sábado, julho 05, 2014

Mais tempero

Mais talento individual, mais espontaneidade, mais espectáculo. Menos organização, como se viu, por exemplo, no lance do golo de Thiago Silva. A Colômbia sai, a marca de James fica, pelos golos que marcou (é, neste momento, o melhor marcador do Mundial) e deu a marcar, por aquilo que fez a Colômbia jogar. Foi ele quem ontem tentou pôr ordem na casa e levar a equipa para a frente. Não chegou, porque era o Brasil, omnipresente, pentacampeão, anfitrião, com 200 milhões de brasileiros por trás - e Scolari, reconheça-se, sabe tirar partido disto. Mas, sem Neymar, a selecção brasileira perde a sua principal arma para o confronto com uma Alemanha que será bem mais organizada do que a Colômbia e que também sabe ganhar por meio a zero.

5 comentários:

littbarski disse...

Não resisto a reproduzir aqui um comentário do André Pinto que eu li no Pobo do Norte:

«A Colômbia é a maravilha deste mundial, a selecção que tem aquele imponderável e desprezo nobre pela estratégia, transpirando toda ela talento. Por isso mesmo está fadada para ser sacrificada no altar da estética, não no da glória desportiva.»

Sentinela um Estremecer disse...

James foi, sem duvida e por larga margem, a figura desta Colômbia. Não acho que tenham estado assim tão maravilhosamente bem nos jogos restantes, e neste pouco ou nada se viram.
James não foi excepção, praticamente não esteve em jogo. Quando digo isto nada tem a ver com ter ou não ter bola. A bola até lhe chegou muitas vezes mas, ao contrario dos jogos anteriores, não mostrou maturidade para pensar melhor o jogo. Tem neste jogo, uma percentagem gritante de passes de ruptura (ou "verticais", como gostam de dizer agora os iluminados das tv's), falhando quase sempre. Muitas vezes o jogo colombiano pedia uma simples mudança de flanco, e James lá tentava mais uma vez o passe pelo meio. Demasiadas decisões erradas, que não se lhe viram nos outros jogos...
O Brasil passa com mérito, mas não é este jogo que apaga a marca que a Colômbia deixou neste mundial.

Para as meias finais, sou europeu.

Hugo disse...

Não esteve em jogo pois cada vez que pegava na bola, lá vinha o Fernandinho ou outro dar no osso.
Quando os sarrafeiros o deixaram, lá saiu um passe para o lance do penalti

Sentinela um Estremecer disse...

Hugo, é verdade que o arbitro foi complacente com alguma agressividade excessiva dos brasileiros, mas isso não implica que em quase 20 passes de ruptura que o James tentou, tenha uma percentagem de acerto a rondar os 30%, e as que acertou nem todas são boas decisões porque não foram passes para o companheiro com melhor probabilidade de sucesso (por estar marcado de muito perto pelos centrais).
O passe no lance do penalty acaba por ser a excepção que faz a regra.
Para mim, no capitulo da tomada de decisão, James esteve muito mal, neste jogo. Se o jogador tem capacidade para fazer passes de ruptura que poucos conseguem fazer, deve fazê-los quando as circunstancias são as melhores para o sucesso da equipa. Isso diferencia um jogador muito bom de um jogador de topo. James é de topo, simplesmente não o foi neste jogo.

Hugo disse...

De acordo, mas se calhar outro factor que contribuiu para isso foi o Jackson com quem ele se entende melhor ter ficado no banco em detrimento do Teo.