sexta-feira, abril 11, 2014

O que mudou entre Madrid e Sevilha?

A determinada altura do jogo de ontem, pensei que estivesse a ter algum pesadelo, durante o qual o Atlético marcava ao Porto os golos que falhou naquele início arrasador que vulgarizou o Barcelona. Depois lembrei-me que já tive esse pesadelo (e não foi só em Madrid). Entre Madrid e Sevilha, o que mudou?

Mudou o treinador, mudou o modelo de jogo, mas há coisas que se repetem e que, pelos vistos, não têm solução à vista. A equipa continua a defender de forma patética, em alguns momentos dos jogos; continua a ter muita dificuldade em sair com bola, se for pressionada (antes faltavam apoios, agora falta o quê?); continua sem um meio-campo capaz (Paulo Fonseca já saiu há mais de um mês); continua a falhar passes, cruzamentos, remates em série, não por centímetros, mas por vários metros (ontem, em 20 remates, apenas 5 foram enquadrados, 4 deles por Quaresma). Como é que isto se explica?

Lucho, não desprezando a vertente táctica do jogo, disse que, em última instância, é a cabeça dos jogadores que faz a diferença. E, assim sendo, vejo apenas uma solução para este Porto: férias. Se bem aproveitadas, como é evidente.

2 comentários:

Joao disse...

Pois, férias...

Que serão concerteza mais curtas para alguns já que além do mundial parece-me que terão de começar a época bem mais cedo por causa da eliminatória para a liga dos campeões (vamos lá ver é se não é o Estoril a começar a época mais cedo)!!!!

Vamos ver se aquela gente percebeu o que correu mal esta época para aprenderem com o erro...



miguel.ca disse...

Bem, aparentemente e de acordo com o "OJogo", Pinto da Costa já tem uma "revolução em marcha". Pelo menos, após cada desastre vem sempre uma revolução. Pena seja que algumas dessas revoluções tenham mais tarde sido renomeadas de "contentores"!
Diz a capa do jornal que:
1. O treinador já está escolhido. 2. Vai haver uma revolução no plantel.
3. Já há dois jogadores, o Espanhol Ayoze e o Argelino Ghazal que serão as duas primeiras caras novas no Dragão.

Bom, como tudo que desejo para o meu clube e que tudo de bom lhe aconteça e daí provenha o sucesso, o orgulho e devido reconhecimento, fico a aguardar serenamente que estes três pontos nos tragam:
1. O treinador tem de ser alguém com valias comprovadas no desenvolvimento e explosão definitiva de jovens jogadores que no caso do FCPorto, são mais de 60% aqueles com menos de 24 anos.
Deve ser ousado de forma responsável e não ter qualquer receio de vestir a pele de favorito em todos os jogos da época e acima de tudo, que não se deixe comandar pelos comi$$ionistas da SAD e que deixe jogar quem merece e que luta por isso independentemente de quem é o seu empresário, qual o seu valor comercial e quais as oportunidades de negocio que ostenta.
2. A revolução no plantel e algo que por um lado me excita porque há ali gente que já me mete nojo ver jogar com aquela camisola como o Varela e Danilo por exemplo, e outros que são esforçados mas sem um traço da qualidade requerida para jogar no Dragão como o Licá ou o Abdoulaye. Mas por outro lado deixa-me a tremer pelo factor (contentor+comissão=desastre). Se a equipa for reforçada para efectivamente reforçar a equipa, excelente. Se começam a aparecer uns Valeris, uns Tomas Costas, uns Predigueres, Souzas e afins para reforçar a conta bancaria do Adelino Caldeira, Antero Henrique e outros, aí estamos fodidos outra vez!
3. Este ponto tem relação directa com o ponto 1. Antes de pensar em reforços deveríamos pensar em como potencializar o que já lá temos e só depois preencher as lacunas.