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segunda-feira, setembro 20, 2010

O Sporting que o Benfica precisava

Que o derby sirva, ao menos, para acabar com a ideia de que Matias Fernandez é jogador para este nível. E por este nível quero dizer a liga portuguesa. Não tem, nem vai ter nunca, a intensidade e regularidade necessárias para se impor na Europa. Quanto ao resto, vitória claríssima do Benfica perante um Sporting que só fez cócegas. No primeiro teste a sério, Nuno André Coelho revelou os seus previsíveis limites. Outra fraude. É inconcebível que Polga sente no banco para NAC jogar. Anedótico no segundo golo, infantil nas inúmeras perdas de bola.

Naturalmente, o Sporting cometeu vários erros graves, um dos quais foi encostar Djaló à direita, entregando Liedson de bandeja aos centrais do Benfica. Do lado oposto, no entanto, Carriço e NAC enfrentaram Saviola e Cardozo em pura igualdade numérica, um suicida dois-para-dois, tanto com bola no pé como em momento defensivo. Liberdade quase total. Resultado: aos seis minutos já Saviola tinha metido Cardozo na cara de Rui Patrício, com bola no poste.

Como escrevi esta semana, valia mais do que três pontos: o Benfica está reabilitado, o Sporting vê-se cara a cara com o fantasma do campeonato passado.

kovacevic

sexta-feira, setembro 10, 2010

Notas benfiquistas

Com nova derrota encarnada surgem reacções benfiquistas de algum desespero. Afinal de contas, a renovação do título é agora uma miragem e acumular quatro derrotas em cinco jogos nem nos sonhos mais cor-de-rosa dos anti-benfiquistas. Além disso, reconheça-se que há muitos problemas na máquina encarnada: falta poder de explosão no movimento ofensivo e a defesa está mais permeável; Javi parece fora de forma; Roberto foi um desastre nas primeiras jornadas; e reforços como Gaitán ou Jara não trouxeram para já mais-valias.

Porém, não me parece que se justifique um discurso de terra-queimada que já prolifera na blogosfera e na conversa de café. Jesus, Rui Costa, Vieira e os jogadores passaram de bestiais a bestas em poucas semanas e já se pede uma revolução. Seria um erro crasso: em primeiro lugar, porque há um contexto que não pode ser escamoteado - o Benfica tem sido escandalosamente prejudicado pelas arbitragens (por oposição aos seus adversários directos), de que o jogo de hoje é prova inequívoca. Com uma actuação normal de Olegário, o Benfica tinha disposto de dois penalties e se calhar estávamos hoje a falar de um triunfo tranquilo.

Em segundo lugar, importa perceber que esta crise é circunstancial e não estrutural. A organização do Benfica clube, a equipa técnica e o plantel são de clara qualidade. O que os nossos adversários mais gostariam é que desmantelássemos num ápice o que tanto custou a construir. O primeiro impulso gera uma enorme desilusão, mas urge apelar à razão quando se analisa o que fazer em seguida: manter firmeza, apelar à união do grupo, corrigir erros e arrepiar caminho.

katanec

domingo, agosto 29, 2010

Benfica 3 x Setúbal 0

Nenhuma outra actividade tem hoje a capacidade para produzir momentos épicos como o futebol. O jogo de ontem é disto um exemplo acabado. Roberto começou o jogo como anedota nacional, relegado ao banco - possivelmente para o resto da época. Mas uma série de circunstâncias tão imprevisíveis como burlescas (o atraso ridículo de Maxi, a atrapalhação de Júlio César, o remate fraco de Hugo Leal) tornaram Roberto o novo herói da Luz. Herói - como em nenhuma outra situação o poderia ser.

O resto rapidamente será esquecido. O regresso aos golos de Cardozo, a excelente exibição de Aimar, a habilidade de Coentrão, a boa dinâmica ofensiva dos encarnados (a recordar os melhores momentos do ano passado). A vitória tranquila que a equipa tanto necessitava. Para o futuro fica, pois, apenas o argumento hollywoodesco deste jogo e a certeza de que o futebol é efectivamente a maior fábrica de sonhos do planeta.

katanec

sexta-feira, agosto 27, 2010

Champions (sorteio), parte dois

1. Excelente grupo para o Braga, tendo em conta o quadro possível. Arsenal é uma equipa com um registo fraco fora de casa; Shakhtar e Partizan surgiam como duas das formações mais acessíveis nos seus Potes. Embora a inexperiência dos bracarenses a este nível não permita defini-los como favoritos, julgo haver boas hipóteses de apuramento para a fase seguinte.

2. O grupo do Benfica surge como um pau de dois bicos. Por um lado, devido à ausência de um colosso europeu, abre-se a possibilidade do primeiro lugar - essencial para quem tem aspirações na prova a longo prazo. Mas por outro, com o Schalke metido ao barulho, surgem dificuldades consideráveis que à partida poderiam ter sido evitadas com outros emparelhamentos. Os alemães não são um "tubarão" europeu, mas com Neuer, Raúl, Rakitic, Escudero, Farfán e Metzelder constituem um perigoso obstáculo. E atenção ao Hapoel de Enyeama e Ben Sahar, que em Israel será certamente um osso duro de roer...

katanec

segunda-feira, agosto 09, 2010

A supertaça e o sismógrafo

Vitória justa da melhor equipa. O Porto foi superior em praticamente todos os capítulos do jogo; com excelente pressão alta aniquilou a construção benfiquista; explorou bem as alas (onde Amorim e Peixoto estiveram sempre sem apoio); revelou grande eficácia; foi mais forte mentalmente e foi fisicamente mais disponível. Óptimas prestações de Varela e Falcão. Moutinho entrosado e lutador. Hulk entreteve com vários remates próximos da bandeirola de canto; como jogador de futebol, foi pouco interessante.

No lado encarnado, muita gente abaixo do exigível (Luisão, Carlos Martins, Roberto), meio-campo desequilibrado, pouca ligação entre sectores e uma estranha apatia. Jesus, talvez movido pela sua célebre arrogância, inventou (onze nunca testado na pré-época...) e deu-se mal. Fica a lição: nunca, mas nunca, menosprezar o FC Porto.

Embora o troféu tenha sido bem entregue, talvez não seja pior contextualizar o dito cujo, pois não falta quem pretenda retirar deste jogo ilações para o resto da época, fazendo equivaler a Supertaça a um sismógrafo futebolístico. Em primeiro lugar, é ridículo antecipar os acontecimentos de uma longa temporada a partir de um único encontro. Por outro lado, os factos recomendam alguma parcimónia. É ver os dados abaixo, com a correlação "vencedor da Supertaça"-"posterior campeão nacional", tomando a última década como amostra:

2000 Sporting / Boavista
2001 Porto / Sporting
2002 Sporting / Porto
2003 Porto / Porto
2004 Porto / Benfica
2005 Benfica / Porto
2006 Porto / Porto
2007 Sporting / Porto
2008 Sporting /Porto
2009 Porto / Benfica

katanec