segunda-feira, abril 14, 2014

Bora lá fazer a revolução

Não a que O Jogo anunciou, com pompa, para o final da época (quem está cada vez mais dependente de vendas de jogadores e é obrigado a vender Mangala, Fernando e Jackson, quando ainda não conseguiu substituir Moutinho nem James, que remédio tem senão fazer uma revolução), mas a que fez Luís Castro, a pensar no jogo da Taça com o Benfica. Correu bem, muito por culpa de Josué, o melhor em campo, mas podia ter corrido mal (e Abdoulaye bem tentou...). Eu sei que o Porto está a fazer um campeonato para não recordar, mas convém não esquecer quem vem atrás. A não ser que a intenção seja fazer a revolução na Liga Europa.

11 comentários:

Joao disse...

Sinceramente punha toda a equipa à venda...

Dos que cá estão acho que Mangala, Reyes, Danilo e Alex Sandro (se houver boas alternativas no banco), Fernando, Jackson, Ghilas e Quaresma (apesar de perceber pouco do jogo jogado é sempre uma boa opção ter um gajo que desiquilibra...) são os únicos que tem o direito de continuar...

Dou ainda o benefício da dúvida a Herrera, Carlos Eduardo, Quintero e Josué.

O resto talvez não tenha lugar...



master kodro disse...

Eu começaria ao contrário, João. Pegava no Josué e Quintero e construía à volta disso. Aliás, ontem viu-se "o que podia ter sido".

littbarski disse...

O Porto precisa de uma revolução mas é na gestão financeira. No fim da época passada, vendeu Moutinho e James por 70 milhões de euros e, seis meses depois, apresentou um prejuízo de 30 milhões de euros. Isto é um absurdo. É um absurdo depender de duas/três grandes vendas por época, por valores inflacionados, para equilibrar as contas. Quanto mais se vende, mais é preciso vender, porque entretanto gastou-se tudo a comprar. É um círculo vicioso que há-de interessar a quem ganha muito dinheiro com isso, mas não ao Porto.

O Porto sempre vendeu os seus melhores jogadores - o poderio financeiro dos melhores clubes europeus assim o dita - e sempre soube renovar-se e sobreviver a isso. Mas é preciso estabelecer limites, de forma a diminuir o risco de colapso (financeiro e desportivo). Quantos jogadores é que há no plantel da equipa principal com mais de 3 anos de clube? É preciso criar raízes, reforçar a identidade, para não se ter de andar a reciclar jogadores que venham explicar (se ainda se lembrarem) aos que cá estão o que significa vestir aquela camisola.

Eu sei que a mística e o amor à camisola já não são o que eram. Os tempos são outros. Mas convém ter uma base capaz de manter a identidade do clube. Senão, um dia destes mais vale entregar a braçadeira de capitão ao último a chegar. Ele que explique o que é ser Porto e feche a porta a seguir.

littbarski disse...

Potenciar Josué, Quintero, Reyes, Kelvin, Ghilas, Ricardo (que cada vez mais me parece uma boa solução para o lado direito da defesa); recuperar Alex Sandro, Danilo, Maicon; deixar espaço para jogadores da casa, como Tozé e Gonçalo Paciência; e construir o resto do plantel com critério e não pensando apenas na próxima oportunidade de negócio. E, claro, encontrar um treinador competente, que saiba tirar partido do plantel que tem à sua disposição.

Joao disse...

Completamente de acordo Littbarski.

Creio que o último gajo à Porto foi o Pedro Emanuel que deixou de jogar em 2009...

Relembro também que saiu o único gajo sério naquela administração - Angelino Ferreira, por divergências quanto à política económica que o clube estava a seguir...

Em relação ao treinador, para mim Luis Castro só não continua se a alternativa for realmente de peso (adorava ter o Klopp no Porto...).



miguel.ca disse...

"O Porto precisa de uma revolução mas é na gestão financeira."

BINGO!

Partindo do principio de que se vão vender os dois ou três jogadores de "qualidade internacional" que nos restam e de que vamos partir para a época de 2014/2015 com o mais fraco e banal plantel de que há memoria porque o dinheiro não cresce das árvores, sou da opinião de que se há investimento a fazer para a próxima época ele deve ser totalmente canalizado para o Treinador.
Reparem no exemplo flagrante que temos literalmente na nossa frente... O Sporting. Sim, o Sporting. Um plantel que começou a época num padrão de banalidade absoluta sem um único jogador que servisse para o nosso banco de suplentes sequer.
Sem dinheiro para contratar Quinteros, Reyes ou Danilos, viram-se ainda obrigados a deixar abalar os poucos jogadores de qualidade acima da media que tinham ficando reduzidos a um grupinho de catraios ambiciosos e pouco mais e foi aqui que o Gnomo Verde fez, a meu ver, a única coisa, na óptica de um Portista, digna de registo desde que é Presidente do Sporting. Contratou um Treinador fantástico, que toda a gente já sabia que era fantástico tanto que foi um dado adquirido que a passagem de Leonardo Jardim pelo Braga seria uma mera ponte para o FCPorto. O que aconteceu depois e que eu já não sei.
Agora vejo jogadores como o Rojo, o Adrian Silva, o William Carvalho, o Cedric ou o Slimani e não me importava nadinha, mas mesmo nadinha de os ver no Porto.
De quem é a culpa?
Já no tempo de Mourinho tínhamos aprendido a mesma lição. Um plantel mediano com um grande treinador faz muito mais que um plantel de luxo com um bananas no banco. É definitivamente por ai que temos de ir. Contratar um treinador que potencie o Quintero, o Josué, o Kelvin, o Herrera e todos os outros aos níveis que atingiram Capucho, Derlei, Ricardo Carvalho, Deco, Maniche ou Costinha.
Outra coisa muito importante é que se necessidade houver, se reforce a equipa...... a equipa! Não os bolsos dos comi$$ionistas.

Hugo disse...

Primeiro que tudo, urge acertar no treinador.
E também concordo que temos de mudar esta gestão financeira suicida

zorg disse...

O treinador do porto do ano que vem vai ser o Fernando Santos, ao que consta. Parece que já está tudo acertado e só não foi anunciado por ele ainda ser seleccionador da Grécia até ao fim do mundial.

Fredy disse...

Zorg, nem digas isso a brincaR!!

Uma coisa é errar, outra coisa é repetir o erro!!!

fdx..fiquei mal disposto só com essa hipotese.

zorg disse...

É o rumor que tenho ouvido insistentemente, mas não sei se é verdade ou não. Como benfiquista, confesso que preferiria o Paulo Fonseca. :P

Joao disse...

Foda-se.

Se eu mandasse estes gajos faziam o resto da época na 2 divisão (a receber o salário que os bês recebem...).