quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Super é a claque

Paulo Sousa, talvez tentando já embalar o jogo do Dragão, falou de um Porto super superior. Eu confesso que não vi essa superioridade toda. É verdade que o Basileia quase não conseguiu sair a jogar, mas na única vez que o fez, marcou. Por outro lado, toda aquela posse de bola que o Porto teve, na primeira parte, foi quase sempre inconsequente. A determinada altura, lembrei-me da cena do Indiana Jones, a da espada vs. pistola, ou dos 15 passes para conseguir ultrapassar a linha de meio campo vs. um ataque vertical que com um passe destroça o adversário. Matava-me ver o Porto perder assim com um só tiro. Felizmente, na segunda parte, mesmo sem Óliver (e que falta faz o espanhol, sobretudo se a solução para a sua ausência for aquele trio que Lopetegui não tira da cabeça), houve acutilância suficiente para marcar um golo que pode, de facto, valer ouro, no jogo da segunda mão, desde que ninguém se esqueça, por mais súperos que se ouçam do outro lado, daquilo que estes suiços fizeram, num passado recente, a equipas como o Bayern, o Chelsea e o Liverpool.

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