domingo, julho 06, 2014

Argentina e Holanda, sem surpresa

Chegada a fase das grandes decisões, as equipas arriscam menos e isso reflecte-se na qualidade do espectáculo. Ainda assim, confesso que esperava um pouco mais da Bélgica. Hazard esteve em dia não, Origi andou perdido na frente e o melhor que a equipa de Wilmots conseguiu veio dos cruzamentos de Vertonghen para Mirallas e Fellaini. Muito pouco para assustar uma Argentina que marcou cedo e, depois disso, geriu o jogo de forma confortável, estando sempre mais perto do segundo golo do que de ser obrigada a horas extras. Higuain foi a figura do jogo, mas o momento mais espectacular foi aquele passe teleguiado de Messi, ao minuto 28, que percorreu meio campo e que Di Maria desperdiçou.

No outro jogo do dia, mesmo sem forçar, o melhor ataque da competição podia ter-se livrado, sem dificuldade, da selecção que resolveu desafiar o princípio de Peter. Podia, mas não o fez, porque Navas não deixou e porque os postes, a barra e os caprichos da física não quiseram. Eu juro que, com tanto desperdício, quando vi Urena só com Cillessen pela frente, pensei que a Holanda estava fora do Mundial. Desconhecia, obviamente, que Van Gaal tinha um amuleto que o protegia da maldição dos prolongamentos: Tim Krul entrou para defender dois penalties e colocar a selecção laranja nas meias-finais.

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