quinta-feira, maio 22, 2014

O todo e a soma das partes

No sábado passado, enquanto via o Atlético executar na perfeição o princípio do talento colectivo acima do talento individual, lembrava-me de Messi. Não da sombra do Messi (sempre bem guardada) que esteve em Camp Nou, não do Messi que é o primeiro a defender e o terceiro homem de uma fabulosa triangulação dos tempos áureos do Barcelona, mas daquele Messi capaz de, quando tudo o resto falha, fazer aquilo que um dia Vítor Pereira, num momento de inspiração divina, pediu a Kelvin: ir para cima deles e resolver. Não apareceu esse Messi (nem esse Neymar, já agora) e o Atlético foi campeão de Espanha.

Daqui a dois dias, quando Ronaldo, Bale e Cia. entrarem na Luz para jogarem a final da Champions, ficaremos a saber se a soma das partes do Real consegue ser maior do que o todo do Atleti. Porque, num jogo em que só o todo se destaque, parece-me que o conjunto de Simeone não tem rival.

2 comentários:

Costa disse...

Vim aqui na esperança de ler um post... ou um mero parágrafo... ou uma única linha... ou uma simples palavra sobre o último feito do «Libras Boas» e deparo-me com referências ao VP.

Pouca sorte a minha...

Mr. Shankly disse...

"Porque, num jogo em que só o todo se destaque, parece-me que o conjunto de Simeone não tem rival"

Essa é que é essa. O Atlético é a melhor equipa do Mundo, mesmo que não ganhe a Champions (e já agora mesmo que não tivesse ganho a Liga).