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segunda-feira, setembro 20, 2010

O Sporting que o Benfica precisava

Que o derby sirva, ao menos, para acabar com a ideia de que Matias Fernandez é jogador para este nível. E por este nível quero dizer a liga portuguesa. Não tem, nem vai ter nunca, a intensidade e regularidade necessárias para se impor na Europa. Quanto ao resto, vitória claríssima do Benfica perante um Sporting que só fez cócegas. No primeiro teste a sério, Nuno André Coelho revelou os seus previsíveis limites. Outra fraude. É inconcebível que Polga sente no banco para NAC jogar. Anedótico no segundo golo, infantil nas inúmeras perdas de bola.

Naturalmente, o Sporting cometeu vários erros graves, um dos quais foi encostar Djaló à direita, entregando Liedson de bandeja aos centrais do Benfica. Do lado oposto, no entanto, Carriço e NAC enfrentaram Saviola e Cardozo em pura igualdade numérica, um suicida dois-para-dois, tanto com bola no pé como em momento defensivo. Liberdade quase total. Resultado: aos seis minutos já Saviola tinha metido Cardozo na cara de Rui Patrício, com bola no poste.

Como escrevi esta semana, valia mais do que três pontos: o Benfica está reabilitado, o Sporting vê-se cara a cara com o fantasma do campeonato passado.

kovacevic

segunda-feira, agosto 23, 2010

Sporting 1 x 0 Marítimo

1. Dez meses e 23 milhões de euros depois de Paulo Bento sair, o Sporting continua sem extremos capazes de se afirmarem. Diogo Salomão segue envelhecendo no banco, os outros que podem fazer o lugar não deslumbram. Em Djaló ninguém confia, Vuk aparece e desaparece, Izmailov não se sabe se está e Valdés, o tal que Costinha conhecia tão bem, afinal parece não se adaptar muito bem à função.

2. Paulo Sérgio começou em 433, um sistema que integra bem as características de André Santos, Pedro Mendes, Zapater, Maniche, Vuk, Izmailov, Matias e Valdés. Mas a manter-se o esquema, para quê ter Liedson, Postiga, Saleiro, Pongolle e o tal avançado alto, loiro e tosco?

3. Rui Patrício quase ofereceu um golo ao Marítimo, mas antes safou várias vezes a defesa subida de Paulo Sérgio. Alterna o bom com o mau, à semelhança de Ricardo, por exemplo, que era o titular da selecção nacional. Patrício precisa de confiança, é realmente um bocadinho vacão, mas as principais fraquezas do Sporting não são da sua responsabilidade, seguramente.

4. Este Liedson, sim, é um problema. Não marca, pouco constrói, mas berra que se farta. Infelizmente, as vítimas do mau feitio do levezinho são os próprios colegas. Se as reprimendas a Vukcevic já são um clássico, bastando para tanto que Vuk se lembre de rematar, não se percebe muito bem a gritaria dirigida a André Santos, por exemplo. É assim que se recebem os jovens no plantel?

5. Com Evaldo e João Pereira, o caso dos laterais está resolvido, por enquanto. Ao centro da defesa as dúvidas persistem. Era bom Costinha explicar o negócio Torsiglieri. Melhor: era bom Costinha explicar Torsiglieri. O negócio até pode ter sido bom, nunca se sabe. O que não faz sentido é esquecer o argentino, encostar Tonel, duvidar de Polga sem o vender e enquanto isso tentar valorizar dois centrais ao mesmo tempo (Carriço e NAC). Até ao fecho do mercado, eu investiria aqui todas as fichas disponíveis.

6. André Santos revelou ontem pormenores interessantes e Zapater também. O espanhol executa rápido e parece ser o tipo de jogador que quando recebe a bola já sabe o que lhe vai fazer. Causa alguma perplexidade que o Sporting tenha destruído o melhor do plantel para chegar ao ponto de onde nunca saiu. O meio-campo é o sector com mais soluções, como já era. Atrás e no ataque as carências persistem.

7. Neste momento, para não variar, falta força mental à equipa. Há claramente jogadores em sub-rendimento. E outros que chegam a Alvalade e começam a jogar menos. O que também já é tradição.

8. Paulo Sérgio, quase sem créditos, precisa de definir rapidamente uma ideia para o futebol leonino e conferir-lhe a devida arrumação. Caso contrário vai transformar-se no coveiro inesperado de um funeral organizado por outros.

9. Pongolle: alguém explica?

kovacevic