Os gregos não fizeram "aquilo", mas continuam fiéis à mesma filosofia, mesmo quando defrontam adversários de valia semelhante e com objectivos idênticos: defender com todos, atacar é para os outros. Para que se perceba o que a Grécia fez na primeira parte, o primeiro remate foi de Patsatzoglou, a mais de 30 metros da baliza (pecado pelo qual foi devidamente castigado, recuando para o lugar de Seitaridis, quando este saiu, lesionado) e o segundo foi de Kyrgiakos, depois de um canto, muito por cima. Isto, com 15 minutos em desvantagem, depois do golo de Zyrianov... Karagounis, que entrou pelo lateral, viu logo o amarelo e começou o seu habitual número circense (o de jogar e fazer jogar, é o único que, pelo menos, tenta na Grécia e o de dar porrada, simular e protestar até com as formigas).
Os russos são viciados em velocidade, à imagem do que nos habituou o Zenit, mesmo que ainda sem Arshavin. Na primeira parte, mesmo contra a muralha, e na segunda, com mais espaços, voltaram a exibir o mesmo conforto a atacar que demonstraram nos primeiros 30 minutos contra os espanhóis, mas não deixaram de exibir a mesma ingenuidade defensiva dos restantes 60 minutos dessa partida em que acabaram esmagados pelos pés de Villa. Zhirkov e Pavlyuchenko (apesar das cinco oportunidades desperdiçadas, ficou a dever-me um golo, ) foram os melhores em campo. A Grécia, se continuar com a loucura atacante da segunda parte, praticando mais um bocadinho, ainda vai marcar um golo e descobrir as maravilhas do futebol de ataque. Nem que seja de vez em quando.
A explicação de António Simões sobre a letra da lei que regula o uso das mãos por jogadores de campo, "aquilo da bola na mão..." concorre para o momento mais ridículo dos comentários do Euro. Mas Diamantino ainda lidera, isolado.
master kodro
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domingo, junho 15, 2008
sábado, junho 14, 2008
Jogo # 15: Espanha 2 x Suécia 1
Definitivamente, a Espanha não me convence. Gostei dos primeiros vinte minutos, com boa circulação de bola e movimentações rápidas, ajudando o mau posicionamento do meio-campo sueco, demasiado recuado. O golo de Torres (bela execução) coroou um início interessante dos espanhóis, mas a reacção sueca pôs a nu claras fragilidades. Com Xavi e Iniesta incumbidos de missões defensivas, a Espanha não tem um cérebro no miolo capaz de segurar a bola e lançar contra-ataques rápidos (sim, estou a pensar no Fabregas), limitando-se a esperar pelo ataque adversário – numa arriscada atitude contemplativa.
Os russos, jogando de forma lenta e previsível, nunca foram uma perigosa ameaça, mas os suecos têm outras armas: laterais muito subidos, meio-campo pressionante e um jogo directo acutilante, sempre à procura de Larsson (ainda parece um miúdo) e Ibrahimovic. A passividade espanhola nas alas, aliada à saída precoce de Puyol (confirma-se que as opções no banco não estão ao nível do onze), tornou previsível o empate, que surgiu num bom lance de ataque concluído por Ibrahimovic.
Depois do intervalo, o treinador sueco, talvez influenciado por recentes contactos com Otto Rehagel, resolveu colocar a equipa a imitar “aquilo”. Resultado? 45 minutos de não-futebol, com onze jogadores atrás da linha da bola e decididos a chutá-la para longe nas raras hipóteses de contra-ataque. A Espanha não se deu bem com a falta de espaços e criou apenas uma ocasião de golo (falhou Torres). Felizmente, a Nossa Senhora do Caravaggio está particularmente activa neste mês de Junho e ajudou Villa aos 92 minutos a dar o triunfo aos espanhóis. Felizmente, diga-se. Nunca serão demais as oportunidades para mostrar que “aquilo” não serve nem interessa a ninguém.
katanec
Os russos, jogando de forma lenta e previsível, nunca foram uma perigosa ameaça, mas os suecos têm outras armas: laterais muito subidos, meio-campo pressionante e um jogo directo acutilante, sempre à procura de Larsson (ainda parece um miúdo) e Ibrahimovic. A passividade espanhola nas alas, aliada à saída precoce de Puyol (confirma-se que as opções no banco não estão ao nível do onze), tornou previsível o empate, que surgiu num bom lance de ataque concluído por Ibrahimovic.
Depois do intervalo, o treinador sueco, talvez influenciado por recentes contactos com Otto Rehagel, resolveu colocar a equipa a imitar “aquilo”. Resultado? 45 minutos de não-futebol, com onze jogadores atrás da linha da bola e decididos a chutá-la para longe nas raras hipóteses de contra-ataque. A Espanha não se deu bem com a falta de espaços e criou apenas uma ocasião de golo (falhou Torres). Felizmente, a Nossa Senhora do Caravaggio está particularmente activa neste mês de Junho e ajudou Villa aos 92 minutos a dar o triunfo aos espanhóis. Felizmente, diga-se. Nunca serão demais as oportunidades para mostrar que “aquilo” não serve nem interessa a ninguém.
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sexta-feira, junho 13, 2008
Jogo # 14: Holanda 4 x França 1
Num torneio bem jogado até ao momento, a Holanda merece uma honra especial. Do meio-campo em diante, a equipa joga com uma tal liberdade e criatividade que por vezes nos esquecemos que o futebol vive na era dos “esquemas de contenção”, dos “blocos compactos” e da “solidariedade defensiva”. Não me interpretem mal: a componente defensiva do jogo é fundamental, e Van Basten sabe-o bem – a utilização de Engelaar e De Jong justifica-se precisamente para reforçar o sector mais recuado da equipa, algo frágil.
Mas a outra face desta Holanda é entusiasmante: Sneijder, Van der Vaart, Nistelrooy, Robben, Kuyt e Van Persie envolvem-se em triangulações primorosas, adornam os lances com pormenores técnicos deliciosos e praticam um futebol livre de constrangimentos, quase espontâneo e instintivo.Eu não falaria por isso de uma “laranja mecânica”, mas de uma “laranja orgânica” – demolidora pela dinâmica espectacular do seu jogo. Em quatro dias golearam o campeão e o vice-campeão mundial, marcando 7 golos a duas das selecções mais organizadas e temíveis da Europa. Extraordinário, sem dúvida.
Como se isto não bastasse, a Holanda requisitou os serviços de Nossa Senhora do Caravaggio: dominada durante largos períodos, a equipa laranja conseguiu sobreviver à custa de um magnífico Van der Sar, do demérito alheio e de alguma sorte nos momentos cruciais (1-0 na primeira oportunidade; 2-0 e 3-1 em contragolpes numa altura em que a França estava claramente melhor). Os franceses, empurrados por Ribéry e Gouvou, praticaram um futebol interessante, porventura demasiado rendilhado, mas suficientemente sólido e objectivo para alcançar o empate. Faltou todavia frieza na finalização. Pergunto-me por que diabo Trézéguet ficou a ver o Euro no sofá.
Além do mais, existem debilidades específicas que muito enfraquecem a equipa gaulesa – responsabilidade directa do seu (excêntrico e insuportável) treinador. Coupet é um guarda-redes fraquinho. Sagnol foi um passador na ala direita. Thuram já foi um grande central mas está em evidente declínio (Mexès não foi convocado). Não se percebe o que faz Nasri colado ao banco e muito menos por que está Flamini de férias. Por outro lado, transformar o inenarrável Gomis numa opção atacante prioritária é simplesmente ridículo.
katanec
Mas a outra face desta Holanda é entusiasmante: Sneijder, Van der Vaart, Nistelrooy, Robben, Kuyt e Van Persie envolvem-se em triangulações primorosas, adornam os lances com pormenores técnicos deliciosos e praticam um futebol livre de constrangimentos, quase espontâneo e instintivo.Eu não falaria por isso de uma “laranja mecânica”, mas de uma “laranja orgânica” – demolidora pela dinâmica espectacular do seu jogo. Em quatro dias golearam o campeão e o vice-campeão mundial, marcando 7 golos a duas das selecções mais organizadas e temíveis da Europa. Extraordinário, sem dúvida.
Como se isto não bastasse, a Holanda requisitou os serviços de Nossa Senhora do Caravaggio: dominada durante largos períodos, a equipa laranja conseguiu sobreviver à custa de um magnífico Van der Sar, do demérito alheio e de alguma sorte nos momentos cruciais (1-0 na primeira oportunidade; 2-0 e 3-1 em contragolpes numa altura em que a França estava claramente melhor). Os franceses, empurrados por Ribéry e Gouvou, praticaram um futebol interessante, porventura demasiado rendilhado, mas suficientemente sólido e objectivo para alcançar o empate. Faltou todavia frieza na finalização. Pergunto-me por que diabo Trézéguet ficou a ver o Euro no sofá.
Além do mais, existem debilidades específicas que muito enfraquecem a equipa gaulesa – responsabilidade directa do seu (excêntrico e insuportável) treinador. Coupet é um guarda-redes fraquinho. Sagnol foi um passador na ala direita. Thuram já foi um grande central mas está em evidente declínio (Mexès não foi convocado). Não se percebe o que faz Nasri colado ao banco e muito menos por que está Flamini de férias. Por outro lado, transformar o inenarrável Gomis numa opção atacante prioritária é simplesmente ridículo.
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Jogo #13: Itália 1 x 1 Roménia
Mais um grande espectáculo de futebol que envolve a selecção italiana, que é logo um sinal de que existe algo de diferente nesta representação. A Itália atacou bem, na primeira parte. Atacou muito e bem, variou o jogo, mesmo que pareça que tudo tenha ido ter a Toni. Grosso esteve fabuloso na esquerda (a atacar na primeira parte, decisivo a defender na segunda) e Camoranesi esteve muito activo na direita (no primeiro período) e Toni esteve em todas: a assistir primorosamente companheiros isolados; a rematar com perigo; a marcar... Já a defender está muito longe daquilo a que nos habituou. E é óbvio que as oscilações no alinhamento não ajudam nada.
Na segunda parte, os italianos não estiveram tão bem e pior ficaram quando Zambrotta resolveu oferecer um golo a Mutu. Panucci respondeu logo a seguir, na sequência de um canto. E ainda houve o penalty, que Buffon defendeu. Não sei quantas selecções sobreviveriam a tanto "azar" (que começou no jogo da Holanda) como aquele que os italianos estão a experimentar. A seguir, jogo com França, livra...
Os romenos, que não têm culpa destas coisas, estão a fazer um excelente torneio. Fazem o que podem perante adversários que lhes são, efectivamente, muito superiores. Mas vão a jogo. Escolhem uma toada mais defensiva e preferem o jogo directo, mas fazem-no a dar tudo e em velocidade. E já conseguiram dois empates contra os dois maiores colossos do grupo. Lobont esteve perfeito. A defesa nem por isso.
master kodro
Na segunda parte, os italianos não estiveram tão bem e pior ficaram quando Zambrotta resolveu oferecer um golo a Mutu. Panucci respondeu logo a seguir, na sequência de um canto. E ainda houve o penalty, que Buffon defendeu. Não sei quantas selecções sobreviveriam a tanto "azar" (que começou no jogo da Holanda) como aquele que os italianos estão a experimentar. A seguir, jogo com França, livra...
Os romenos, que não têm culpa destas coisas, estão a fazer um excelente torneio. Fazem o que podem perante adversários que lhes são, efectivamente, muito superiores. Mas vão a jogo. Escolhem uma toada mais defensiva e preferem o jogo directo, mas fazem-no a dar tudo e em velocidade. E já conseguiram dois empates contra os dois maiores colossos do grupo. Lobont esteve perfeito. A defesa nem por isso.
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Jogo #12: Áustria 1 x 1 Polónia
A primeira meia hora do desafio deu-nos o pedaço mais desequilibrado entre duas selecções deste Europeu, com uma Polónia apática e desconexa, face a uma Áustria com uma saúde física invejável, a fazer pressão em todos os milímetros do campo, onde havia e onde não havia bola e/ou polacos. Até Pogatetz, ontem lateral esquerdo, fez parte da avalanche que proporcionou 4 ocasiões flagrantes desperdiçadas (ou negadas por Boruc, se preferirem) por Harnik, não sei quem e Marics, o lateral direito que também inventou tempo para ficar 1 x 1 com Boruc. E depois, o golo polaco. Passe longo de Smolarek, trabalho de Saganowski na direita e Guerreiro encostou, isolado. E os austríacos desistiram de jogar, compreensivelmente, porque não era a jogar futebol que se marcavam golos.
Na segunda metade, com as duas selecções a jogar à mesma velocidade, o jogo foi mais equilibrado, com uma ligeira superioridade polaca, fruto da valia técnica alguns - poucos - jogadores, pelo menos em comparação com os adversários. Macho fez três boas defesas, neste período. Para além da velocidade, também houve outra grande diferença relativamente à primeira parte, já que Jop, central polaco, com duas paragens cerebrais, ficou no balneário, porque até Krzynowek continuou a sua senda épica de remates estúpidos (com uma excepção, um livre a mais de 30 metros). E o jogo acabou por dar razão à atitude dos austríacos a partir dos 30 minutos. O árbitro viu uma falta na área polaca, dois minutos depois da hora, e Vastic, que entrara para o lugar de Ivanschitz (outra vez o melhor, na companhia de Korkmaz), fez, de penalty, o golo do empate. Ainda assim, a Polónia merecia perder.
O que nos leva, novamente, à questão: como é que ficámos atrás da Polónia na fase de grupos?...
master kodro
Na segunda metade, com as duas selecções a jogar à mesma velocidade, o jogo foi mais equilibrado, com uma ligeira superioridade polaca, fruto da valia técnica alguns - poucos - jogadores, pelo menos em comparação com os adversários. Macho fez três boas defesas, neste período. Para além da velocidade, também houve outra grande diferença relativamente à primeira parte, já que Jop, central polaco, com duas paragens cerebrais, ficou no balneário, porque até Krzynowek continuou a sua senda épica de remates estúpidos (com uma excepção, um livre a mais de 30 metros). E o jogo acabou por dar razão à atitude dos austríacos a partir dos 30 minutos. O árbitro viu uma falta na área polaca, dois minutos depois da hora, e Vastic, que entrara para o lugar de Ivanschitz (outra vez o melhor, na companhia de Korkmaz), fez, de penalty, o golo do empate. Ainda assim, a Polónia merecia perder.
O que nos leva, novamente, à questão: como é que ficámos atrás da Polónia na fase de grupos?...
master kodro
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quinta-feira, junho 12, 2008
Jogo #11: Croácia 2 x 1 Alemanha
Sobre a primeira jornada do Euro, lia-se César Menotti hoje no Record: "Muito bem a Alemanha. Todos jogam. Foi para mim a equipa que mais clara tem uma ideia de jogo". Acredito que a esta hora escreveria um texto diferente. Estão a ver Schweinsteiger? A Alemanha é o contrário. Processos simples e clássicos que esbarraram numa Croácia versátil, organizada, inteligente e paciente. Um banho táctico a favor de Bilic, em suma.
Da ideia de jogo detectada por Menotti nem uma sombra. Os alemães foram travados, primeiro, anestesiados, depois, e manietados, enfim, por quatro médios croatas, mais o falso dez Kranjčar, que a espaços pareciam jogar ao meiinho. Se Modrić está longe de ser um Deco, tem técnica suficiente para controlar os ritmos de jogo. Mas gostei mais de Rakitić. Pormenor importante, a liberdade deste trio de criativos é assegurada nas faixas laterais pela consistência de Srna e Pranjić, habituados à sujidade das tarefas destrutivas. A defesa é sólida e o ataque tem Olic, esforçado e oportuno. E depois há o treinador metaleiro, com muito futebol na cabeça.
Aqui chegados, regressemos a Menotti e à sua opinião sobre Portugal: "Parece que joga bem. Parece que tem uma ideia clara de jogo. Parece sempre. Mas acaba por nunca ser uma grande equipa". Provavelmente, vamos ter um Portugal x Alemanha nos quartos-de-final. E ao contrário de Menotti, acho que somos favoritos. Ao nível dos nossos talentos, até agora, só a Holanda.
Em qualquer dia, claro, a Alemanha pode vencer-nos. Sem criar uma jogada com princípio, meio e fim, marcou e colocou pressão no resultado para os últimos dez minutos, ao ponto de o empate parecer possível. É a Alemanha: nunca precisa de parecer muito para prevalecer. Tem um sistema sem segredos que só se compromete com o futebol de ataque: dois avançados-centro, apoiados por Podolski à esquerda, Ballack no centro e Fritz à direita, além de um dos melhores laterais do torneio, o baixinho Lahm. Mas os centrais - Metzelder? Mertesacker? É tudo a mesma coisa quando se vê a TVI - vacilam. E convenhamos: se Nuno Gomes exibisse a imperfeição de Mario Gomez esta tarde, que cobras e lagartos não diríamos dele?
kovacevic
Da ideia de jogo detectada por Menotti nem uma sombra. Os alemães foram travados, primeiro, anestesiados, depois, e manietados, enfim, por quatro médios croatas, mais o falso dez Kranjčar, que a espaços pareciam jogar ao meiinho. Se Modrić está longe de ser um Deco, tem técnica suficiente para controlar os ritmos de jogo. Mas gostei mais de Rakitić. Pormenor importante, a liberdade deste trio de criativos é assegurada nas faixas laterais pela consistência de Srna e Pranjić, habituados à sujidade das tarefas destrutivas. A defesa é sólida e o ataque tem Olic, esforçado e oportuno. E depois há o treinador metaleiro, com muito futebol na cabeça.
Aqui chegados, regressemos a Menotti e à sua opinião sobre Portugal: "Parece que joga bem. Parece que tem uma ideia clara de jogo. Parece sempre. Mas acaba por nunca ser uma grande equipa". Provavelmente, vamos ter um Portugal x Alemanha nos quartos-de-final. E ao contrário de Menotti, acho que somos favoritos. Ao nível dos nossos talentos, até agora, só a Holanda.
Em qualquer dia, claro, a Alemanha pode vencer-nos. Sem criar uma jogada com princípio, meio e fim, marcou e colocou pressão no resultado para os últimos dez minutos, ao ponto de o empate parecer possível. É a Alemanha: nunca precisa de parecer muito para prevalecer. Tem um sistema sem segredos que só se compromete com o futebol de ataque: dois avançados-centro, apoiados por Podolski à esquerda, Ballack no centro e Fritz à direita, além de um dos melhores laterais do torneio, o baixinho Lahm. Mas os centrais - Metzelder? Mertesacker? É tudo a mesma coisa quando se vê a TVI - vacilam. E convenhamos: se Nuno Gomes exibisse a imperfeição de Mario Gomez esta tarde, que cobras e lagartos não diríamos dele?
kovacevic
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(5) Europeus: Luka Modrić (Croácia)
Todos os que aqui apontámos como potenciais revelações do Euro 2008 estão a passear pelo torneio com olímpica discrição. A ver se é desta que acertamos. As referências prometem, pelo menos. Chamam-lhe o novo Cruyff e custou 21 milhões de euros ao Tottenham. Na primeira jornada, marcou de grande penalidade o golo que derrotou a Áustria. Luka Modrić, um criativo, a partir deste momento no Alemanha x Croácia.
Luka Modrić
Nº 14
Croácia e Tottenham
Médio-ofensivo
09.09.1985
174 cm
65 kg
aqui para ver o perfil no site do Euro 2008
kovacevic
Luka Modrić
Nº 14
Croácia e Tottenham
Médio-ofensivo
09.09.1985
174 cm
65 kg
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Jogo #10: Suíça 1 x 2 Turquia
Depois de ver Deco a jogar e Cristiano Ronaldo a decidir, é difícil ver uma partida destas, principalmente quando a primeira parte foi tão fraquinha. Jogo apoiado, de ataque continuado dos turcos contra jogo directo dos suíços, com um ligeiríssimo ascendente dos primeiros. Até que chegou o dilúvio e consequente confusão. Aí Gelson Fernandes e Inler varreram tudo. O jogo dos suíços, comandado através de passes de média, longa e longuíssima distância do central Senderos (!) predominou e num desses lances o jovem Derdiyok assistiu, com a ajuda de um lago, primorosamente Hakan Yakin para o golo da esperança suíça. Pouco antes, Turan atirara ao poste da baliza de Benaglio... O veterano suíço ainda desperdiçou outra oportunidade escandalosa antes do intervalo.
A segunda parte trouxe-nos uma Turquia mais prática, convertida ao jogo directo. E o jogo ficou partido, o que, estranhamente, trouxe alguma qualidade à partida (e, certamente, mais emoção). Depois do golo do suplente Senturk, houve muitas e boas oportunidades para os dois lados, mas nenhuma tão boa como a que Yakin, outra vez, falhou, na sequência de um contra-ataque em que estiveram 3 para 1 e 4 para 2. Demirel, como noutras ocasiões na partida, brilhou. Foi já no fim do período de descontos que Turan resolveu decidir a partida, com um remate de longe que contou com a ajuda de um defesa.
Primeira "final" do Euro marcada entre turcos e checos, para se decidir quem acompanha Portugal. Pode ser que Tuncay Sanli se lembre de oferecer aos adeptos turcos aquilo que lhes está a dever, depois de duas jornadas miseráveis.
master kodro
A segunda parte trouxe-nos uma Turquia mais prática, convertida ao jogo directo. E o jogo ficou partido, o que, estranhamente, trouxe alguma qualidade à partida (e, certamente, mais emoção). Depois do golo do suplente Senturk, houve muitas e boas oportunidades para os dois lados, mas nenhuma tão boa como a que Yakin, outra vez, falhou, na sequência de um contra-ataque em que estiveram 3 para 1 e 4 para 2. Demirel, como noutras ocasiões na partida, brilhou. Foi já no fim do período de descontos que Turan resolveu decidir a partida, com um remate de longe que contou com a ajuda de um defesa.
Primeira "final" do Euro marcada entre turcos e checos, para se decidir quem acompanha Portugal. Pode ser que Tuncay Sanli se lembre de oferecer aos adeptos turcos aquilo que lhes está a dever, depois de duas jornadas miseráveis.
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quarta-feira, junho 11, 2008
Jogo #9: Portugal 3 x Rep. Checa 1
Primeira parte algo tremida, com o meio-campo preso de movimentos e a dinâmica ofensiva quase sempre lenta e previsível. Ronaldo insistiu demasiado nos lances individuais, Moutinho pouco se viu (talvez devido às precauções defensivas ordenadas por Scolari) e Bosingwa não acertou uma. Valeu uma boa jogada colectiva (a única na primeira parte) e a persistência de Deco para inaugurarem o marcador.
No segundo tempo Portugal introduziu maior velocidade nas trocas de bola a meio-campo e, empurrada pelo duo genial Deco-Ronaldo, acabou por chegar naturalmente à vitória. Alguns momentos fizeram recordar o jogo inaugural contra a Turquia: grande segurança no miolo, criatividade no ataque, tabelinhas rápidas, movimentos ofensivos bem trabalhados e com muita gente no último terço do campo. Muito entusiasmante esta selecção, até ao momento.
O sabor amargo deste jogo reside na confirmação de um receio: a solidez defensiva já teve melhores dias. Individualmente o quarteto da rectaguarda é de luxo, mas colectivamente a equipa tem dificuldade em posicionar-se da melhor forma. E os lances pelo ar são um verdadeiro calcanhar de Aquiles: o golo de Sionko (e nem sequer é muito grande...) e uma mão cheia de lances na segunda parte demonstraram-no com clareza.
Portugal de zero a dez: Ricardo (5,5), Bosingwa (6), Pepe (6,5), Carvalho (6,5), P. Ferreira (7), Petit (6,5), Moutinho (6), Deco (8,5), Ronaldo (8,5), Simão (7,5), Nuno Gomes (7). Suplentes: Meira (5), Almeida (-), Quaresma (6). Golos: Deco, Ronaldo e Quaresma. Assistências: Nuno Gomes, Deco e Ronaldo. Melhor em campo: Deco.
katanec
No segundo tempo Portugal introduziu maior velocidade nas trocas de bola a meio-campo e, empurrada pelo duo genial Deco-Ronaldo, acabou por chegar naturalmente à vitória. Alguns momentos fizeram recordar o jogo inaugural contra a Turquia: grande segurança no miolo, criatividade no ataque, tabelinhas rápidas, movimentos ofensivos bem trabalhados e com muita gente no último terço do campo. Muito entusiasmante esta selecção, até ao momento.
O sabor amargo deste jogo reside na confirmação de um receio: a solidez defensiva já teve melhores dias. Individualmente o quarteto da rectaguarda é de luxo, mas colectivamente a equipa tem dificuldade em posicionar-se da melhor forma. E os lances pelo ar são um verdadeiro calcanhar de Aquiles: o golo de Sionko (e nem sequer é muito grande...) e uma mão cheia de lances na segunda parte demonstraram-no com clareza.
Portugal de zero a dez: Ricardo (5,5), Bosingwa (6), Pepe (6,5), Carvalho (6,5), P. Ferreira (7), Petit (6,5), Moutinho (6), Deco (8,5), Ronaldo (8,5), Simão (7,5), Nuno Gomes (7). Suplentes: Meira (5), Almeida (-), Quaresma (6). Golos: Deco, Ronaldo e Quaresma. Assistências: Nuno Gomes, Deco e Ronaldo. Melhor em campo: Deco.
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terça-feira, junho 10, 2008
Jogo #8: Suécia 2 x 0
Não, não é gralha, é mesmo assim. É um protesto contra "aquilo". "Aquilo" que todos vimos, que não tem desculpa, nem explicação e que da minha parte só vai ter direito ao que merece, que é ser chamado de "aquilo".
A Suécia teve algumas dificuldades na primeira parte para lidar com "aquilo". Acredito que os jogadores e o treinador sueco levaram um bom bocado de tempo para digerir o que lhes estava a acontecer, logo eles que têm alguma dificuldade em lidar com lógicas da idade da pedra. Na primeira parte houve um remate por cima de Svensson, um chapéu de Ibrahimovic que falhou por pouco o alvo e uma jogada à linha de Wilhelmsson que Larsson não aproveitou.
Na segunda parte, os suecos começaram cedo a pressionar um pouco mais e com mais homens, dado que não se podia pedir só a Larsson - e aos seus cabelos brancos rapados - e a Ibrahimovic - e à sua condição física - que fizessem o trabalho todo de pressionar "aquilo". Vieram mais e vieram em boa hora. Depois de uma primeira oportunidade, outro chapéu falhado, de Wilhelmsson, começou outro capítulo, pela mão de Hansson.
Como se sabe, os suecos têm uma certa tendência para a depressão. Hansson sucumbiu perante "aquilo". Primeiro, resolveu oferecer uma bola a um adversário, de cabeça, que chutou contra ele. Não era aquele o caminho para animar as coisas, porque os outros não estavam lá para marcar, claramente, pensou Hansson. Então, resolveu ele mesmo atirar à baliza, naquele que foi o remate mais perigoso dos suecos até então. Mesmo que tenha sido para a própria baliza.
Felizmente que apareceu Zlatan Ibrahimovic com um golo de me fazer levantar do sofá e gritar palavrões pouco abonatórios para alguns membros da família dos defensores d"aquilo". Um golaço! Mas Hansson não estava satisfeito. Queria mais. E como não conseguiu na própria baliza, foi lá à frente e de uma forma absolutamente passiva - mas não tão passiva como os defensores d"aquilo" encararam o jogo -, marcou e decidiu a partida.
master kodro
A Suécia teve algumas dificuldades na primeira parte para lidar com "aquilo". Acredito que os jogadores e o treinador sueco levaram um bom bocado de tempo para digerir o que lhes estava a acontecer, logo eles que têm alguma dificuldade em lidar com lógicas da idade da pedra. Na primeira parte houve um remate por cima de Svensson, um chapéu de Ibrahimovic que falhou por pouco o alvo e uma jogada à linha de Wilhelmsson que Larsson não aproveitou.
Na segunda parte, os suecos começaram cedo a pressionar um pouco mais e com mais homens, dado que não se podia pedir só a Larsson - e aos seus cabelos brancos rapados - e a Ibrahimovic - e à sua condição física - que fizessem o trabalho todo de pressionar "aquilo". Vieram mais e vieram em boa hora. Depois de uma primeira oportunidade, outro chapéu falhado, de Wilhelmsson, começou outro capítulo, pela mão de Hansson.
Como se sabe, os suecos têm uma certa tendência para a depressão. Hansson sucumbiu perante "aquilo". Primeiro, resolveu oferecer uma bola a um adversário, de cabeça, que chutou contra ele. Não era aquele o caminho para animar as coisas, porque os outros não estavam lá para marcar, claramente, pensou Hansson. Então, resolveu ele mesmo atirar à baliza, naquele que foi o remate mais perigoso dos suecos até então. Mesmo que tenha sido para a própria baliza.
Felizmente que apareceu Zlatan Ibrahimovic com um golo de me fazer levantar do sofá e gritar palavrões pouco abonatórios para alguns membros da família dos defensores d"aquilo". Um golaço! Mas Hansson não estava satisfeito. Queria mais. E como não conseguiu na própria baliza, foi lá à frente e de uma forma absolutamente passiva - mas não tão passiva como os defensores d"aquilo" encararam o jogo -, marcou e decidiu a partida.
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Jogo #7: Espanha 4 x Rússia 1
Depois dos fiascos de 2004 e 2006, Aragonés parece decidido a conferir uma boa dose de pragmatismo e cinismo à selecção espanhola – e o jogo de hoje deu-lhe para já razão. É um crime Fabregas ficar no banco, mas a utilização de Silva equilibrou o meio-campo e bloqueou a ala direita russa. Senna é um “trinco” à moda antiga, mas foi decisivo para aumentar a solidez defensiva. E o quarteto da rectaguarda actuou de forma concentrada e coordenada. Jogando quase sempre como um bloco compacto, a Espanha beneficiou ainda dos passes teleguiados de Iniesta e Xavi, e da mobilidade e enorme capacidade técnica de Villa e Torres.
Esta vitória sem espinhas vai conduzir a já entusiasmada imprensa espanhola a uma histeria absoluta. Eu seria prudente. Falta à Espanha um “banco” ao nível do onze titular e o opositor de hoje foi medíocre. Os russos prometeram durante a primeira meia-hora, mas um comportamento defensivo calamitoso (pobre Anyukov) e a escassez de ideias no meio-campo impediram uma reacção apropriada. O génio de Arshavin pode agitar as águas, mas a Rússia necessita de melhorar muito as suas transições defensivas para ombrear com a Grécia e a Suécia.
katanec
Esta vitória sem espinhas vai conduzir a já entusiasmada imprensa espanhola a uma histeria absoluta. Eu seria prudente. Falta à Espanha um “banco” ao nível do onze titular e o opositor de hoje foi medíocre. Os russos prometeram durante a primeira meia-hora, mas um comportamento defensivo calamitoso (pobre Anyukov) e a escassez de ideias no meio-campo impediram uma reacção apropriada. O génio de Arshavin pode agitar as águas, mas a Rússia necessita de melhorar muito as suas transições defensivas para ombrear com a Grécia e a Suécia.
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(4) Europeus: Diniyar Bilyaletdinov (Rússia)
Felizmente isto é um blog e podemos apresentar o esquerdino Diniyar Bilyaletdinov com o silêncio que o seu apelido recomenda. Também podíamos pedir ao leão Izmailov que o fizesse, pois foram colegas no Lokomotiv de Moscovo entre 2004 e 2007. Provavelmente, Izmailov falaria da criatividade, da técnica, da visão de jogo, do remate. Bilyaletdinov, 23 anos, médio-ofensivo, é o actual capitão do clube. Veremos se a sua fama sobrevive ao usual naufrágio russo em fases finais.
Diniyar Bilyaletdinov
Nº: 15
Rússia e Lokomotiv
Médio Esquerdo Ofensivo
27.02.1985
186 cm
75 kg
aqui para ver o perfil de Diniyar no site do Euro 2008
e aqui para o verdadeiro desafio, o perfil (em russo!) no site do Lokomotiv
kovacevic
Diniyar Bilyaletdinov
Nº: 15
Rússia e Lokomotiv
Médio Esquerdo Ofensivo
27.02.1985
186 cm
75 kg
aqui para ver o perfil de Diniyar no site do Euro 2008
e aqui para o verdadeiro desafio, o perfil (em russo!) no site do Lokomotiv
kovacevic
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segunda-feira, junho 09, 2008
Jogo # 6: Holanda 3 x Itália 0
Há 25 anos que a Itália não sofria uma derrota tão pesada. As razões deste descalabro começam no quarteto defensivo – talvez o pior da história da Azzurra: Panucci e Materazzi estão no ocaso das carreiras, Zambrotta é um lateral adaptado e Barzagli é um incompreensível erro de casting. Chiellini no banco? Nesta no sofá? E porquê Grosso (o melhor italiano em campo) e Del Piero tão tarde? Donadoni merece ouvir das boas.
Como se não bastasse, a Itália foi lenta nas transições defensivas, perdulária no ataque e nunca soube responder ao contra-ataque holandês. Esta crónica parece uma paródia mas não é: os italianos não honraram os seus princípios tradicionais, expuseram-se em demasia e provaram o veneno que distribuem pelos relvados desde os anos 60.
Van Basten surpreendeu e apresentou um estranho mas eficaz modelo de jogo, com a equipa deliberadamente partida em duas: a seis elementos cabia garantir a solidez defensiva, remetendo o ataque italiano a uma inevitável inferioridade numérica; aos quatro da frente foi dada liberdade total para assaltar a baliza de Buffon. A forma notável como este quarteto se complementa (a velocidade de Van der Vaart, a criatividade de Sneijder, a combatividade de Kuyt e o cinismo de Van Nistelrooy) explica em grande parte a vitória fulgurante da Holanda.
Num jogo fabuloso, a Holanda contou ainda com dois heróis improváveis: Van der Sar, aos 37 anos, foi verdadeiramente providencial, com duas defesas magníficas (livre de Pirlo e remate de Grosso); e Engelaar, um gigante de 28 anos que fez carreira em clubes medíocres (NAC, Genk, Twente), mas que realizou a exibição da sua vida – grande sentido posicional, cortes atrás de cortes, óptimo no jogo aéreo e nas transições ofensivas, lançando perigosos contra-ataques. Nota muito positiva também para Van Bronckhorst (decisivo no 2º e 3º golos).
katanec
Como se não bastasse, a Itália foi lenta nas transições defensivas, perdulária no ataque e nunca soube responder ao contra-ataque holandês. Esta crónica parece uma paródia mas não é: os italianos não honraram os seus princípios tradicionais, expuseram-se em demasia e provaram o veneno que distribuem pelos relvados desde os anos 60.
Van Basten surpreendeu e apresentou um estranho mas eficaz modelo de jogo, com a equipa deliberadamente partida em duas: a seis elementos cabia garantir a solidez defensiva, remetendo o ataque italiano a uma inevitável inferioridade numérica; aos quatro da frente foi dada liberdade total para assaltar a baliza de Buffon. A forma notável como este quarteto se complementa (a velocidade de Van der Vaart, a criatividade de Sneijder, a combatividade de Kuyt e o cinismo de Van Nistelrooy) explica em grande parte a vitória fulgurante da Holanda.
Num jogo fabuloso, a Holanda contou ainda com dois heróis improváveis: Van der Sar, aos 37 anos, foi verdadeiramente providencial, com duas defesas magníficas (livre de Pirlo e remate de Grosso); e Engelaar, um gigante de 28 anos que fez carreira em clubes medíocres (NAC, Genk, Twente), mas que realizou a exibição da sua vida – grande sentido posicional, cortes atrás de cortes, óptimo no jogo aéreo e nas transições ofensivas, lançando perigosos contra-ataques. Nota muito positiva também para Van Bronckhorst (decisivo no 2º e 3º golos).
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Jogo # 5 França 0 x 0 Roménia
A primeira parte fica para quem gosta de falar de linhas, de entre linhas, de transições e de modelos. Os franceses não quiseram jogar e, mesmo que quisessem, os romenos não deixavam, pelo menos enquanto tivessem força nas pernas. O que, em certa medida, se compreende, já que se eu fosse romeno sentir-me-ia eternamente com crédito perante o divino, depois de calhar num grupo com Itália, França e Holanda.
No intervalo, Domenech lá convenceu os seus rapazes a jogar qualquer coisa. Não muito, mas qualquer coisa. Ribéry lá conseguiu ir uma ou outra vez à linha, Benzema (tentou muito, consegui muito pouco) e Malouda não perderam as bolas todas. Anelka quase. O que ficou mais claro no jogo dos gauleses é que falta ali Zidane. E que Domenech fez mal em tirar Benzema, na altura em que este começou a dar sinais que queria resolver o jogo. E que talvez não tivesse sido boa ideia deixar Trezeguet de fora, porque Gomis não está muito habituado a estas cenas.
Os romenos são uma entidade colectiva, desprovida de livre arbítrio, comandada pelo pé esquerdo de Chivu. Já vi a taça mais longe, para ser sincero...
master kodro
No intervalo, Domenech lá convenceu os seus rapazes a jogar qualquer coisa. Não muito, mas qualquer coisa. Ribéry lá conseguiu ir uma ou outra vez à linha, Benzema (tentou muito, consegui muito pouco) e Malouda não perderam as bolas todas. Anelka quase. O que ficou mais claro no jogo dos gauleses é que falta ali Zidane. E que Domenech fez mal em tirar Benzema, na altura em que este começou a dar sinais que queria resolver o jogo. E que talvez não tivesse sido boa ideia deixar Trezeguet de fora, porque Gomis não está muito habituado a estas cenas.
Os romenos são uma entidade colectiva, desprovida de livre arbítrio, comandada pelo pé esquerdo de Chivu. Já vi a taça mais longe, para ser sincero...
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Jogo # 4: Alemanha 2 x Polónia 0
Que a Polónia é uma equipa mediana, sabia-o desde a fase de qualificação. Mas confesso que não estava preparado para o naufrágio desde Domingo. Mal organizada no meio-campo, insuportavelmente lenta na transição ofensiva e risível na retaguarda (a defesa em linha utilizada na primeira parte conseguiu isolar Klose duas vezes, uma das quais resultando num golo de Podolski). Os comentadores da TVI bem puxaram por Lewandowski e Kryznowek; mas se o primeiro foi medíocre, o segundo foi patético (com recepções de bola dignas de um amador). Os únicos rasgos de futebol foram protagonizados por um naturalizado brasileiro (Guerreiro), entrado tardiamente na segunda parte. Ficaria chocado se esta Polónia chegasse aos quartos-de-final.
Os alemães não foram sequer obrigados a forçar o ritmo, jogando num estilo que os define há quase cinquenta anos: rigor defensivo absoluto, meio-campo solidário e ataque incisivo. Naturalmente, ajuda ter um Podolski oportuno, um Klose muito bem nas assistências e um elegante Ballack em todos os movimentos atacantes. Lahm confirmou a excelência do seu futebol, tal como Fritz, que mostrou grande acutilância na ala direita (foi substituído por Schweinsteiger, que também fez miséria por esses lados).
Todas as bolsas de apostas consideram a Alemanha como a principal favorita à vitória. A julgar pelo triunfo de hoje – e pela boa fortuna do sorteio (que faz prever um caminho tranquilo até à meia-final) – são capazes de ter razão.
katanec
Os alemães não foram sequer obrigados a forçar o ritmo, jogando num estilo que os define há quase cinquenta anos: rigor defensivo absoluto, meio-campo solidário e ataque incisivo. Naturalmente, ajuda ter um Podolski oportuno, um Klose muito bem nas assistências e um elegante Ballack em todos os movimentos atacantes. Lahm confirmou a excelência do seu futebol, tal como Fritz, que mostrou grande acutilância na ala direita (foi substituído por Schweinsteiger, que também fez miséria por esses lados).
Todas as bolsas de apostas consideram a Alemanha como a principal favorita à vitória. A julgar pelo triunfo de hoje – e pela boa fortuna do sorteio (que faz prever um caminho tranquilo até à meia-final) – são capazes de ter razão.
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domingo, junho 08, 2008
Jogo # 3 Áustria 0 x 1 Croácia
Os croatas foram uma tremenda desilusão, com Luka Modric à cabeça. Perante um adversário que cedo demonstrou a sua fragilidade e as suas limitações técnicas, esperava-se muito mais desta selecção. Acabaram encostados à defesa, sem um pingo de força ou vontade de alterar a tendência da partida. Os austríacos, do inenarrável Pogatetz, aproveitaram o espaço que lhes deram para, atabalhoadamente, mas com tenacidade, chegarem com bastante perigo à baliza de Pletikosa (algo que, no início da partida, parecia impensável). Ivanschitz, foi o melhor dos austríacos, bem acompanhado pela vontade do ala direito Standfest e de Harnik. Do outro lado, Pletikosa e os defesas centrais. Os croatas têm que correr mais para poderem ter uma oportunidade de jogar contra selecções a sério, nos quartos-de-final.
master kodro
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(3) Europeus: Nikola Kalinic (Croácia)
Ainda não deve ser opção principal para Slaven Bilic, mas um rapaz que marca 17 golos aos 20 anos, em qualquer campeonato, revela que podemos estar a contemplar o embrião de uma nova estrela do futebol europeu. Há quem veja nele matéria prima semelhante à que elevou Davor Suker à condição de Deus entre os croatas. Espreitem.
Nikola Kalinic
N.º 9
Croácia e Hajduk
Avançado
05.01.1988
187 cm
84 kg
Aqui podem ver o perfil de Nikola no site da uefa
ps - Não se deixem inebriar pela banda sonora do primeiro clip...
master kodro
Nikola Kalinic
N.º 9
Croácia e Hajduk
Avançado
05.01.1988
187 cm
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Aqui podem ver o perfil de Nikola no site da uefa
ps - Não se deixem inebriar pela banda sonora do primeiro clip...
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Jogo # 2 - Portugal 2 x 0 Turquia
Muito me agrada ver a selecção - finalmente - com uma atitude à altura da qualidade dos jogadores, da expectativa dos adeptos e do crescimento de estatuto ocorrido nos últimos anos.
Podem obter-se resultados com expulsões, prolongamentos, desempates por grandes penalidades, exibições feias e pragmáticas. Claro que podem. Mas não há histórias de encantar sem noites perfeitas. E Portugal começou a sua, ontem, justamente porque não deixou a escrita por mãos alheias. Isto é, não quis esperar para ver. Preferiu pegar no jogo, definir-lhe o rumo, desencadear os acontecimentos, forçar o desfecho, impôr-se como protagonista. Prevalecer ao falso destino de três bolas enviadas aos ferros e de um golo (bem) anulado.
Convenhamos que isto é vagamente português e raramente scolariano.
Ontem, além da coragem e do espírito guerreiro, regressou a ambição e o futebol de ataque, com tudo na frente, inclusive laterais e centrais, a lembrar (pela postura) um Portugal 3-2 Inglaterra (2000), outro Portugal 2-2 Inglaterra (2004) ou o Portugal 2-0 Holanda do mesmo ano.
Há muito que não me divertia tanto com um jogo desta equipa.
Parabéns a Scolari - vence em toda a linha, até no golo de Pepe com assistência de Nuno Gomes - e aos craques, que se exibiram, todos, a um nível alto. Bom, quase todos.
A Turquia, mediana, pouco ou nada mostrou.
Portugal de zero a dez: Ricardo (6), Bosingwa (6,5), Pepe (8), Ricardo Carvalho (7), Paulo Ferreira (5), Petit (6), Moutinho (7,5), Deco (7,5), Simão (6,5), Cristiano Ronaldo (6), Nuno Gomes (8) Suplentes: Nani (5), Raúl Meireles (5,5), Meira (-) Golos: Pepe e Rául Meireles Assistências: Nuno Gomes e Moutinho Melhor em campo: Pepe
kovacevic
Podem obter-se resultados com expulsões, prolongamentos, desempates por grandes penalidades, exibições feias e pragmáticas. Claro que podem. Mas não há histórias de encantar sem noites perfeitas. E Portugal começou a sua, ontem, justamente porque não deixou a escrita por mãos alheias. Isto é, não quis esperar para ver. Preferiu pegar no jogo, definir-lhe o rumo, desencadear os acontecimentos, forçar o desfecho, impôr-se como protagonista. Prevalecer ao falso destino de três bolas enviadas aos ferros e de um golo (bem) anulado.
Convenhamos que isto é vagamente português e raramente scolariano.
Ontem, além da coragem e do espírito guerreiro, regressou a ambição e o futebol de ataque, com tudo na frente, inclusive laterais e centrais, a lembrar (pela postura) um Portugal 3-2 Inglaterra (2000), outro Portugal 2-2 Inglaterra (2004) ou o Portugal 2-0 Holanda do mesmo ano.
Há muito que não me divertia tanto com um jogo desta equipa.
Parabéns a Scolari - vence em toda a linha, até no golo de Pepe com assistência de Nuno Gomes - e aos craques, que se exibiram, todos, a um nível alto. Bom, quase todos.
A Turquia, mediana, pouco ou nada mostrou.
Portugal de zero a dez: Ricardo (6), Bosingwa (6,5), Pepe (8), Ricardo Carvalho (7), Paulo Ferreira (5), Petit (6), Moutinho (7,5), Deco (7,5), Simão (6,5), Cristiano Ronaldo (6), Nuno Gomes (8) Suplentes: Nani (5), Raúl Meireles (5,5), Meira (-) Golos: Pepe e Rául Meireles Assistências: Nuno Gomes e Moutinho Melhor em campo: Pepe
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sábado, junho 07, 2008
Jogo # 1 - Suíça 0 x 1 R.Checa
Se é isto que nos espera nas próximas jornadas do grupo, estamos muito bem. O resultado deste sonolento (na primeira parte) jogo inaugural foi uma enorme injustiça, dado que os checos pouco fizeram para passar do meio-campo com a bola controlada, quanto mais marcar um golo. A sorte grande saiu a Bruckner quando tirou Koller, a entrar em depressão devido ao abandono a que o votaram, para colocar Sverkos no ataque, um rapaz - de que nunca ouvi falar - que aproveitou um passe/corte de cabeça de um companheiro para se isolar e marcar através de uma trivela suave.
Para os suíços, aconteceu de tudo. Falharam oportunidades de golo, sofreram um golo num lance absurdo naquela que foi quase a única oportunidade do adversário, viram a sua estrela do ataque lesionar-se, atiraram uma bola à trave e apanharam com Cech pela frente quando podiam decidir. Gelson e Magnin são bons candidatos a não acabar jogos. Do lado dos checos, apresenta-se um couraçado ancorado à frente de Cech. Depois, só nulidades, pelo menos hoje.
Para além da aparentemente eterna "Checoslováquia", nas palavras de Carlos Manuel, o momento do "pé direito perigoso" de Hakan Yakin, desmentido dois segundos depois com um livre directo batido com o esquerdo, foi o momento mais alto de um show de banalidades na antena da SportTV.
master kodro
Para os suíços, aconteceu de tudo. Falharam oportunidades de golo, sofreram um golo num lance absurdo naquela que foi quase a única oportunidade do adversário, viram a sua estrela do ataque lesionar-se, atiraram uma bola à trave e apanharam com Cech pela frente quando podiam decidir. Gelson e Magnin são bons candidatos a não acabar jogos. Do lado dos checos, apresenta-se um couraçado ancorado à frente de Cech. Depois, só nulidades, pelo menos hoje.
Para além da aparentemente eterna "Checoslováquia", nas palavras de Carlos Manuel, o momento do "pé direito perigoso" de Hakan Yakin, desmentido dois segundos depois com um livre directo batido com o esquerdo, foi o momento mais alto de um show de banalidades na antena da SportTV.
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sexta-feira, junho 06, 2008
Seleccionadas (5)
Há uns dias, estavam a transmitir um daqueles raros programas sobre a selecção com que nos têm brindado. Era uma palestra de Scolari, antes de uma partida contra a selecção francesa. A preocupação era Zidane. Só uma marcação à zona podia parar o génio. Mas uma marcação tenaz (deve ter dito forte) de quem estivesse na zona. Resolveu dar um exemplo. Foi qualquer coisa parecida com: como se estivesse a comer o último prato de comida da vida... Um sucesso de imagem. Para dar ainda mais força à ideia, disse que Zidane tinha muitas fintas e colocou-se na pele do defensor, rematando: "Tem que dar 45 fintas p'ra mim cair para o lado"....
Não faço ideia do que nos fez perder aquele jogo.
master kodro
Não faço ideia do que nos fez perder aquele jogo.
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