braga empata em Kiev. E chegámos a andar com medo dos romenos...
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quinta-feira, abril 07, 2011
segunda-feira, abril 04, 2011
Sem luz é mais bonito

Foto: Jornal de Notícias
71 anos depois, Villas-Boas conseguiu repetir o feito alcançado por Mihaly Siska, sagrando-se campeão nacional no reduto do Benfica. O jogo não podia ter corrido pior aos ex-campeões nacionais. Se com Roberto (que mais uma vez mostrou a sua aptidão para oferecer golos e pontos aos adversários) em campo, já é difícil manter a teoria da mentira da classificação, com uma arbitragem como a deste jogo, que ofereceu o golo do empate ao Benfica e colocou os encarnados em superioridade numérica na ponta final do jogo, a missão torna-se quase impossível. Mas há mais: melhor ataque, melhor defesa, melhor marcador, jogador com mais assistências, melhor série de jogos sem perder, mais jogos sem sofrer golos, melhor série de vitórias, 16 pontos de vantagem sobre o segundo classificado e 7-1 no confronto directo com o principal rival. Se isto não é suficiente para desfazer todas as dúvidas quanto à justiça do vencedor deste campeonato, mais vale decretarem que só o Benfica pode vencer com mérito em Portugal.
Destaques do campeonato portista:
Villas-Boas - Não é o exterminador implacável, não faz manchetes de jornais e não é melhor do que Mourinho (pelo contrário, assume que aprendeu muito com ele, o que só lhe fica bem), mas consegue, na sua segunda época como treinador, ser campeão a 5 jornadas do fim, tendo como rival um Benfica não muito distante do da época passada. Excelente.
Helton - Sempre seguro e decisivo, em momentos chave deste campeonato (como ontem, ao negar por duas vezes o golo a Saviola). A ele se deve uma boa parte da eficácia defensiva da equipa portista.
Rolando - Pela sua regularidade. Não faz cortes espantosos, mas raramente complica (ao contrário de Maicon). Na ausência de alguém que se tenha destacado na defesa, Rolando é quem melhor simboliza a consistência portista, na hora de defender.
Fernando - Continua a ter algumas dificuldades ao nível do passe e do remate, mas é fundamental nas acções defensivas.
Moutinho - É o elemento equilibrador do meio-campo. É muito bom tacticamente, tem uma resistência física acima da média e é extremamente regular.
Belluschi - Menos regular do que Moutinho, mas mais criativo, desequilibrador, tanto no último passe como no remate. Provavelmente, o jogador que mais beneficiou com a alteração do sistema de jogo do Porto, introduzido por Villas-Boas: um jogo mais pensado, privilegiando mais a posse de bola e menos as transições rápidas, características da era de Jesualdo.
Varela - Uma época com altos e baixos, mas com números que merecem destaque: 8 golos e duas assistências. Ontem fez uma boa exibição.
Falcao - Uns furos abaixo da época passada (devido, em parte, à lesão que o afastou dos relvados, durante vários jogos). Ainda assim, é o segundo melhor marcador da equipa (terceiro do campeonato), com 11 golos. É a referência do ataque portista. A sua ausência foi um dos factores mais importantes para o período menos bom do Porto.
Hulk - Uma época fenomenal: 21 golos e 11 assistências fazem do Incrível a grande figura deste campeonato.
Guarín - O 12.º jogador. Cumpriu, quando foi chamado a substituir Fernando, e compensou, nas últimas jornadas, um período menos bom de Hulk e de Belluschi, com golos decisivos. Foi considerado, pelos treinadores e adeptos, o melhor jogador da Liga do mês de Março. Com toda a justiça.
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domingo, abril 03, 2011
Parabéns Porto
No dia em que se apagou a Luz e em que Roberto voltou a meter água, os portistas mostraram, mais uma vez, a sua enorme superioridade neste campeonato.
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segunda-feira, março 21, 2011
Podemos marcar a festa, mister?
Depois de meia hora à espera que alguma coisa caísse do céu (e caiu: um golo do emprestado Addy que colocou a Académica em vantagem), a equipa portista arregaçou as mangas, carregou no acelerador e só abrandou quando Varela fez o golo da tranquilidade, a 15 minutos do fim. Destaques positivos para Guarín, que marcou pelo quarto jogo consecutivo, e para vários lances perigosos de bola parada (uma raridade, esta temporada). De um desses lances, nasceu o golo com que Maicon deu a volta ao resultado, lançando o Porto para a melhor série de vitórias do campeonato (12).
Festejar o título na Luz, já na próxima jornada, é algo bastante tentador. Difícil, mas sedutor. Só que tendo em conta que 3 dias depois o Porto recebe o Spartak, talvez fosse mais inteligente dar prioridade (sem abdicar, como é óbvio, de tentar vencer na Luz) ao jogo (esse, sim, decisivo) da Liga Europa. Aliás, o calendário portista, entre os dias 3 e 20 de Abril, cansa só de olhar para ele:
03/04/2011 Benfica - Porto (campeonato)
07/04/2011 Porto - Spartak (Liga Europa)
10/04/2011 Portimonense - Porto (campeonato)
14/04/2011 Spartak - Porto (Liga Europa)
17/04/2011 Porto - Sporting (campeonato)
20/04/2011 Benfica - Porto (Taça)
Uma boa dor de cabeça para Villas-Boas.
littbarski
Festejar o título na Luz, já na próxima jornada, é algo bastante tentador. Difícil, mas sedutor. Só que tendo em conta que 3 dias depois o Porto recebe o Spartak, talvez fosse mais inteligente dar prioridade (sem abdicar, como é óbvio, de tentar vencer na Luz) ao jogo (esse, sim, decisivo) da Liga Europa. Aliás, o calendário portista, entre os dias 3 e 20 de Abril, cansa só de olhar para ele:
03/04/2011 Benfica - Porto (campeonato)
07/04/2011 Porto - Spartak (Liga Europa)
10/04/2011 Portimonense - Porto (campeonato)
14/04/2011 Spartak - Porto (Liga Europa)
17/04/2011 Porto - Sporting (campeonato)
20/04/2011 Benfica - Porto (Taça)
Uma boa dor de cabeça para Villas-Boas.
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sexta-feira, março 18, 2011
Porto 2 x 1 CSKA
Correu bem. Aos 45 segundos, Hulk esfriou as pretensões do CSKA; aos 23 minutos, Guarín colocou um ponto final na eliminatória. Apesar das investidas russas pela direita, com Tosic, o autor do golo forasteiro, em destaque, e da combatividade de Love, a passagem do Porto aos quartos-de-final da Liga Europa nunca foi ameaçada. O comboio azul e branco prossegue (ao som de Coltrane) a sua marcha com uma eficácia impressionante: 10 vitórias, em 12 jogos, um feito que terá um significado bem mais relevante, se a viagem terminar, sem danos, neste lugar magnífico.
PS - Nova viagem a Moscovo, desta vez, para defrontar o Spartak, e Villarreal ou Twente nas meias-finais (caso o Porto passe, obviamente). Já esteve mais difícil.
littbarski
PS - Nova viagem a Moscovo, desta vez, para defrontar o Spartak, e Villarreal ou Twente nas meias-finais (caso o Porto passe, obviamente). Já esteve mais difícil.
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terça-feira, março 15, 2011
Leiria 0 x 2 Porto
Com o 1.º lugar praticamente garantido (faltando apenas a confirmação matemática do mesmo) e a 3 dias de um jogo decisivo para a Liga Europa, não era de esperar um Porto em alta rotação. Ainda assim, foi suficiente para justificar os 3 pontos, frente a um U. Leiria em queda livre e sem argumentos para contrariar o favoritismo portista. Guarín e Hulk fizeram os golos da vitória, a 11.ª consecutiva, em jogos do campeonato. A última vez que uma equipa portuguesa conseguiu tal feito, os jornais desportivos encheram-se de vermelho para registar a marca. Eu confesso que já me contentava com um cantinho azul e branco, nem que fosse ao lado da fotografia de Nuno Gomes, para festejar a conquista do campeonato. Mas não está fácil.
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sexta-feira, março 11, 2011
CSKA Moscovo 0 x 1 Porto
A determinada altura da primeira parte, lembrei-me de algumas deslocações (de má memória) do Porto a Inglaterra, tal era o pânico na defesa portista, sempre que o CSKA saía disparado para o ataque. Felizmente, o jogo foi na Rússia (de onde o Porto guarda boas recordações), Helton fez uma excelente exibição, e as pilhas de Doumbia, Love & Cia. acabaram ao intervalo. Os dragões puderam então assentar o seu jogo, atacando com o mesmo perigo do primeiro tempo, mas anulando as investidas adversárias (excepção feita a um remate de Love na atmosfera). Guarín fez o golo (um grande golo) que coloca o Porto em vantagem na eliminatória. Uma vantagem importante. Mas, pela amostra, muito cuidado com o jogo da segunda mão.
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terça-feira, março 08, 2011
Não acham (nem um pouco) estranho?
O Porto lidera um campeonato, que vai na 22.ª jornada, com 11 pontos de avanço sobre o Benfica, com mais 6 golos marcados e menos 12 sofridos do que o seu adversário, tendo mais 3 vitórias e menos 5 derrotas do que o rival e dispõe de vantagem no confronto directo depois de um 5 x 0 na primeira volta.
Ainda assim, há quem defenda que o futebol do Benfica é de muito maior qualidade do que o do Porto (e de toda a gente) e que quem devia estar em primeiro era o Benfica, dada a clara superioridade evidenciada sobre os adversários, incluindo o Porto. Eu aceito todos os argumentos, desde que baseados em algo palpável, onde não cabe - perdão - o conceito do mailindo. Eu acho que uma superioridade tão clara devia estar evidenciada em números complementares aos de cima (que para mim já sao extremamente esclarecedores, mas que pelos vistos não o são para toda a gente).
Eu acho, no mínimo, estranho que uma superioridade tão grande, ao fim de 22 jornadas, produza menos 41 remates do que o ataque do Porto. É uma opinião - aceito - até podem ser remates para o céu, executados do meio-campo (pelo Fernando, de certeza).
Começa a ficar mais estranho que uma superioridade tão grande produza menos remates (9) do que o ataque de um dos piores Sporting 's de sempre - atenção que não está aqui em causa a infabilidade das evidências estatísticas, porque não está a ser defendida, mas sim a subjectividade de quem defende uma superioridade clara, tão clara que supere 11 pontos e 18 golos de diferença.
Mais estranho ainda é que uma superioridade tão clara produza, em 22 jornadas, apenas mais 30 remates do que o ataque do Vitória, pouco mais do que 1 por jogo a mais do que uma equipa que joga devagar e parado, que desespera os seus adeptos pela falta de qualidade (estética) do seu jogo, uma equipa, dizem os especialistas, "sem nível competitivo". Eu acho isto estranho.
Mas há um capítulo estatístico em que o futebol encarnado domina: é nos golos de canto, com 7, mais 2 do que Nacional e Académica e mais 6 do que, por exemplo, Porto e Sporting. Não me consigo lembrar de nada mais espectacular e demonstrador de superioridade do que um golo de canto.
master kodro
Ainda assim, há quem defenda que o futebol do Benfica é de muito maior qualidade do que o do Porto (e de toda a gente) e que quem devia estar em primeiro era o Benfica, dada a clara superioridade evidenciada sobre os adversários, incluindo o Porto. Eu aceito todos os argumentos, desde que baseados em algo palpável, onde não cabe - perdão - o conceito do mailindo. Eu acho que uma superioridade tão clara devia estar evidenciada em números complementares aos de cima (que para mim já sao extremamente esclarecedores, mas que pelos vistos não o são para toda a gente).
Eu acho, no mínimo, estranho que uma superioridade tão grande, ao fim de 22 jornadas, produza menos 41 remates do que o ataque do Porto. É uma opinião - aceito - até podem ser remates para o céu, executados do meio-campo (pelo Fernando, de certeza).
Começa a ficar mais estranho que uma superioridade tão grande produza menos remates (9) do que o ataque de um dos piores Sporting 's de sempre - atenção que não está aqui em causa a infabilidade das evidências estatísticas, porque não está a ser defendida, mas sim a subjectividade de quem defende uma superioridade clara, tão clara que supere 11 pontos e 18 golos de diferença.
Mais estranho ainda é que uma superioridade tão clara produza, em 22 jornadas, apenas mais 30 remates do que o ataque do Vitória, pouco mais do que 1 por jogo a mais do que uma equipa que joga devagar e parado, que desespera os seus adeptos pela falta de qualidade (estética) do seu jogo, uma equipa, dizem os especialistas, "sem nível competitivo". Eu acho isto estranho.
Mas há um capítulo estatístico em que o futebol encarnado domina: é nos golos de canto, com 7, mais 2 do que Nacional e Académica e mais 6 do que, por exemplo, Porto e Sporting. Não me consigo lembrar de nada mais espectacular e demonstrador de superioridade do que um golo de canto.
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domingo, março 06, 2011
Vitória difícil
O Vitória foi uma equipa desinibida, bem estruturada defensivamente e que soube sair com perigo para o contra-ataque, embora só nos primeiros minutos tenha verdadeiramente assustado o Dragão: Targino e Jorge Ribeiro falharem as duas primeiras oportunidades de golo da partida. Sem Hulk e com Belluschi em noite não, mas com Álvaro Pereira, Fernando, James e Falcao em bom plano, e Moutinho no mesmo plano de sempre (incrível a regularidade do 8 portista), o Porto fez um jogo em crescendo, tomando conta das operações, em definitivo, a partir do meio da primeira parte, e arrancando para uma boa exibição na segunda. Nilson e algum desacerto portista, na finalização, adiaram o golo que abriria caminho para a vitória: um lance simples, bonito e eficaz, concluído por Falcao, após uma excelente assistência de James. Rodríguez (que entrou muito bem no jogo) fez o segundo, já depois do minuto 90, num contra-ataque perfeito (que sucedeu um contra-ataque imperfeito - incrível a forma como, 4 contra 1, Ruben e Falcao não conseguiram marcar), fechando as contas da partida. Vitória difícil, mas justa, da melhor equipa. Menos um jogo. O título mais perto.
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Porto 2 x 0 Vitória e outros
A diferença Sem velocidades loucas do outro lado, não foi muito difícil adiar o golo inaugural do Porto, até porque não estava lá o super-herói de serviço permanente. Em partidas sem velocidade, somos dos melhores a anular futebol. Mas o golo aconteceu e, a partir daí, para além de não conseguirmos fazer nada, o Porto fez mais ainda, com espaço disponível. Tivemos algumas quase-oportunidades de golo (e uma a sério de Targino). É esta a diferença. Do outro lado está a melhor defesa do campeonato, não só pelos poucos golos que consente, mas também pelo que não permite ao adversário. Há uma boa notícia no meio disto tudo: já passaram os dois jogos contra os candidatos ao título, pelo que, até ao fim, é só gente do nosso campeonato.
Não, Couceiro Ele chegou há pouco tempo e ainda não passou dois dias seguidos a fazer a mesma coisa, pelo que é compreensível que ainda não tenha percebido. Não é para o Porto e para o Benfica que os assobios são bons. É para o Vitória e para o Paços de Ferreira (para já)!...
Arsenal desarmado Com Van Persie e Walcott fora do jogo com o Barça, Fabregas, Song e, agora, Wilshere, estão em dúvida. Talvez não seja má ideia pôr Nasri e Arshavin numa redoma até terça-feira.
master kodro
Não, Couceiro Ele chegou há pouco tempo e ainda não passou dois dias seguidos a fazer a mesma coisa, pelo que é compreensível que ainda não tenha percebido. Não é para o Porto e para o Benfica que os assobios são bons. É para o Vitória e para o Paços de Ferreira (para já)!...
Arsenal desarmado Com Van Persie e Walcott fora do jogo com o Barça, Fabregas, Song e, agora, Wilshere, estão em dúvida. Talvez não seja má ideia pôr Nasri e Arshavin numa redoma até terça-feira.
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domingo, fevereiro 27, 2011
Olhanense 0 x 3 Porto
O Olhanense fez um bom jogo, mostrando que não era por acaso que ainda não tinha perdido em casa no campeonato e dificultando muito a tarefa portista, sobretudo na primeira parte, período em que só Hulk conseguiu criar verdadeiro perigo. Na segunda parte, com as entradas de Fucile e, principalmente, James, o Porto intensificou o seu domínio, mas os de Olhão responderam à letra, sempre que puderam. Paulo Sérgio obrigou Helton a uma defesa atenta (e por pouco não ficámos sem comentador da TVI para o resto do jogo) e, na resposta, Falcao aproveitou uma das poucas falhas da defesa da casa para rematar ao poste. Assim estava o jogo: bonito, intenso, de resultado incerto. Até que, aos 68 minutos, Bellushi fez o golo que abriu o caminho da vitória portista. Um golo soberbo. Dois minutos depois, Falcao desfez as dúvidas, quanto ao vencedor do jogo (desta vez, a bola bateu no poste e entrou). Yontcha ainda tentou reduzir, mas foi Falcao que bisou, na recarga a um mais um remate de Hulk, fazendo o resultado final.
Com os regressos de Álvaro Pereira e Falcao, o futebol portista aproxima-se gradualmente do nível exibido no primeiro terço do campeonato. Hulk, apesar de não ter marcado, continua a ser o elemento mais importante da equipa do Porto. Mesmo nos jogos em que não consegue marcar, está presente numa elevada percentagem dos ataques e das oportunidades de golo portistas. Vamos ver como equipa reage à sua ausência, no jogo com o V. Guimarães.
littbarski
Com os regressos de Álvaro Pereira e Falcao, o futebol portista aproxima-se gradualmente do nível exibido no primeiro terço do campeonato. Hulk, apesar de não ter marcado, continua a ser o elemento mais importante da equipa do Porto. Mesmo nos jogos em que não consegue marcar, está presente numa elevada percentagem dos ataques e das oportunidades de golo portistas. Vamos ver como equipa reage à sua ausência, no jogo com o V. Guimarães.
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quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Um susto desnecessário
Pois é, parece que a sorte do Porto se esgotou em Sevilha. Álvaro Pereira, Belluschi, Moutinho, Falcao, Hulk e Guarín deram um verdadeiro festival de golos desperdiçados, alguns deles de forma incrível. Fabiano foi mais eficaz, fazendo o golo da vitória da equipa andaluz, insuficiente, no entanto, para mudar o rumo da eliminatória. O Porto segue, com toda a justiça, para os oitavos, graças aos dois golos marcados fora. Resta esperar que contra o CSKA de Moscovo a pontaria dos jogadores portistas esteja mais afinada.
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sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Como dançar sevilhanas sem Álvaro Pereira nem Falcao
Com personalidade (entrada forte que colocou, desde logo, o Sevilha em sentido), eficácia (no aproveitamento dos erros adversários), alguma sorte (aquele falhanço de Kanouté...) e Rolando (decisivo, tanto a atacar como a defender). A eliminatória continua em aberto, mas a vantagem conseguida na Andaluzia coloca o Porto numa situação privilegiada para seguir em frente na Liga Europa.
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segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Um goleador improvável
Após 28 minutos sensaborões, Hulk decidiu abanar com a Pedreira: arrancou antes do meio-campo, ultrapassou dois adversários e disparou um míssil que rebentou com estrondo na barra. Belluschi viu e quis fazer igual. Acertou em Artur. À saída para o intervalo, Otamendi explicou como era: com calma, precisão e classe. James preferiu a explicação de Hulk. Artur defendeu. Otamendi voltou a explicar: assim, com calma, não tem nada que saber. Assim?! - perguntou Hugo Viana, em desespero. Nem vem que não tem! - respondeu Helton. Domingos abanou a cabeça. Hulk perdeu a paciência. Eu é que sei: arrancada fulgurante, remate frouxo. Artur agradeceu. O Incrível insistiu. Artur voltou a defender, afirmando-se como o melhor elemento do Braga. E o Porto voltou a vencer, com um bis de um goleador improvável.
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segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Valeu três pontos...
... Como qualquer outra vitória. Mas a exibição portista foi das mais fracas, esta época. Terminar o jogo, em superioridade numérica, com o Dragão gelado por um remate de Júlio Alves que quase deu o empate ao Rio Ave, não é o melhor prenúncio para a deslocação a Braga. Será desta que Falcao regressa?
Como seria de esperar, após a recente vitória no Dragão, o Benfica voltou às primeiras páginas dos jornais como o melhor de Portugal, prestes a ultrapassar o Barcelona, na beleza do futebol praticado (e o Brasil de 1982 que se cuide...). Esquecidos estão os primeiros 4 (de 6) meses da temporada, as 8 derrotas, os 5-0 do Dragão e a eliminação da Liga dos Campeões. Ter mais pontos, mais golos marcados ou menos golos sofridos do que os adversários? Preciosismos de tabelas irrelevantes que teimam em não reconhecer a superioridade do futebol encarnado.
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Como seria de esperar, após a recente vitória no Dragão, o Benfica voltou às primeiras páginas dos jornais como o melhor de Portugal, prestes a ultrapassar o Barcelona, na beleza do futebol praticado (e o Brasil de 1982 que se cuide...). Esquecidos estão os primeiros 4 (de 6) meses da temporada, as 8 derrotas, os 5-0 do Dragão e a eliminação da Liga dos Campeões. Ter mais pontos, mais golos marcados ou menos golos sofridos do que os adversários? Preciosismos de tabelas irrelevantes que teimam em não reconhecer a superioridade do futebol encarnado.
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quinta-feira, fevereiro 03, 2011
Onde estão os avançados, mister?
Após uma semana de poupança para a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, o Porto falhou em toda a linha. Falhou, desde logo, Villas-Boas, nas escolhas que fez. Acho incompreensível que Walter não se tenha sentado sequer no banco. Bem sei que o brasileiro está longe de justificar o investimento feito nele, mas tendo em conta a ausência de Falcao e as alternativas para o ataque (Rodríguez e Mariano), julgo que devia ter sido uma das opções disponíveis. Falhou Helton, na baliza, pouco lesto a sair no primeiro golo do jogo, e cuja insegurança quase entregava de mão beijada um golo a Cardozo. Falhou Maicon, deixando-se antecipar por Coentrão, num lance perfeitamente defensável. Falhou Fernando, colocando a bola em zona proibida, para o remate certeiro de Javi García. E falhou James um golo fácil, que poderia ter mudado o rumo do jogo, numa altura em que o Porto perdia pela diferença mínima.
O Benfica não foi um rolo compressor, nem tampouco dominador, mas foi organizado, competente, exercendo uma forte pressão sobre a defesa e o meio-campo do Porto, forçando o erro do adversário, e mortífero no aproveitamento desses erros.
Villas-Boas continua a afirmar que tem várias opções de ataque, mas depois do segundo golo encarnado, olhando para o banco portista (e tendo em conta o historial do Benfica, sempre que se apanha em situação de vantagem no marcador), logo se percebeu que só o génio individual de Hulk ou de Varela (o que mais remou contra a maré) poderiam contrariar um destino certo.
Em apenas 4 dias o Porto vê-se eliminado da Taça da Liga e numa situação extremamente complicada para conseguir seguir em frente na Taça de Portugal. Resta à equipa portista gerir a vantagem conseguida no campeonato e tentar, frente a um Sevilha em crescendo, seguir em frente na Liga Europa. Mas para isso são fundamentais os regressos de Álvaro Pereira e de Falcao. Sem eles, o Porto perde muito do seu potencial ofensivo, necessário para atacar a fase final da temporada.
littbarski
O Benfica não foi um rolo compressor, nem tampouco dominador, mas foi organizado, competente, exercendo uma forte pressão sobre a defesa e o meio-campo do Porto, forçando o erro do adversário, e mortífero no aproveitamento desses erros.
Villas-Boas continua a afirmar que tem várias opções de ataque, mas depois do segundo golo encarnado, olhando para o banco portista (e tendo em conta o historial do Benfica, sempre que se apanha em situação de vantagem no marcador), logo se percebeu que só o génio individual de Hulk ou de Varela (o que mais remou contra a maré) poderiam contrariar um destino certo.
Em apenas 4 dias o Porto vê-se eliminado da Taça da Liga e numa situação extremamente complicada para conseguir seguir em frente na Taça de Portugal. Resta à equipa portista gerir a vantagem conseguida no campeonato e tentar, frente a um Sevilha em crescendo, seguir em frente na Liga Europa. Mas para isso são fundamentais os regressos de Álvaro Pereira e de Falcao. Sem eles, o Porto perde muito do seu potencial ofensivo, necessário para atacar a fase final da temporada.
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quarta-feira, fevereiro 02, 2011
domingo, janeiro 30, 2011
BLoose Cup
Assim, com dois oo, versão relax, embora um só bastasse para combinar com a recente mensagem do presidente.
Já li e reli os vários argumentos a favor de e contra um maior investimento do Porto na Taça da Liga. Percebo que o clube defina prioridades e que o campeonato e as competições europeias estejam no topo dessa lista. Sem discussão. Percebo que esta seja uma prova boa para dar minutos de competição à segunda linha, uma vez que, independentemente dos resultados, os jogadores têm 3 jogos garantidos para ganhar ritmo competitivo (ao contrário da Taça de Portugal que, em caso de derrota, termina logo). Mas essa rodagem pode perfeitamente ser distribuída, de forma inteligente, pelas várias competições onde o Porto está inserido. Por exemplo, não teria sido preferível apostar forte no primeiro jogo (após as férias de Natal), de forma a deixar a equipa em posição privilegiada para depois gerir com mais tranquilidade os restantes 2 jogos? Não percebo a questão dos incentivos (desportivo e financeiro). Acho que, para o Porto, não é muito relevante a diferença de receitas entre a Taça de Portugal e a Bwin Cup. O facto de a prova não dar apuramento para as competições europeias também não faz qualquer diferença, uma vez que o mesmo é garantido pela classificação do campeonato. Portanto, eu pergunto porque não há-de o Porto investir, uma época ou outra, mais na Taça da Liga e menos na Taça de Portugal? É a questão do prestígio (ou falta dele) da prova? Mas o Porto é precisamente uma das equipas que mais pode ajudar a prestigiá-la, investindo nela. E é ou não é prestigiante ter no palmarés a conquista de todas as provas oficiais nacionais? Ao Porto falta uma...
Conforme se previa, o Nacional não facilitou (e mesmo que o tivesse feito, estaria nas meias-finais, uma vez que o Porto não fez sequer a sua parte para manter aberta a porta do apuramento). Mas nem tudo é mau: agora a equipa portista vai ter menos jogos nas pernas e poder descansar (com uma musiquinha a acompanhar) para as competições onde perder importa. Ou não é assim?
littbarski
Já li e reli os vários argumentos a favor de e contra um maior investimento do Porto na Taça da Liga. Percebo que o clube defina prioridades e que o campeonato e as competições europeias estejam no topo dessa lista. Sem discussão. Percebo que esta seja uma prova boa para dar minutos de competição à segunda linha, uma vez que, independentemente dos resultados, os jogadores têm 3 jogos garantidos para ganhar ritmo competitivo (ao contrário da Taça de Portugal que, em caso de derrota, termina logo). Mas essa rodagem pode perfeitamente ser distribuída, de forma inteligente, pelas várias competições onde o Porto está inserido. Por exemplo, não teria sido preferível apostar forte no primeiro jogo (após as férias de Natal), de forma a deixar a equipa em posição privilegiada para depois gerir com mais tranquilidade os restantes 2 jogos? Não percebo a questão dos incentivos (desportivo e financeiro). Acho que, para o Porto, não é muito relevante a diferença de receitas entre a Taça de Portugal e a Bwin Cup. O facto de a prova não dar apuramento para as competições europeias também não faz qualquer diferença, uma vez que o mesmo é garantido pela classificação do campeonato. Portanto, eu pergunto porque não há-de o Porto investir, uma época ou outra, mais na Taça da Liga e menos na Taça de Portugal? É a questão do prestígio (ou falta dele) da prova? Mas o Porto é precisamente uma das equipas que mais pode ajudar a prestigiá-la, investindo nela. E é ou não é prestigiante ter no palmarés a conquista de todas as provas oficiais nacionais? Ao Porto falta uma...
Conforme se previa, o Nacional não facilitou (e mesmo que o tivesse feito, estaria nas meias-finais, uma vez que o Porto não fez sequer a sua parte para manter aberta a porta do apuramento). Mas nem tudo é mau: agora a equipa portista vai ter menos jogos nas pernas e poder descansar (com uma musiquinha a acompanhar) para as competições onde perder importa. Ou não é assim?
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quinta-feira, janeiro 27, 2011
Rolo compressor
Confesso que já tinha alguma saudade de ver um Porto de tracção tão à frente, como aquele que destroçou por completo a equipa do Nacional. Hulk, James, Varela, Belluschi, Rafa e até Fernando avançavam para a área contrária, como se não houvesse amanhã, e a única coisa que permitia aos nacionalistas respirar do sufoco constante a que foram sujeitos, durante uma hora, foram as faltazinhas que o árbitro do encontro conseguia decifrar aqui e ali. Ao ler, nos últimos tempos, as comparações entre o rolo compressor benfiquista e o futebol medíocre portista, quase me esqueci de que, apesar da subida de rendimento encarnada, o Porto continua a ter o melhor ataque do campeonato (sendo que este foi o sexto jogo em que a equipa de Villas-Boas venceu por uma diferença igual ou superior a 3 golos). Também não sei se defender bem tem alguma coisa que ver com futebol, mas as duas últimas equipas que defrontaram o Porto criaram, em conjunto, 0 oportunidades de golo. Não basta correr desenfreadamente à procura da goleada, é preciso evitar que o adversário, de repente, ponha em causa a vitória e todo o trabalho efectuado até então. Foi o que o Porto fez, na última meia hora, guardando o resultado acumulado, não dando quaisquer esperança de recuperação à equipa do Nacional, sobrando ainda espaço para uma bola na barra de Hulk.
Por falar em rolo compressor, fui espreitar o jogo de Vila do Conde, e o único rolo compressor que vi foi o de João Ferreira. Não me acredito que seja este o rolo compressor que vem ao Dragão, daqui a uma semana. Julgo que o Benfica está, efectivamente, a jogar melhor do que no início da época e que o Porto encontrará uma oposição mais forte do que nos dois primeiros confrontos da temporada.
littbarski
Por falar em rolo compressor, fui espreitar o jogo de Vila do Conde, e o único rolo compressor que vi foi o de João Ferreira. Não me acredito que seja este o rolo compressor que vem ao Dragão, daqui a uma semana. Julgo que o Benfica está, efectivamente, a jogar melhor do que no início da época e que o Porto encontrará uma oposição mais forte do que nos dois primeiros confrontos da temporada.
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quarta-feira, janeiro 26, 2011
Campeonato, taça e o mundo lá fora
Foi um dia confuso, com um jogo antecipado do campeonato, com Hulk a aumentar a vantagem no campeonato dos marcadores e das assistências para golo, com um jogo atrasado da Taça em que João Ferreira assinalou quatro penalties e só um foi convertido em golo, e em que num Sevilha x Real se discute tudo em torno de uma linha.
master kodro
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