segunda-feira, agosto 04, 2014

Bem-vindo, Jackson

Em Goodison Park, o Porto conseguiu ter bola com qualidade, reagir bem à perda da mesma e ser mortífero no ataque. O problema é que não conseguiu estas três coisas em simultâneo. Na primeira parte, faltou profundidade atacante; na segunda, faltou mais solidez defensiva, sobretudo do lado esquerdo. Lopetegui terá de encontrar a solução que lhe permita obter um ponto de equilíbrio e Jackson, se o mercado não o levar entretanto, terá de fazer parte dela.

Com o tempo, acredito que surgirão os automatismos necessários para conseguir sair em posse, com segurança. Mas, neste momento, confesso que preferia, na dúvida, ver a bola na frente, pelo menos naquela zona onde um passe falhado é um golo do adversário. Fabiano é o elo mais fraco (a jogar com os pés) e foi o primeiro a ceder. Temo que não seja o único.

4 comentários:

Mr. Shankly disse...

O Jackson é bastante melhor que o Adrian, não há dúvida. Se o Jackson ficar (como parece que fica), e se PC está louco para contratar o Jimenez, para que é que contratou o Adrian?

Gabriel disse...

Shankly é uma pergunta interessante.
Para mim o Adrian pode ser aposta quando o Porto quiser jogar num estilo diferente, em contra-ataque ou em 4-4-2 ai o Adrian poderá ser muito útil. 11M€ para isso? Um autêntico exagero mas desde que vi o Pelé avaliado em 6M€ (lembram-se?) acredito em quase tudo.

Marco Morais disse...

Litt, se for é agora. Não me parece bom esperar pelo final da pré-época para treinar as saídas. Mas sim, também é uma dúvida que me assola: terão Fabiano, Danilo, A Sandro, Maicon, capacidade para este tipo de jogo?

Já o Indi, parece bem certinho.

O erro de Fabiano também serve para ver a coragem do treinador. Outrora, disse Guardiola sobre Valdés, que sair de trás beneficiava a equipa e que alguma vez estes erros teriam de aparecer. Mesmo assim a equipa ganhava mais em continuar a sair pelo GR.

littbarski disse...

E a equipa pode continuar a sair pelo guarda-redes, Marco. Não precisa é de sair sempre. Para mim, nos casos de maior aperto, é bola na frente. Andar a jogar ao meiinho, com os jogadores adversários a cheirar, a 10 ou 20 metros da baliza, é suicídio, porque mais cedo ou mais tarde alguém vai falhar um passe e vai ser golo. E não há nada mais frustrante do que dominar um jogo por completo e depois perder ou empatar por causa de um erro estúpido.

É que por muito que Lopetegui tenha gostado da primeira parte do jogo contra o Everton, o resultado foi 0-1. Não foi só por causa disto, foi também porque, com toda aquela magnífica posse de bola, o Porto não conseguiu criar uma única situação de golo. Outras contas, que espero que Lopetegui corrija.