quarta-feira, março 11, 2015

Play It Again, Sam # 150 - The Young Gods

Ainda bandas como os Prodigy e os Chemical Brothers andavam de um tomate para o outro, a estudarem a melhor maneira de cozinharem os ouvidos das massas, com sonoridades químicas, e já estes suíços quase deitavam o Sá da Bandeira abaixo, com a potência musical que trouxeram cá. Alguém perguntava, já meio zonzo: «Ouço guitarras. Onde estão as guitarras?» Estavam no sampler de Al Comet, dez vezes mais poderosas. A bateria era brutal e quando se ouvia a voz de Franz Treichler, o som ficava completo.

Aquilo que vimos ontem, no Dragão, foi futebol completo. Mais uma amostra do potencial que Lopetegui tem entre mãos. Não houve cá futebol para os lados nem esperas para ver o que faria o adversário, porque o 1x1 já chegava. Para a frente era o caminho, com futebol apoiado ou direto, mas sempre com a baliza nos olhos. É certo que o Basileia podia ter marcado, teve mais hipóteses para o fazer cá do que na Suíça, mas seria sempre atropelado pelo poder ofensivo portista.

Uma excelente vitória e quatro grandes golos que garantem os quartos-de-final da Champions. Em suma, um jogo para saborear, calmamente, ao som de Gasoline Man, versão acústica, que já não tenho idade para moches e porque, depois daquele concerto, qualquer versão de estúdio me parece um mero soundcheck.

Música: "Gasoline Man"
Álbum: "T.V. Sky", 1992
Interpretação: The Young Gods



2 comentários:

Hugo disse...

Ainda me lembro do grande concerto deles em 95 no primeiro Super Bock Super Rock.

littbarski disse...

O que é curioso é que eu nem era um grande apreciador da música deles. Mas eles ao vivo são extraordinários. É (foi) uma experiência única. Daquelas que não se esquecem.